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Hiperplasia benigna de próstata: embolização de próstata

Hiperplasia prostática benigna
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O que é hiperplasia benigna da próstata?

A Hiperplasia Benigna da Próstata (HBP) é a doença mais frequente da próstata, muito comum em homens de meia idade e idosos, com sintomas muito debilitantes que condicionam a qualidade de vida. Trata-se de um aumento benigno do volume da próstata, que pode obstruir o segmento inicial da uretra.

 

Como é feito o diagnóstico inicial da HBP?

O diagnóstico faz-se através de uma história clínica e de um exame físico detalhado, incluindo um toque retal. A ecografia por via retal permite avaliar o volume e estrutura da próstata.

A dosagem do antigênio prostático específico (PSA) é de vital importância para a avaliação, pois ajuda na detecção do cancro da próstata.

 

Quais os sintomas mais comuns?

Os sintomas resultam geralmente da obstrução uretral, que podem ser:

  • Aumento da frequência das micções, com eliminação de pequenos volumes de urina, particularmente à noite.
  • Jato urinário fraco e/ou interrompido
  • Sensação de não ter esvaziado completamente a bexiga após urinar e/ou dificuldade de iniciar a micção
  • Urgência em urinar com dificuldade de controlar a urina
  • Impossibilidade de urinar, com retenção urinária, levando à necessidade de cateterização urinária.
  • Sangue na urina
  • Impotência sexual causada geralmente, causada pela medicação para HBP
  • Disfunção sexual, que poderá estar relacionada também com a medicação prostática

Estes sintomas podem ocorrer isoladamente, ou em conjunto. Podem ser leves, moderados ou severos. A HBP não tratada pode levar a graves complicações: retenção urinária, infecções urinárias, cálculos ou divertículos na bexiga e insuficiência renal.

Embolização da próstata

A Embolização das artérias prostáticas (EAP) no Tratamento da Hiperplasia Benigna da Próstata (HBP) é uma nova aplicação de uma nova tecnologia já muito conhecida e usada em Medicina, sob investigação em vários procedimentos e especialidades médicas. A embolização de miomas e varizes pélvicas é feita há décadas nas mulheres.

Efetivamente, a embolização efetua-se com sucesso há meio século.  Os materiais utilizados são cateteres, guias e as partículas de polivinil álcool (PVA). É uma técnica microinvasiva que permite o alívio dos sintomas das vias urinárias nos doentes com HBP, com bons resultados a curto, médio e longo termo.

O seu objetivo é interromper parcialmente a circulação sanguínea que irriga a próstata, permitindo um alívio da sintomatologia das vias urinárias inferiores associada à HBP, bem como uma redução do volume da próstata.

 

Em que consiste a embolização

Para a realização da embolização, sob anestesia local, e sem perda de sangue, efetua-se um pequeno orifício de 1,5 mm de diâmetro na virilha ou no pulso, através da qual se coloca um fino tubo plástico, o cateter. Mediante monitorização por um aparelho de Raio X digital sofisticado (fluoroscopia), o cateter é dirigido para as artérias prostáticas. Partículas embolizantes de pequenas dimensões, como grãos de areia, são então injetadas nas artérias prostáticas, entupindo parte dos ramos que irrigam a próstata, poupando, contudo, as artérias do pênis, para que o paciente possa manter a função erétil.

A técnica dura geralmente entre 1 a 2 horas, podendo estar o paciente consciente e mesmo visualizando o tratamento no monitor de televisão. Completada a embolização, retira-se o cateter, efetua-se compressão manual durante cerca de 20 a 25 minutos minutos e coloca-se um pequeno curativo compressivo, que deve ser mantido até a manhã seguinte. Duas horas após a embolização, o doente já se pode levantar do seu leito e deslocar-se para urinar. A internação dura apenas algumas horas e habitualmente tem alta no mesmo dia.

Será a embolização considerada um tratamento experimental?

Sim, contudo o artigo “Benign Prostact Hyperplasia: Prostatic Arterial Embolization versus transurethral resection of the Prostate. A Prospective, Randomized and Controlled Clinical Trial” na Revista americana Radiology, demonstra não existir diferença significativa nos resultados da embolização e da RTUP na HBP. Contudo, na Embolização não se verificam as complicações da cirurgia, nomeadamente disfunção sexual e a incontinência urinária. Por tal motivo, a embolização é hoje um tratamento com bases científicas.

Depois da embolização observam-se menos vasos na angiografia da artéria prostática direita e esquerda.

Qual é a porcentagem de êxito da embolização?

Observa-se melhoria significativa inicial em 85% a 90% e a longo prazo em 75% a 80%. Nos doentes tratados com êxito verifica-se uma melhora dos sintomas e podem suspender os medicamentos que há anos tomavam para a próstata. Os doentes podem não melhorar, contudo, a sua situação médica não sofre qualquer agravamento, podendo ser submetidas à cirurgia. Dos 125 doentes que estavam com algália, 118 retiraram o cateter algumas semanas após a embolização, urinando sem qualquer dificuldade e sem medicação.

A fim de melhorar os resultados, os doentes, cujas artérias estejam muito envolvidas com a arteriosclerose, revelada pela Angitomografia, são excluídos. Em trabalho publicado, os melhores resultados observam-se nas próstatas muito volumosas com mais de 100cc e com sintomas mais graves.

Poderei repetir a embolização se não melhorar?

Sim, 6 meses depois, se não melhorar e se as artérias prostáticas o permitirem. Para tal deverão realizar nova Angiotomografia.

 

Quais são os riscos associados à embolização?

Graças aos bons resultados e poucas complicações, está a sendo feita em vários centros mundiais.

A maioria dos doentes não sente qualquer dor durante a embolização. As complicações são as de qualquer cateterismo, sendo as mais frequentes, o hematoma no local da punção e a equimose, ou seja, a cor roxa da coxa e mais raramente no abdômen. Sangue na urina pode ocorrer em alguns doentes, que pode durar alguns dias, mas que passa sem qualquer tratamento. Muito raros (2%) são a existência temporária de sangue nas fezes e no esperma. Alguns pacientes poderão sentir algum ardor quando urinam ou no ânus que dura apenas algumas horas. A prisão de ventre é frequente durante 1 a 2 dias. Na noite a seguir ao tratamento o doente poderá urinar várias vezes, mas no dia seguinte estará normal. Contudo, estas reações adversas desaparecem ao fim de alguns dias, sem qualquer tratamento. São raros os doentes que sentem alguma dor.

Poderá a embolização ser efetuada no câncer?

Sim, associada a um medicamento cistostático, tal como a quimiombolização no câncer do fígado, com a qual existem bons resultados (ainda em fase de estudo).

 

Poderei ser tratado independente das dimensões da minha próstata?

A embolização pode realizar-se mesmo em próstatas muito grandes, com volume superior a 400cc. Se a sua próstata tiver um volume inferior a 30cc possivelmente não terá indicação. Igualmente, se não tiver sintomas, não será tratado.

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Gao, Y. A., Huang, Y., Zhang, R., Yang, Y. D., Zhang, Q., Hou, M., & Wang, Y. (2014). Benign Prostatic hyperplasia: Prostatic arterial embolization versus transurethral resection of the prostate-a prospective, randomized, and controlled clinical trial. Radiology, 270(3), 920–928. https://doi.org/10.1148/radiol.13122803

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