Estenose das artérias carótidas

Estenose de carótida
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O que é a artéria carótida?

A artéria carótida é o principal vaso responsável por levar sangue oxigenado para o cérebro, o pescoço e a face. Existem duas artérias carótidas comuns — uma de cada lado do pescoço — que se bifurcam em carótida interna (irriga o cérebro) e carótida externa (irriga face e couro cabeludo). Por sua localização superficial e fluxo intenso, são vasos críticos para a saúde neurológica.

Doenças das carótidas (genericamente chamadas de doença carotídea ou doença vascular carotídea) incluem principalmente a estenose carotídea — estreitamento por placas de aterosclerose — que é uma das causas mais relevantes de acidente vascular cerebral (AVC). Outras condições menos comuns são o kinking (dobramento), a dissecção (ruptura interna da parede arterial) e o tumor glômico carotídeo.

Esta página é dedicada à estenose das artérias carótidas, condição mais frequente na prática vascular e principal alvo de prevenção do AVC. Para anatomia mais detalhada, técnicas de cirurgia, exames diagnósticos e indicações de tratamento, há páginas específicas linkadas ao longo do texto.

Quando suspeitar de doença carotídea?

A maioria das estenoses carotídeas é silenciosa até o evento neurológico. Sinais que devem motivar avaliação incluem: episódios de fraqueza ou dormência em um lado do corpo, dificuldade súbita para falar, perda transitória de visão em um olho (amaurose fugaz), tontura com sintomas neurológicos ou histórico familiar de AVC. Pacientes hipertensos, diabéticos, fumantes e com colesterol elevado têm risco aumentado e devem realizar triagem com eco Doppler de carótidas.

Imagine-se realizando uma tarefa simples, como caminhar até a cozinha para pegar um copo de água. De repente, você sente tonturas e sua visão fica turva. O que pode estar acontecendo? Esses sintomas podem ser sinais de estenose da artéria carótida, um estreitamento das grandes artérias do pescoço que fornecem sangue ao cérebro. Se não tratada, essa condição pode resultar em consequências graves, como acidente vascular cerebral (derrame). Neste artigo, exploraremos as causas, os métodos de diagnóstico e as opções de tratamento disponíveis para essa condição potencialmente perigosa. Junte-se a nós nesta jornada informativa e descubra como a medicina moderna está enfrentando o desafio de manter o fluxo sanguíneo vital em nosso cérebro.

Sumário

Artéria carótida e estenose de carótida
Imagem da artéria carotida e representação da estenose carotídea por aterosclerose e placa

Neste vídeo, o Dr. Alexandre Amato, cirurgião vascular do Instituto Amato, explica a relação entre a artéria carótida e o derrame ou AVC. A carótida é a artéria que passa pelo pescoço e leva sangue ao cérebro, sendo uma das quatro principais artérias que irrigam essa área. A estenose carotídea ocorre quando há uma placa de aterosclerose, ou seja, um estreitamento ou entupimento dessa artéria, podendo levar à diminuição da irrigação cerebral e a pequenas embolizações.

A placa aterosclerótica é uma oclusão gradual da artéria e está associada a fatores de risco como cigarro, hipertensão e alimentação gordurosa. A identificação dessa placa não significa que o paciente terá um AVC, mas permite a intervenção preventiva em pacientes assintomáticos.

O tratamento pode ser clínico ou cirúrgico. O tratamento clínico envolve medicações e mudanças no estilo de vida, como parar de fumar e melhorar a alimentação. Já o tratamento cirúrgico pode ser realizado por cirurgia aberta, na qual a placa é removida, ou cirurgia endovascular, onde um stent é inserido para abrir a artéria.

Pacientes assintomáticos com estenose carotídea devem ser acompanhados por um cirurgião vascular, e o tratamento clínico consiste principalmente no controle dos fatores de risco. Se a estenose já for muito avançada, a cirurgia pode ser necessária.

Olá, sou doutor Alexandre Amato, sou cirurgião vascular do Instituto Amato. E hoje vamos falar sobre derrame e a carótida. O derrame o AVC todo mundo já ouviu falar de uma maneira ou de outra já sabe mais ou menos o que que é. Agora, o que é a carótida e qual a relação entre os dois? Bom, o AVC o derrame é uma maneira ou de outra a falta da irrigação ou uma isquemia de uma parte do cérebro e onde o cérebro deixa de funcionar, a carótida é a artéria que passa pelo pescoço e leva o sangue ao cérebro, essa artéria nós temos dos dois lados as artérias carótidas e as artérias vertebrais, são as 4 principais artérias que irrigam o nosso cérebro, quando nós temos um entupimento ou uma estenose ou uma placa de aterosclerose nessa artéria nós podemos ter uma diminuição da irrigação do cérebro e também pequenas embolizações, pequenas as partículas que vão para o cérebro e que podem diminuir a irrigação lá em cima. Então, o que que é a placa? A placa aterosclerótica nada mais é do que uma oclusão gradual dessa artéria até um ponto em que ela pode ocluir por completo. Essa placa ela não aparece da noite para o dia, é uma doença que ocorre lenta e progressivamente, normalmente está associada a todos os fatores de risco da aterosclerose, como cigarro e hipertensão e alimentação muito gordurosa, tudo isso está relacionado com a formação da placa, mas um aspecto muito importante que as pessoas não entendem é, quando fazem o exame identificam essa placa aterosclerótica na carótida e já começa a ser associado com a ideia do AVC, com a ideia do derrame. Na realidade a identificação dessa placa dessa estenose ela não significa que o paciente vai ter um AVC, essa é uma das grandes vantagens da medicina atual é quando a gente identifica a doença num paciente assintomático, que não tenham o sintoma ainda da doença e é aí que a gente pode atuar para prevenir a evolução para um AVC o derrame. Então quando a gente identifica a estenose em um momento assintomático em que o paciente não percebeu ainda que tinha essa lesão, esse é um momento bom em que a gente pode começar o tratamento, porque não aconteceu nada não teve o derrame, não teve um AVC ainda. Obvio, também tem os casos em que já ocorreu, mas hoje eu estou falando sobre os pacientes assintomáticos. Então, identificado a doença existe o tratamento clínico e o tratamento cirúrgico. O tratamento clínico consiste em medicações principalmente para tratar os fatores de risco, parar com os hábitos de vida deletérios, como o cigarro principalmente, melhorar a alimentação e dependendo do grau de estenose, veja bem, aqui nessa placa ela pode estar tão ocluída que pode ser necessário já alguma cirurgia. E hoje em dia nós temos a cirurgia aberta mas temos também a cirurgia endovascular. A cirurgia aberta consiste em um corte no pescoço, onde a gente retira essa placa e abre o caminho para um fluxo adequado para o cérebro ou a cirurgia endovascular que é um pequeno furinho nessa ateria, na artéria da virilha normalmente e que a gente coloca um stent e esse stent vai abrir essa artéria novamente. Então, identificado o problema não é para entrar em desespero, a estenose de carótida ela deve ser acompanhada pelo cirurgião vascular, quando identificada no paciente assintomático que não teve o derrame não teve o AVC ainda, há muito a ser feito. Então, o tratamento Clínico consiste principalmente no controle dos fatores de risco então, tabagismo parar de fumar imediatamente e controle das outras doenças associadas e alguns medicamentos para estabilização dessa placa, mas se a estenose ou a placa já foi muito grande, já tiver muito apertada, estiver passando pouco sangue ou essa placa for de alto risco para a embolização, pode ser necessário a cirurgia. Lembrando que eu estou sempre aqui para tirar as suas dúvidas. Esse foi um assunto muito pedido nas nossas redes sociais, entre você também nas nossas redes sociais solicite um assunto da competência vascular e compartilhe o nosso vídeo. Muito obrigado.

Existe tratamento para estreitamento das grandes artérias em ambos os lados do pescoço que levam o sangue para a cabeça, o rosto e o cérebro.

Estenose da Artéria Carótida

Estenose da artéria carótida é um estreitamento das grandes artérias em ambos os lados do pescoço que levam o sangue para a cabeça, o rosto e o cérebro. Este estreitamento é geralmente o resultado de um acúmulo de placa calcificada dentro das artérias, uma condição chamada de aterosclerose. A estenose pode piorar com o tempo até bloquear completamente a artéria, ou desprender pequenos fragmentos que podem levar à um acidente vascular cerebral (derrame).

Seu médico pode solicitar um ultrassom de carótidas (ecodoppler), TC angiografia (AngioTC), angiografia de ressonância magnética (AngioRM) ou angiografia cervical e cerebral para determinar a presença e a localização da estenose. O tratamento para melhorar ou restaurar o fluxo sanguíneo pode incluir angioplastia e implante de stent vascular ou, em casos graves, cirurgia.

O que é estenose da artéria carótida?

Estenose da artéria carótida é um estreitamento nas artérias grandes localizadas em cada lado do pescoço que levam o sangue para a cabeça, o rosto e o cérebro. O estreitamento geralmente resulta da aterosclerose, ou acúmulo de placa no interior das artérias. Ao longo do tempo, a estenose pode avançar para o bloqueio completo da artéria.

Fatores de risco para estenose da artéria carótida incluem idade, tabagismo, hipertensão arterial, diabetes, obesidade e estilo de vida inativo.

Algumas pessoas com estenose da artéria carótida podem sentir tontura, visão turva e desmaio, que podem ser sinais de que o cérebro não está recebendo sangue e oxigênio suficiente. Em muitos casos, o primeiro sintoma é um ataque isquêmico transitório (AIT) ou um derrame porque um pequeno coágulo pode se formar na área do vaso que é afetado pela aterosclerose. Quando um pequeno coágulo se torna desprende, pode viajar para o cérebro e tapar uma artéria menor que um pedaço específico do cérebro depende para o seu funcionamento e, em última análise, sobrevivência. Os sintomas de um AIT e derrames são semelhantes: paralisia ou dormência de um lado do corpo, visão turva, dor de cabeça, problemas de fala e dificuldade em responder aos outros. O AIT é geralmente breve e não deixa nenhum dano duradouro; é devido a uma pequena e temporária oclusão de uma pequena artéria, mas muitas vezes é um sinal de aviso. Um acidente vascular cerebral é frequentemente associado com a morte de uma parte do cérebro devido à perda de seu suprimento de sangue e pode resultar em incapacidade grave ou morte.

Como a estenose da artéria carótida é avaliada?

Estenose da artéria carótida, por vezes, provoca um som anormal, um ruído ou sopro, na artéria que pode ser ouvida com um estetoscópio. Exames de imagem para diagnosticar, localizar e medir a estenose incluem:

  • Ultrassom de carótidas (incluindo ultrassom Doppler): este teste utiliza ondas sonoras para criar imagens em tempo real das artérias e localizar bloqueios. O Doppler é uma técnica de ultrassom especial que pode detectar áreas de fluxo de sangue restringido na artéria.
  • Angiografia por Tomografia Computadorizada (CTA): CTA usa um scanner TC para produzir visualizações detalhadas das artérias em qualquer lugar no corpo – neste caso, no pescoço. O teste é particularmente útil para pacientes com marcapassos ou stents.
  • Angiografia de ressonância magnética (ARM): este teste não-invasivo dá informações semelhantes ao CTA, sem o uso de radiação ionizante.
  • Angiografia cerebral: Também conhecida como angiografia de subtração digital intra-arterial (IADSA), a angiografia cerebral é um teste minimamente invasivo em que um cateter é guiado através de uma artéria para a área de interesse. Material de contraste é injetado através do tubo e imagens são capturadas com raios-x.

Como é tratada a estenose da artéria carótida?

Casos graves de estenose geralmente exigem endarterectomia carotídea, em que um cirurgião faz uma incisão para remover a placa de qualquer parte doente da artéria, enquanto o paciente está sob anestesia geral. Uma opção menos invasiva inclui:

  • Implante de stent e angioplastia de artéria carótida: Durante este procedimento, um cateter é enfiado através de uma incisão na virilha até o local do bloqueio, onde a ponta do balão é inflada para abrir a artéria. Um stent pode ser colocado na artéria para expandi-la e segurá-la aberta.

Neste vídeo, o Dr. Alexandre Amato, cirurgião vascular do Instituto Amato, aborda a prevenção e o tratamento do Acidente Vascular Cerebral (AVC) e do Acidente Isquêmico Transitório (AIT). Ele explica a diferença entre AVC isquêmico e hemorrágico, e destaca a importância do tratamento precoce em casos de suspeita.

Os principais sintomas do AVC incluem dificuldade na fala, para caminhar, fraqueza em um lado do corpo, dormência na face e nos membros, desvio de rima e confusão mental. É essencial procurar ajuda médica imediata diante desses sintomas.

Dr. Amato ressalta que a prevenção é fundamental, especialmente para pacientes assintomáticos com formação de placas ateroscleróticas. O rastreamento pode ser realizado através do ecodoppler de carótidas, mas deve ser indicado de acordo com o perfil do paciente.

O tratamento pode variar entre pacientes assintomáticos e sintomáticos, e geralmente envolve o uso de estatinas, medicamentos para doenças coadjuvantes (diabetes e hipertensão) e mudanças no estilo de vida. Dr. Amato enfatiza a importância do uso correto dos medicamentos e do equilíbrio entre seus benefícios e riscos.

No caso de cirurgias, há duas técnicas principais: a cirurgia aberta e a cirurgia endovascular com colocação de stent. Ambas têm vantagens e desvantagens, e o cirurgião vascular é o profissional indicado para auxiliar na escolha do melhor tratamento para cada paciente.

Olá! Eu sou o Dr. Alexandre Amato, cirurgião vascular do Instituto Amato e eu vou falar hoje como evitar um derrame, como evitar um AVC. Como evitar um acidente isquêmico transitório, um acidente cerebral? Na verdade é como evitar que por alguma razão algo impeça o seu cérebro de ser oxigenado, como as artérias que irrigam o cérebro são de competência do cirurgião vascular, a gente acaba lidando muito com a profilaxia e com o tratamento dessas lesões principalmente quando são isquêmicas, existe o AVC isquêmico e existe o AVC hemorrágico, o hemorrágico aquele que tem um sangramento dentro do cérebro. Agora quando é isquêmico quer dizer que algo impediu de chegar ao sangue oxigenado lá no cérebro e acabou levando a essa hipóxia, essa falta de oxigenação e o cérebro é um órgão uma esponja. Ele precisa de muito oxigênio, é um dos órgãos que mais necessita oxigênio para manter a gente vivo e bem. Então quando tem uma pequena queda neste oxigênio é o que leva a um desmaio rápido, você fica um pouquinho mais de tempo, já tem uma lesão mais grave. Então quando a gente está falando desse derrame, a gente está falando também da aterosclerose que são essas lesões nas artérias e aí as artérias são carótida e as artérias vertebrais que levam o sangue lá para o cérebro. Tendo um desenvolvimento de uma placa principalmente nessa bifurcação carotidia, essa placa pode levar a lentamente uma oclusão dessa região ou ela pode criar pequenos fragmentos que vão se soltar e parar lá no cérebro, causando pequenas áreas de isquemia e essas áreas de isquemia vão levar a sintomas diferentes. O acidente vascular cerebral é uma emergência médica, então se você tem a suspeita de um AVC ou de um AIT a minha sugestão é que ligue para 192 e seja atendido o mais rápido possível, porque o tratamento precoce pode reverter uma situação dessa e vai mudar a sua evolução. Então quais são os principais sintomas? Pode ser uma dificuldade na fala, uma dificuldade para caminhar. Uma fraqueza de repente em um lado do corpo, uma dormência na face, nos membros, um desvio de rima, que seria puxar o sorriso para um lado, começar a falar meio confuso. Tudo isso pode sugerir um derrame, se você tiver qualquer um desses sintomas, de novo, procure ajuda médica imediata. A questão é que essas placas nas carótidas ou mesmo nas vertebrais, elas antes de causarem um derrame ou causarem um acidente isquêmico transitório, elas muitas vezes não trazem sintoma nenhum. Você não sente nada, então são pacientes assintomáticos, não dói. Você não consegue sentir a falta de fluxo, isso não tem como acontecer. Elas são de verdade, silenciosas, então essas placas vão crescendo lentamente, até o momento que acontece o primeiro sintoma e aí o primeiro sintoma pode ser de vez, já de cara, um derrame ou um acidente isquêmico transitório e aí o paciente que teve o acidente isquêmico transitório que nada mais é do que um derrame também, mas que regride no mesmo dia. Esse acidente isquêmico transitório acaba sendo o primeiro sintoma, e aí dependendo da situação clínica do paciente, ele vai ter maior ou menor risco de um novo derrame ou um novo acidente isquêmico transitório, então o que vai levar isso? Normalmente são os fatores de piora de uma aterosclerose, então uma idade acima de 60 anos, tabagismo, a hipertensão, diabetes, uma dificuldade na fala. Tudo isso é sinal de que provavelmente vai ter um novo evento. Então é muito importante entender o que é o screening. O screening é o rastreamento, é importante a gente diagnosticar o paciente que tem essa lesão antes dele ter o derrame ou acidente isquêmico transitório. Seria interessante a gente pegar esses pacientes assintomáticos que têm essa formação de placa e tratá-los antes. Agora como fazer isso? Com os métodos de screening. A gente tem exames que são excelentes para isso, por exemplo, o ecodoppler de carótidas. A questão é que não faz sentido a gente sair fazendo em todo mundo, tem que ter um racional por trás disso. Então eu vou colocar aqui embaixo, só você clicar responder as perguntas que você vai saber qual é a sua necessidade de fazer esse rastreamento. Agora sobre o tratamento, se você tem essa placa, é importante saber que o tratamento pode ser diferente do paciente assintomático do paciente sintomático, mas sempre vai envolver o hoje em dia chamado de Maximum Medical Therapy. O tratamento mais próximo do máximo possível para evitar a progressão dessa doença e se possível até regredir um pouquinho. A questão é que o tratamento envolve um outro medicamento que as pessoas adoram comentar e ter uma opinião forte sobre isso que são as estatinas. Então eu já vi vídeo falando “ah, estatina mata, a estatina faz mal,” então deixa eu diferenciar antes uma coisa de outra. Uma coisa é falar sobre o tratamento medicamentoso de uma doença que já existe, a doença está lá. Então quando a gente fala do uso da estatina no tratamento de uma placa aterosclerótica, Eu não estou mais falando de profilaxia da placa, profilaxia da aterosclerose. Eu estou falando da profilaxia de um derrame, estou falando da profilaxia do AVC e do AIT. É outra coisa, é tratamento, não é profilaxia. Tá bom! Agora quando a gente está falando de pessoas bem mais jovens, a questão de quantidade de colesterol no sangue, se vale a pena ao entrar ou não com estatina, o vídeo não é sobre isso. Tá bom, a gente pode discutir se vocês quiserem, só comentar lá embaixo, eu falo sobre o uso. Posso falar sobre o uso da estatina no colesterol, noHDL, LDL, que é também um assunto muito interessante. Mas agora eu estou falando de tratamento, então não é porque você viu em algum lugar que a estatina pode fazer mal de forma genérica, que você não vai usar o tratamento para a doença, são exatamente as estatinas que mudaram a evolução da placa de carótida. Há 25 anos atrás, o que a gente tinha de melhor era a cirurgia, hoje em dia é exatamente o caso do Best Medical Therapy que inclui o uso das estatinas, que a gente reverteu isso e fica discutível se a cirurgia é ou não indicada em determinado caso, exatamente porque o uso da medicação é capaz de evitar essa ocorrência, de uma lesão cerebral. Às vezes, a gente tem que colocar na balança, então o medicamento que pode trazer algum malefício, ele pode trazer tanto benefício por outro lado que vale a pena, então é isso que a gente está conversando aqui. Houve também um avanço enorme nas medicações antiplaquetárias, anticoagulantes que afinam o sangue. “Ah, elas podem trazer algum malefício!” Sim, mas na hora que a doença já está estabelecida, os trabalhos mostram que a evidência está lá, só não enxerga quem não quer. Então, o que esses medicamentos fazem de mudança de evolução é impressionante. Então, a gente tem que usar os medicamentos de forma adequada, mas a gente não pode esquecer dos medicamentos para tratar as doenças coadjuvantes, então tem medicamento pra diabetes, tem que tratar a diabetes, tem medicamento pra pressão, tem que tratar a pressão e mesmo assim eu estou falando só de medicação por aqui, mas não quer dizer que não tem que mudar hábitos de vida. É interessante que às vezes alguém fala “Ah, eu não vou usar determinado medicamento, porque eu acho que esse medicamento faz mal.” Ok! E essa pessoa está lá fumando! Não faz sentido gente, então a gente tem que colocar na balança. Se você não vai colocar a culpa no medicamento de algo que você está fazendo, o seu estilo de vida está completamente errado. Então vou colocar um link aqui embaixo sobre um livro também, sobre o estilo de vida, vale a pena dar uma lida, então o que os trabalhos mais recentes mostram é que para o paciente assintomático, o tratamento otimizado de forma clínica, conservadora, pode chegar muito próximo dos resultados de cirurgia. Então se você faz tudo certinho, você pode evitar entrar na faca. Por que não? Agora quando a gente fala de cirurgia, a gente tem várias técnicas hoje em dia, mas a gente consegue resumir em duas principais, a cirurgia aberta, em que faz o corte no pescoço e a gente retira essa placa através desse corte. E uma cirurgia bem estabelecida, uma cirurgia que mostra uma segurança bem estabelecida em hospitais de ponta e temos a cirurgia endovascular, em que a gente coloca stent para abrir essa artéria. Então a cirurgia endovascular, você pode ver o stent, ele é perfurado, então na hora que a gente abre e coloca na artéria, ele pode fragmentar e embolizar para o cérebro causando pequenas áreas de isquemia. Obviamente, existem métodos para diminuir esse risco, mas tem que entender que essa é uma preocupação nossa. Enquanto na cirurgia aberta a preocupação, porque o cérebro vai ficar um determinado período sem essa oxigenação, esse tempo tem que ser bem cortado e fazendo dessa forma a segurança é assegurada. Agora qual técnica é melhor? Vou operar de técnica aberta, vou operar por uma cirurgia vascular e colocar um stent. Ambas as técnicas têm as suas vantagens e desvantagens, o importante é entender o que está influenciando nisso. Falando de uma forma geral, a cirurgia aberta, ela vai ter um risco um pouco maior de um evento cardiovascular, um possível infarto na cirurgia. E a técnica endovascular com a colocação do stent tem um risco maior de um evento cerebral. Agora veja, a gente está falando ou de um paciente assintomático, então a cirurgia tem que é para evitar ter um evento cerebral. Imagina que a gente faz um procedimento, o paciente não tinha nada e aí tem um derrame ou um AVC. A cirurgia acabou desencadeando exatamente o que ela foi feita para evitar. Então a gente só indica a cirurgia quando o risco de não fazer nada é maior do que o risco da cirurgia. Então tem que colocar na balança isso é muito importante, o cirurgião vascular está lá para te ajudar a tomar essa decisão. Então considerando todos esses fatores, aspectos, lembre que a anatomia pode ser diferente de cada um, então um pode não ser possível colocar um stent, porque não consegue chegar até lá, por exemplo, no outro a cirurgia aberta pode ser bem mais difícil porque a lesão, ela é muito alta. Então a gente tem que levar em consideração tudo isso para dizer o que é melhor para um paciente o que é melhor para o outro e quem vai te ajudar nisso, sem sombra de dúvidas, o cirurgião vascular que tem a competência para realizar também a cirurgia. Gostou do nosso vídeo? Inscreva-se no nosso canal, clica no sininho para receber notificação de novos vídeos e até o próximo!

O que é estenose de carótida e por que é perigosa

A estenose de carótida é o estreitamento da artéria carótida — o principal vaso que leva sangue oxigenado ao cérebro. Quando avaliamos nossos pacientes no consultório vascular, tratamos a estenose como um marcador de duas coisas simultâneas: risco de acidente vascular cerebral (AVC) e aterosclerose sistêmica. Raramente a carótida está doente isoladamente; quase sempre as coronárias, a aorta e as artérias das pernas compartilham a mesma placa.

O perigo não está apenas na redução do fluxo sanguíneo. Em grande parte dos casos, a carótida estreitada ainda permite passagem suficiente de sangue — o problema é que placas instáveis podem liberar microêmbolos (pequenos fragmentos) que viajam até o cérebro e bloqueiam artérias menores, provocando AVC isquêmico. Por isso, a decisão terapêutica depende não só do grau de estreitamento, mas também da morfologia da placa, da presença de sintomas neurológicos e do risco global do paciente.

Sintomas de carótida entupida — os sinais de alerta

A estenose carotídea é, na maioria dos casos, assintomática até o primeiro evento neurológico. Essa é uma das razões pelas quais o rastreamento em pacientes de risco faz tanta diferença. Quando os sintomas aparecem, geralmente traduzem embolização para artérias cerebrais:

  • Amaurose fugaz: perda transitória de visão em um olho, descrita pelos pacientes como “uma cortina descendo” ou “sombra súbita”. Dura segundos a minutos e resolve completamente — mas é sinal clássico de embolia carotídea.
  • Ataque isquêmico transitório (AIT): déficit neurológico focal (fraqueza de um lado, dificuldade para falar, alteração sensitiva) com duração menor que 24 horas. É um “AVC em miniatura” que alerta para risco iminente de AVC completo.
  • AVC isquêmico estabelecido: déficit neurológico que persiste além de 24 horas. Consequência mais temida da estenose não tratada.
  • Sopro cervical: ruído audível à ausculta sobre o pescoço, sugestivo de turbulência pelo estreitamento. Não é sintoma, é sinal — mas pode ser o primeiro achado em exame físico de rotina.

Dores de cabeça, tonturas e zumbido não são sintomas típicos de estenose carotídea — muitos pacientes procuram o cirurgião vascular por esses sintomas e saem orientados quanto à origem diferente do quadro.

Como é feito o diagnóstico: eco Doppler de carótidas

O exame de escolha na investigação inicial é o ultrassom Doppler de carótidas e vertebrais. É rápido, não invasivo, sem contraste, e extremamente preciso quando realizado em serviço qualificado. O radiologista ou ecografista mede:

  • Velocidade de pico sistólico (PSV): quanto mais alta, maior o grau de estenose.
  • Razão PSV carótida interna/comum: ajuda a estimar a porcentagem de obstrução (critérios de Bluth, NASCET ou SRU).
  • Morfologia da placa: homogênea versus heterogênea, calcificada versus de conteúdo lipídico, estável versus com componente ulcerado. Placas heterogêneas e ulceradas têm maior risco embólico.

Quando o eco Doppler sugere estenose significativa (geralmente ≥70%) ou quando há discordância clínica, complementamos com:

  • Angiotomografia (angio-TC) de carótidas: fornece imagem anatômica tridimensional, útil para planejamento cirúrgico e avaliação de anatomia tortuosa.
  • Angiorressonância magnética: alternativa à angio-TC em pacientes com alergia a contraste iodado ou insuficiência renal.
  • Arteriografia digital: padrão-ouro histórico, hoje reservada para casos complexos ou durante o próprio procedimento de stent.

Importante: o Doppler deve ser feito em serviço com experiência em carótidas. Variações de operador podem levar a superestimação ou subestimação do grau de estenose, com impacto direto na decisão terapêutica.

Tratamento: endarterectomia vs stent de carótida

Três caminhos terapêuticos coexistem para a estenose carotídea. A escolha é sempre individualizada:

  • Tratamento clínico otimizado: antiagregante plaquetário (AAS ou clopidogrel), estatina em dose alta, controle pressórico rigoroso, cessação do tabagismo, controle do diabetes. Em estenoses assintomáticas de baixo a moderado grau, o tratamento clínico bem conduzido pode ser suficiente.
  • Endarterectomia carotídea: cirurgia aberta clássica em que o cirurgião vascular remove diretamente a placa ateromatosa. Realizada há mais de 60 anos, tem desfechos muito consistentes em centros experientes. Indicada principalmente em estenoses sintomáticas ≥70%, e em assintomáticas ≥70% quando o risco cirúrgico é baixo.
  • Angioplastia com stent de carótida (CAS): procedimento endovascular, minimamente invasivo, com colocação de stent através de cateter. Preferível em pacientes com alto risco cirúrgico, cirurgia cervical prévia, pescoço hostil (radioterapia), ou reestenose após endarterectomia. Requer uso de sistemas de proteção embólica durante o procedimento.

A decisão entre endarterectomia e stent depende de anatomia da placa, risco cardiovascular, idade, expectativa de vida, preferência do paciente e experiência do serviço. Não existe um “sempre melhor” — existem cenários em que cada técnica brilha. Por isso a decisão compartilhada entre vascular, paciente e, quando relevante, cardiologista, é fundamental.

Estenose de carótida tem cura?

Essa é uma das perguntas mais frequentes, e a resposta precisa de nuance:

  • A placa em si pode ser removida (endarterectomia) ou contida (stent), e com isso o risco imediato de AVC cai drasticamente. Em estenoses graves sintomáticas, a redução de risco pode superar 50% em alguns cenários.
  • A doença de base — aterosclerose — é crônica e progressiva. Ela não desaparece com a cirurgia. A placa tratada pode voltar (reestenose em 5 a 15% dos casos em 5 anos) e outras artérias podem desenvolver placas novas.
  • Portanto, “cura” no sentido de eliminar definitivamente a doença não existe, mas é possível controlar muito bem e reduzir drasticamente o risco de desfechos graves com o tratamento adequado mais adesão ao tratamento clínico.

Pacientes que fazem endarterectomia ou stent de carótida continuam precisando de antiagregante, estatina, controle de pressão e seguimento vascular periódico — frequentemente com ultrassom Doppler a cada 6 a 12 meses no primeiro ano.

AVC e carótida — qual a relação?

A carótida é responsável por boa parte dos AVCs isquêmicos — estima-se que 20 a 30% dos AVCs isquêmicos tenham origem em doença carotídea (embolia a partir de placa na carótida ou hipoperfusão por estenose crítica). Essa contribuição significativa é o que justifica a preocupação cirúrgica com a estenose carotídea.

A relação tem três mecanismos principais:

  • Embolização: fragmentos da placa se desprendem e migram para artérias cerebrais menores, bloqueando-as. É o mecanismo mais comum e explica por que placas moderadas, porém instáveis, podem causar AVC mesmo sem obstrução crítica.
  • Trombose in situ: em estenoses críticas, o fluxo desacelera tanto que um trombo pode se formar no próprio local da placa, obstruindo completamente a artéria e levando a AVC hemodinâmico.
  • Baixa perfusão cerebral: mais raro. Ocorre em estenoses muito severas e bilaterais, sobretudo em episódios de queda pressórica.

A boa notícia: a estenose carotídea é uma das causas de AVC mais previsíveis e preveníveis. Identificação por Doppler e tratamento oportuno reduzem drasticamente o risco. Por isso insistimos em rastreamento em pacientes com aterosclerose em outros territórios — especialmente quem tem doença arterial obstrutiva periférica, doença coronariana conhecida, diabetes de longa data ou sopro cervical em exame de rotina.

Quem deseja investigação vascular detalhada pode agendar avaliação com cirurgia vascular com Dr. Alexandre Amato no Instituto Amato, onde realizamos o protocolo integrado de rastreamento e tratamento da doença carotídea.

Perguntas frequentes sobre estenose de carótida

1. Qual o grau de estenose que justifica cirurgia?
Em pacientes sintomáticos (com AIT ou AVC prévio), intervenção é indicada para estenoses ≥70% e frequentemente considerada em estenoses de 50 a 69%. Em pacientes assintomáticos, intervenção é considerada em estenoses ≥70% com baixo risco cirúrgico. Abaixo desses limiares, tratamento clínico otimizado costuma ser a primeira linha.

2. Endarterectomia é melhor que stent de carótida?
Em população geral sem alto risco cirúrgico, a endarterectomia tem trajetória mais longa de evidência e menor taxa de AVC perioperatório em alguns estudos. O stent equipara ou supera em pacientes com alto risco cirúrgico, pescoço hostil ou reestenose. A escolha deve ser individualizada — não existe solução universal.

3. Quanto tempo dura uma cirurgia de carótida?
Endarterectomia dura entre 90 minutos e 2 horas, geralmente. O stent é mais rápido, em média 45 minutos a 1 hora. Ambos exigem internação curta (1 a 3 dias) em serviço com UTI disponível.

4. Posso fazer endarterectomia com anestesia local?
Sim. A endarterectomia pode ser feita sob anestesia local com bloqueio cervical ou sob anestesia geral — a escolha depende da experiência do serviço e das comorbidades do paciente. Anestesia local permite monitorizar o estado neurológico em tempo real durante a cirurgia.

5. O que é sopro carotídeo e ele sempre indica estenose?
Sopro carotídeo é um ruído audível à ausculta sobre o pescoço, sugestivo de turbulência no fluxo sanguíneo. Pode ser causado por estenose significativa, mas também por condições benignas (curvatura arterial, tortuosidade, sopro transmitido do coração). Todo sopro justifica um ultrassom Doppler para esclarecimento.

6. Existe prevenção para estenose de carótida?
Sim — e é a mesma prevenção da aterosclerose em qualquer território: não fumar, controlar pressão arterial, tratar diabetes, manter colesterol LDL baixo (frequentemente com estatina), alimentação mediterrânea, atividade física regular, peso adequado. Histórico familiar importa, mas a maior parte do risco é modificável.

7. Quem já teve AVC pode fazer cirurgia de carótida?
Sim, e frequentemente deve — a estenose carotídea sintomática é uma das principais indicações. O momento ideal costuma ser entre 2 e 14 dias após o evento, desde que o paciente esteja clinicamente estável e o déficit neurológico não seja devastador. A decisão é multidisciplinar.

8. Carótida entupida pode causar tontura ou zumbido?
Raramente. A estenose carotídea típica é assintomática ou se manifesta por eventos focais (amaurose fugaz, AIT, AVC). Tontura isolada geralmente tem causa vestibular ou posicional. Zumbido pulsátil pode, em casos selecionados, sugerir estenose — mas é apresentação atípica. Sempre vale a investigação por especialista.

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Sobre o autor

Prof. Dr. Alexandre Amato — cirurgião vascular, endovascular e ecografista (CRM-SP 108651). Doutor (PhD) em Ciências pela USP, MBA em Gestão em Saúde pela FGV, ex-professor de Cirurgia Vascular da UNISA. Membro titular da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV) e do Colégio Brasileiro de Cirurgiões. Atua no Instituto Amato em São Paulo, com experiência em endarterectomia e angioplastia carotídea. Estágio clínico no Ospedale San Raffaele (Milão, 2008).

  • Natalina Aparecida bolognese disse:

    Muito bom um execelente trabalho orientaçao sobre as Arterias

  • Maria Consuelo disse:

    Muito esclarecedor!

  • Alceu disse:

    Bom, didático e esclarecedor

  • Silvana da Rosa soares disse:

    Muito bom!
    Tirou muitas dúvidas sobre AVC. Sensacional esse vídeo.

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