Qual a melhor técnica para tratamento dos vazinhos? Glicose, crioglicose, polidocanol, espuma ou laser?

Amato, ACM; Amato, MCM; Amato, MCM Manual para o Médico Generalista na Era do Conhecimento - 2˚ Edição. Roca. 2015

Bom, muitos termos e muitas dúvidas, certo? Vou tentar simplificar: não existe uma melhor técnica. Cada técnica tem suas vantagens e desvantagens, de modo que pensando no problema, a melhor solução é a união delas, o uso da melhor técnica para cada vaso e dependendo de cada caso.

Somente o médico especialista pode indicar o melhor tratamento. E o melhor especialista é aquele que tem conhecimento e à sua disposição as técnicas existentes. Portanto uma única técnica pode não ser adequada.

Quanto às técnicas citadas, espuma, glicose, crioglicose e polidocanol, todas são técnicas de escleroterapia, ou seja ablação quimica ou física do vazinho (teleangiectasia ou reticular). A crioglicose ou crioescleroterapia consiste na aplicação de glicose congelada, que fica com uma consistencia gelatinosa, sendo mais efetiva e menos dolorosa que a glicose comum. O polidocanol é uma substância liquida, que quando aplicada a técnica de Tessari transforma-se em espuma. É uma substância esclerosante que foi, há décadas estudada como anestésico local, ou seja, apresenta menor dor à aplicação. Tanto liquida quanto em espuma tem ação esclerosante mas com aplicações diferentes. Por ser uma substância adversa ao organismo, pode apresentar reação alérgica. O uso de espuma com ar ambiente também oferece mais riscos do que o uso de um gás inerte, como o CO2.

Todas as técnicas podem, de alguma forma, manchar a pele, por isso devem ser aplicadas com cuidado e por especialista.

O laser é um método não quimico de ocluir o vazinho (teleangiectasia): o calor gerado coagula o sangue e destrói o vaso, o paciente relata uma pequena sensação de calor no local que é minimizada por técnicas de anestesia térmica.