Tipo sanguíneo e risco cardiovascular: qual é o mais propenso

Dê sua nota post

O tipo sanguíneo A tem risco maior de doença cardiovascular; o tipo O, o menor. A diferença vem do antígeno na superfície da hemácia, que se associa a maior risco de trombose.

Os números importam para não exagerar: sozinho, o grupo sanguíneo aumenta pouco o risco. Mas combinado com uma trombofilia, o risco passa de 7 vezes — e aí vale conhecer o seu.

O que são os tipos sanguíneos

A e B são antígenos que ficam na superfície das hemácias. São determinados geneticamente — você herda de pai e mãe e carrega a vida inteira; não é possível mudar de tipo sanguíneo.

  • Tipo A — antígeno A na superfície
  • Tipo B — antígeno B
  • Tipo AB — os dois antígenos
  • Tipo O — nenhum antígeno

Por que isso importa numa transfusão

Se você não tem o antígeno A e recebe sangue tipo A, seu corpo reage como a um corpo estranho: pode haver hemólise (destruição das células), trombose e outras complicações.

Daí decorre que AB é o receptor universal — já está preparado para ambos os antígenos — e O é o doador universal, porque seu sangue não carrega antígeno que provoque reação.

E o positivo/negativo?

O “+” ou “−” depois do grupo não pertence ao sistema ABO: é a classificação Rhesus, outro tipo de antígeno, que também pode disparar reações imunes.

Os números do risco de trombose

  • Grupo sanguíneo diferente de O: risco de trombose 2,2 vezes maior (trabalho de 2005)
  • Trombofilia: risco 2,8 vezes maior
  • Grupo não-O + trombofilia: risco acima de 7 vezes

Para dimensionar: o sexo biológico também influencia, e pouco. A trombose ocorre em cerca de 93 mulheres a cada 100 mil, contra 85 homens a cada 100 mil. São números pequenos — o que muda o jogo é a combinação de fatores.

Trombofilia é um grupo de doenças genéticas que aumentam o risco de trombose, entre elas o fator V de Leiden. Quando as doenças cardiovasculares entram na conta, fala-se de AVC, infarto agudo do miocárdio e trombose venosa profunda.

Outras associações conhecidas

  • Tipo O — menor risco cardiovascular e menor risco de contrair malária
  • Tipo AB — risco um pouco maior de Alzheimer ao longo da vida
  • Tipo B — pequeno aumento do risco de câncer de pâncreas

Do ponto de vista vascular, o que interessa é o grupo A.

O que fazer com essa informação

Você não pode mudar seu tipo sanguíneo — mas pode saber onde concentrar esforço. Se você é do grupo A, sobretudo com história familiar de trombose, vale conversar com o cirurgião vascular sobre investigar trombofilia e sobre as medidas de prevenção que estão ao seu alcance.

Veja também os sinais de má circulação.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Para filtrar spam, seu comentário e o nome, e-mail e site que você informar são enviados a um serviço externo de IA para análise.

Rolar para cima