Linfedema

linfedema - Edema

Você sabia que o inchaço nas pernas ou nos braços pode ser um sinal de linfedema? O linfedema é um acúmulo de líquido e proteínas que pode ocorrer em diversas regiões do corpo, especialmente nas extremidades. Diversas doenças estão relacionadas ao comprometimento do sistema linfático, seja pelo seu bloqueio ou pela sua lesão direta. Neste artigo, vamos explorar as causas, o diagnóstico e o tratamento do linfedema, bem como as complicações possíveis e as medidas preventivas que podem ajudar a reduzir os riscos dessa condição. Se você sofre de inchaço nas pernas ou nos braços, não deixe de ler este artigo!

Sumário

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Inchaço nas pernas ou nos braços? Pode ser linfedema!

Inchaço nas pernas ou nos braços? Pode ser linfedema! Agora se quiser ler sobre outra causa de inchaço, o lipedema, o artigo é outro.

A você paciente, nossos cumprimentos. Se está lendo este texto, isto significa que está interessado na sua saúde. Para se aprofundar no assunto ou avaliar a sua situação, passe em consulta com um cirurgião vascular.

O linfedema é definido como um acúmulo de líquido e proteínas, que pode ocorrer em diversas regiões do corpo, mas com particular importância nas extremidades como braços e pernas. Várias doenças estão relacionadas ao comprometimento do sistema linfático, seja pelo seu bloqueio ou pela sua lesão direta. Como destaques para as situações mais frequentes podemos citar:

Linfedema nos membros superiores: ligado ao câncer de mama, geralmente pós-cirúrgico ou pós-radioterapia

Linfedema nos membros inferiores: ligado às infecções (erisipelas) de repetição

O sistema linfático é pouco conhecido, mas desempenha um importante papel  em nosso organismo. Geralmente localiza-se paralelo ao sistema de transporte de sangue:

Sistema arterial: vasos sanguíneos responsáveis pela distribuição de sangue oxigenado e rico em nutrientes a todos órgãos e tecidos

Sistema venoso: vasos sanguíneos responsáveis pelo retorno deste sangue, agora com mais gás carbônico e sobras do metabolismo ao coração

Entre as artérias e as veias existe diferença de pressão de permite o fluxo de uma para a outra, mas desse diferencial de pressão decorre acúmulo de liquido e sobras metabólicas nos tecidos.

Como se inicia o problema?

O sistema linfático é responsável pela coleta do excesso de líquidos, proteínas e metabólitos que “sobram” em nosso corpo, pelo direcionamento destes de volta à circulação e pela defesa do organismo contra infecções. Mesmo com o sistema linfático funcionando normalmente, uma produção exagerada de líquidos e metabolitos pode levar ao seu acúmulo, nesse caso, caracterizando o edema simples ou inchaço naquela determinada região. Algumas situações comuns de inchaço sem comprometimento do sistema linfático são: insuficiência cardíaca, problema nos rins, alterações do fígado, varizes dos membros inferiores, hipotireoidismo crônico (mixedema) e o uso de medicações como corticoides, alguns anti-hipertensivos e até mesmo determinados diuréticos, que podem gerar desbalanço e ser a origem do problema.

Como posso fazer o diagnóstico?

A correta identificação da causa desse edema é importantíssima, visto que os tratamentos serão fundamentalmente diferentes. Na maioria das vezes, um minucioso exame médico é suficiente para fazer essa diferenciação. Eventualmente, exames complementares como dosagens sanguíneas (função renal, hepática, proteínas, etc), ultrassom venoso e testes cardíacos são úteis para afastar as outras causas. A linfocintilografia é o exame mais indicado para a visualização direta do sistema linfático, mas suas indicações são restritas.

Há tratamento?

Sim. Muito embora com a tecnologia e os recursos que dispomos atualmente o Linfedema não tem cura, é possível e importantíssimo fazer o tratamento adequado a fim de bloquear a evolução da doença e diminuir suas graves consequências. Tal tratamento é baseado em quatro pontos fundamentais, conhecido como terapia descongestiva complexa. Os componentes desse tratamento consistem na drenagem linfática manual, exercícios que estimulem a drenagem linfática (miolinfocinéticos), terapia de compressão (com meias/luvas elásticas ou bandagens compressivas) e os cuidados com a pele como hidratação e prevenção de infecções fúngicas ou simplesmente micoses. A associação de linfedema de membros inferiores e doença venosa (varizes ou insuficiência venosa crônica) é bastante frequente. Nestes casos o tratamento concomitante pode trazer benefícios e uso de medicações flebotômicas e/ou meias de compressão podem ajudar a minimizar os sintomas. As bombas de compressão pneumática também podem auxiliar.

O linfedema é um problema de acúmulo de líquidos e proteínas nos tecidos do corpo, podendo ocorrer em qualquer parte do corpo, mas sendo mais comum nos membros superiores e inferiores. Ele pode estar associado a várias causas, como pós-operatório de câncer de mama ou infecções de repetição. Para fazer o diagnóstico, é importante afastar outras possíveis causas de inchaço. Embora não tenha cura, o linfedema pode ser controlado com tratamento, que se baseia em quatro pilares: drenagem linfática manual, exercícios linfomiocinéticos, terapia de compressão e cuidados com a pele. É importante procurar um profissional capacitado para fazer a drenagem linfática corretamente e seguir as orientações para prevenir complicações, como infecções e feridas.

Olá, sou doutor Alexandre Amato, cirurgião vascular do Amato Instituto de Medicina avançada. E hoje nós vamos falar sobre linfedema, linfedema que é um problema que atinge tantas pessoas e tão pouco comentado por aí. O linfedema é o acúmulo de líquidos e proteínas no interstício no tecido entre os vasos e nos tecidos nossos membros inferiores, membros superiores e inferiores. Linfedema pode ocorrem em qualquer parte do nosso corpo. Normalmente membros superiores ele está associado a um pós-operatório, ou seja, paciente faz uma cirurgia de câncer de mama e fica com linfedema depois, em membros inferiores está mais associado com a erisipela ou com as infecções de repetição. O linfedema é uma das causas de inchaço, existem várias outras que não estão associados com o linfedema, por exemplo, insuficiência cardíaca, na insuficiência venosa, o mixedema, tireoide, e várias outras. Então, para fazer o diagnóstico é preciso primeiro afastar essas outras causas para depois chegar no diagnóstico do linfedema. O linfedema não possui uma cura, mas existe o tratamento então são maneiras da gente é controlar a doença. O tratamento se baseia em quatro pilares, que se consiste na drenática manual que não tem nada a ver com essa drenagem linfática com essa massagem que é feita por aí, a drenagem linfática de verdade ela é um pouquinho diferente, é preciso encontrar um profissional adequado que saiba fazer a drenagem corretamente. Também baseia-se em exercícios linfomiocinéticos que ajudam a bombear a linfa novamente e baseia-se também em terapia de compressão então o uso de meias elásticas ou compressão inelástica também, existem várias técnicas atualmente muita tecnologia aplicada na terapia de compressão atualmente. E no Cuidado com a pele e cuidados locais então esses cuidados são muito importantes para evitar feridas, evitar porta de entrada para infecção, no caso do membro inferior evitando uma nova i linfedema erisipela e que progressivamente vai piorando cada vez mais a situação do linfedema. Então, esses quatro pilares são os principais no tratamento do linfedema. Com relação aos cuidados locais, veja o vídeo sobre orientação para pé diabético, apesar de ser para pé diabético todas as orientações valem também para quem tem linfedema. Então curta nosso vídeo, compartilhe e obrigado por nos assistir.

Dica: Se você apresenta inchaço nas pernas ou nos braços e pensa que pode ser linfedema, converse com seu cirurgião vascular. Ele é o especialista que conhece as melhores técnicas de investigação e pode, em conjunto com o paciente, definir a forma mais adequada de prevenir e tratar esse problema.

Veja mais:

Diagnóstico Diferencial:

Lipedema

Anatomia:

Sistema linfático

Causa:

Adquirida (câncer de mama, erisipela, traumas) ou Congênita

Prognóstico:

O prognóstico do linfedema é bastante difícil, devido à multiplicidade de causas. Pacientes que apresentam aplasia ou hipoplasia distal na linfocintilografia são considerados de bom diagnóstico, com uma evolução lenta do edema e de complicações. Por outro lado, em pacientes que apresentem hipoplasia proximal, associada ou não à distal, a progressão para edema severo é rápida e com complicações.

Complicações Possíveis:

Infecção, como celulite e erisipela são complicaçõe spossíveis. É vital que os pacientes com linfedema estejam cientes dos sintomas da infeção, para que procurem tratamento aos primeiros sinais, uma vez que infeções recorrentes, além de seu perigo inerente, ainda (podem) danificar o sistema linfático e criar um círculo vicioso. A inflamação da pele e de tecidos conjuntivos, inflamação de vasos linfáticos, trombose venosa profunda são complicações do linfedema.
Muito raramente, em alguns casos extremamente graves, no caso do linfedema não ser tratado durante 6 e 10 anos, por exemplo, poderá surgir um tumor conhecido como linfangiossarcoma. O câncer começa como um nódulo avermelhado na pele, alastrando-se rapidamente. É  bastante agressivo, sendo tratado por amputação do membro afetado.
 

Tratamentos possíveis:

Sempre procure seu médico para indicar o melhor tratamento. Não faça auto medicação.
 
Quanto mais cedo descobrir o problema, mais fácil o tratamento. Devemos lembrar que o linfedema é uma doença crônica, e o tratamento é paliativo, visando evitar a piora ou evolução do problema.
 
Quando o edema ainda regride, a maioria das vezes resolvemos o problema com atitudes saudáveis como manter o peso equilibrado, atividade física regular, colocar as pernas elevadas sempre que puder, uso de meia elástica medicinal e drenagem linfática.
 
Para casos mais graves, além do que já foi dito, podemos usar a terapia física complexa, que, além da drenagem linfática manual, inclui compressão, exercícios miolinfocinéticos e cuidados com a pele. Também podemos usar medicação linfocinética. Em casos extremos existem opções cirúrgicas para retirar o excesso de tecido formado.
 
 

Prevenção primária

A prevenção requer alimentação saudável; em manter o peso atual ou perder peso, se necessário; realizar exercício físico – os movimentos forçam o líquido a ser drenado pela compressão dos músculos.
 
Visitas regulares ao seu médico  onde a área será examinada e medida; drenagem linfática manual, um procedimento que apenas deve ser realizado por um profissional de saúde qualificado; aplicação de meias (ou mangas) de compressão
 

Fatores de Risco:

  • tratamento de câncer de mama
  • infecção por nematódeos (filariose)
  • cirurgia perto de linfonodos axilares ou inguinais
  • estádio avançado de tumor, nódulo e metástase (TNM)

Sinais ou sintomas:

  • Sensação de peso em alguns locais do corpo, como braço, perna, barriga ou genitais;
  • Edema/Inchaço.;
  • Alteração da textura da pele, como enrijecimento e vermelhidão;
  • Dor, formigamento ou outro desconforto na região;
  • Diminuição dos movimentos e da flexibilidade nas articulações próximas, como mãos, pulsos, tornozelos, pálpebras e lábios;
  • Sentir que roupas e sapatos parecem apertados sem qualquer ganho de peso, assim como colares, anéis, relógios ou pulseiras.

Evolução Natural:

Depende da causa

Veja mais sobre alimentação antiinflamatória

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