Doença obstrutiva da artérias renais

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Rim e doença vascular
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Os rins são um par de órgãos que exercem diversas funções essenciais ao organismo: eles filtram o sangue eliminando as impurezas e o excesso de água e sal, também mantêm sob controle a acidez do corpo (a quantidade certa de ácidos é fundamental para todo o seu funcionamento); regulam a composição de diversas substâncias como o cálcio, o bicarbonato e o potássio; produzem hormônio que estimula o aumento das células vermelhas no sangue, da vitamina D e da substância chamada renina, todas necessárias para o controle da pressão arterial. 
Eles são irrigados pelas artérias renais, que saem diretamente da artéria aorta – a grande artéria que leva o sangue rico em oxigênio do coração para todo o corpo. As artérias renais podem ser acometidas por diferentes condições que levam à sua obstrução, diminuindo a quantidade de sangue que chega ao rim. A isso ele responde retendo substâncias que deveriam ser eliminadas e aumentando a pressão sanguínea, podendo chegar à insuficiência renal e à necessidade de diálise.
As condições que levam à obstrução dos rins são principalmente a estenose (estreitamento da artéria) e o embolismo. O que acontece neste último caso é que um pedacinho de um trombo do coração (principalmente em pessoas que sofrem de arritmia), ou de uma placa de aterosclerose da aorta, pode se soltar e alcançar uma artéria renal. Esse pedacinho é chamado êmbolo. Esses êmbolos podem ao mesmo tempo estar presentes em outras partes do corpo causando dor abdominal, dor muscular, manchas na pele e mudanças na coloração dos dedos.
Por ter a ver com a aterosclerose, os mesmos fatores relacionados à obstrução de artérias do coração (que levam ao infarto) e das artérias do cérebro (que levam ao derrame) também estão relacionados à obstrução das artérias renais. São eles: o diabetes, o tabagismo, o sedentarismo, colesterol alto, idade avançada, pressão alta entre outros.
Essa condição pode não causar sintomas, e a primeira indicação de sua presença é o tratamento para a pressão alta que, mesmo valendo-se de várias medicações em dose máxima, não representa melhora do paciente. Às vezes a doença é diagnosticada sem querer quando uma pessoa está investigando a artéria aorta por algum outro motivo por meio de exames de imagem 
    Uma vez diagnosticada, em alguns casos poderá ser feito o tratamento cirúrgico com dilatação das artérias renais; mas o melhor tratamento é a prevenção por meio do controle dos fatores associados mencionados, pois a cura completa da doença ainda não é possível. 

 

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Alexandre Amato

O Dr Alexandre Amato é médico, professor de cirurgia vascular da Universidade de Santo Amaro (UNISA), e tem quatro especialidade médicas reconhecidas pelo MEC e respectivas sociedades: cirurgião geral, cirurgião vascular, angiorradiologista e ecografista. Formou-se na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e especializou-se em vários hospitais privados e públicos em São Paulo. Aprofundou-se em cirurgia vascular em Milão, no hospital San Raffaele da Università Vita-Salute. Quando voltou, fez seu doutorado em cirurgia cardiotorácica na Universidade de São Paulo (USP). Fundou a Associação Brasileira de Lipedema para divulgar conhecimento de qualidade às mulheres portadoras de Lipedema.