Noz da India

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nogueira-de-iguape feminino árvore (Aleurites moluccana), da família das euforbiáceas, nativa da Índia e aclimatada no Brasil, de folhas com o pecíolo longo, flores alvas, sementes oleaginosas e madeira branca; abassino, aleurite, nogueira, nogueira-brasileira, nogueira-da-índia, nogueira-de-bancul, noz-da-índia, noz-de-bancul, tungue. Plural: nogueiras-de-iguape   Noz-da-Índia é uma semente de cor branca que é extraída da nogueira-de-Iguape (aleurites moluccana). Ela ganhou fama pelo suposto efeito emagrecedor. Porém, sua comercialização foi proibida no Brasil, pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que também vetou a comercialização de sementes que se assemelham a noz-da-Índia, como “chapéu-de-Napoleão” ou “jorro-jorro”.

Noz da Índia não emagrece, é altamente tóxica e pode matar!

Noz-da-Índia é diferente de Castanha-da -ndia, mas é muito parecida com o Chapéu de Napoleão (Thevetia peruviana), sendo esta última também tóxica. A noz da índia tem propriedades laxativas e as sementes não processadas contém sapominas e forbol, substâncias tóxicas. A dose tóxica geralmente é a partir da ingestão de três nozes, podendo variar de paciente para paciente: podem ser observados sintomas tóxicos com a ingestão de apenas uma semente. Os sintomas são náuseas, vômitos, cólicas abdominais fortes, dor durante a evacuação, diarreia, sede intensa, secura nas mucosas, letargia e desorientação. Nos casos mais graves pode haver desidratação acentuada, dilatação das pupilas, taquicardia, taquipnéia, respiração irregular, cianose (coloração azulada da pele) e aumento da temperatura corporal. A diarreia intensa pode causar distúrbios hidroeletrolíticos graves, comprometimentos dos rins e alteração na condução cardíaca por perda de íons com o sódio e o potássio, essenciais no equilíbrio do organismo. Quadros neurológicos, como câimbras nos músculos, parestesias, sensação de formigamento, dor de cabeça/cefaleia e reflexos retardados/hiporreflexia, também são descritos. Perder peso não significa sempre que está emagrecendo. Pelo contrário, pode estar perdendo conteúdo importante para continuar vivo, como a água e eletrólitos. Muitos produtos “naturais” para emagrecer podem trazer diversos riscos à saúde e intoxicações graves, sendo CONTRA-INDICADO o seu USO. A palavra “natural” muitas vezes remete à idéia de que não faz mal para a saúde, mas isso está muito longe da verdade, existem muitos venenos fatais naturais, assim como existem muitas substâncias “sintéticas”, oposto de “natural”, saudáveis. A própria água limpa que consumimos não é natural, foi processada até chegar no grau de pureza necessária. A água “natural” que era consumida no passado era “barrenta”, e muitas vezes portadora de doenças.
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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) divulgou resolução proibindo a fabricação, comercialização, distribuição e importação de noz-da-Índia e do Chapéu de Napoleão  em medicamentos, alimentos ou qualquer forma de apresentação ao consumidor. As duas sementes, usadas indiscriminadamente para emagrecimento, são, na verdade, laxativas. Como a medida sanitária proíbe também a divulgação, em todos os meios de comunicação, de medicamentos e alimentos que apresentem esses insumos, qualquer compra no Brasil é considerada ilegal.
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Alexandre Amato

O Dr Alexandre Amato é médico, professor de cirurgia vascular da Universidade de Santo Amaro (UNISA), e tem quatro especialidade médicas reconhecidas pelo MEC e respectivas sociedades: cirurgião geral, cirurgião vascular, angiorradiologista e ecografista. Formou-se na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e especializou-se em vários hospitais privados e públicos em São Paulo. Aprofundou-se em cirurgia vascular em Milão, no hospital San Raffaele da Università Vita-Salute. Quando voltou, fez seu doutorado em cirurgia cardiotorácica na Universidade de São Paulo (USP). Fundou a Associação Brasileira de Lipedema para divulgar conhecimento de qualidade às mulheres portadoras de Lipedema.