Dietas Cetogênicas. Não comer carboidrato é saudável?

dieta RAD (distúrbios adiposos raros)
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Dieta cetogênica (“ceto”) é uma dieta extremamente restritiva a carboidratos e rica em gorduras.

Uma dieta cetogênica restringe a ingestão de carboidratos a menos de 25 a 50 gramas por dia, na tentativa de melhorar o uso pelo corpo das gorduras ou cetonas (ácidos produzidos pelo fígado) como combustível durante a restrição calórica. Dietas cetogênicas geralmente recomendam que apenas 5% das calorias sejam provenientes de carboidratos, juntamente com 75% de gordura e 20% de proteínas.

A dieta cetogênica foi desenvolvida pela primeira vez na década de 1920 para o tratamento de diabetes e epilepsia pediátrica. Agora ela está associada com a perda de peso e o controle da glicose no sangue em pacientes com pré-diabetes e diabetes tipo 2.

Usos Médicos De Dietas Cetogênicas

As dietas cetogênicas foram usadas inicialmente para tratar diabetes antes da descoberta da insulina. Essas dietas também foram usadas para tratar epilepsia de difícil controle em crianças. Recentemente, dietas cetogênicas foram promovidas como dietas para perda de peso e para controle da glicemia em pacientes com pré-diabetes e diabetes tipo 2. As dietas ceto podem levar à perda de peso a curto prazo, mas essa perda é semelhante ao que é alcançado com outras abordagens alimentares a longo prazo. As dietas ceto podem melhorar a glicose no sangue a curto prazo em pacientes com diabetes tipo 2, mas há evidências científicas inconclusivas de que essas dietas são superiores a outros regimes de perda de peso a longo prazo. Alegações sobre os benefícios da dieta cetogênica para câncer, demência e doença de Parkinson não são cientificamente comprovadas. Recentemente a dieta tem sido aplicada em pacientes com lipedema com bastante êxito.

Dietas Cetogênicas Melhoram A Saúde?

Dietas cetogênicas resultam em perda de peso para quem usa essa estratégia para reduzir a ingestão calórica geral, limitando todos os alimentos ricos em carboidratos, como pães, massas, arroz, bolos, biscoitos e refrigerantes. A maioria das frutas, legumes e grãos integrais também são excluídas. Atualmente, faltam dados de longo prazo sobre dietas cetogênicas e riscos cardiovasculares, câncer e outras doenças crônicas, e dietas com pouco carboidrato têm sido associadas ao aumento da mortalidade.

Quem Pode Se Beneficiar De Uma Dieta Cetogênica?

Indivíduos que desejam perder peso usando uma abordagem muito estruturada podem se beneficiar de uma dieta ceto. Para pacientes com pré-diabetes ou diabetes tipo 2, limitar os carboidratos a 5% das calorias pode ajudar a controlar a glicose no sangue, se contribuir para a perda e manutenção do peso. Pacientes com lipedema têm tido melhora sintomática e diminuição da desproporção.

Riscos Potenciais E Efeitos Colaterais De Uma Dieta Cetogênica

É comum sentir fadiga durante o exercício, falta de energia mental, aumento da fome, distúrbios do sono, cãibras musculares, constipação, náusea e desconforto estomacal. A longo prazo, uma dieta na qual apenas 5% do total de calorias provém de carboidratos torna-se impossível obter quantidades adequadas de fitonutrientes antioxidantes de frutas e vegetais. Nas duas primeiras semanas da dieta, pode haver aumento significativo na produção de urina e nas mudanças de fluidos, o que pode exigir ajuste dos medicamentos para hipertensão, insuficiência cardíaca e diabetes. É importante consultar um médico antes de tentar uma dieta cetogênica. Você deve mudar sua dieta apenas sob a supervisão de um médico e um nutricionista.

Alimentos para comer:

  • + Laticínios integrais
  • + Carne e aves
  • + Vegetais sem amido
  • + Azeite de oliva e óleo de Coco
  • + Nozes, castanhas e sementes
  • + Abacate
  • + Azeitonas

Alimentos para evitar

  • – Cereais (produtos à base de pão)
  • – Farinha de aveia, arroz e quinoa
  • – Tortillas de milho ou farinha
  • – Vegetais ricos em amido
  • – Batata
  • – Feijão
  • – Massas

 

Riscos potenciais e efeitos adversos

Baixa energia física e mental, fome, distúrbios do sono, cãibras musculares, constipação e desconforto estomacal durante as primeiras 2 semanas da dieta. A produção aumentada de urina e as mudanças de fluidos no corpo podem exigir ajuste de pressão arterial, insuficiência cardíaca e medicamentos para diabetes.

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Fonte: JAMA

 

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