Imagine olhar para suas pernas e se deparar com vasinhos e varizes indesejáveis que, além de serem esteticamente desagradáveis, podem ser um indicativo de problemas circulatórios mais sérios. De fato, 37,5% da população brasileira sofre com varizes, uma condição que pode levar a complicações como trombose, úlceras, dores e inchaço. Infelizmente, muitas pessoas buscam tratamento inadequado com profissionais não qualificados, aumentando os riscos à saúde e ignorando a importância de um diagnóstico e tratamento correto por um médico especialista. Neste artigo, abordaremos a Campanha Nacional de Segurança na Escleroterapia lançada pela Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV), visando conscientizar a população sobre a relevância de buscar tratamento adequado para varizes e vasinhos, a fim de preservar a saúde e segurança de todos.
Diferença entre vasinhos e varizes
Vasinhos e varizes são condições vasculares distintas que afetam a aparência e, às vezes, o conforto das pessoas. Os vasinhos, também conhecidos como teleangiectasias, são capilares dilatados da pele, apresentando cores avermelhadas ou arroxeadas e espessura similar a um fio de cabelo. Eles podem aparecer em várias áreas do corpo, como rosto, colo, seio, abdômen, costas, pernas e pés. Em geral, os vasinhos não causam danos à saúde e não apresentam sintomas.
Por outro lado, as varizes são veias superficiais que se tornam grossas e deformadas, com coloração roxo-azulada ou esverdeada. Elas costumam surgir ao longo das pernas e dos pés e, em casos mais graves, podem afetar as veias safenas. As varizes podem causar dor, inchaço, feridas e até mesmo trombose (coágulos sanguíneos), representando um problema de saúde mais significativo do que os vasinhos.
Diversos fatores de risco contribuem para o desenvolvimento de vasinhos e varizes. A genética, por exemplo, influencia ambas as condições. Além disso, permanecer muito tempo em pé ou sentado, o sobrepeso e a gravidez podem aumentar o risco de desenvolver varizes. No caso das varizes, o uso de anticoncepcionais também é considerado um fator de risco. É importante estar ciente desses fatores para adotar medidas preventivas e procurar tratamento adequado quando necessário.
O que é escleroterapia?
A escleroterapia é um procedimento médico utilizado para tratar vasos sanguíneos dilatados ou malformações, como varizes de diferentes tamanhos. Embora muitas vezes seja procurada por razões estéticas, a escleroterapia também é empregada no tratamento da doença venosa em si.
O tratamento consiste na utilização de um agente esclerosante, que pode ser um líquido, espuma, laser ou termocoagulador. Esse agente é injetado ou aplicado diretamente sobre a veia afetada, causando alterações nas células do vaso e levando ao seu fechamento. Quando o líquido ou espuma esclerosante entra em contato com vasos maiores, ele é diluído pelo sangue e perde seu efeito. Já o laser age de maneira mais específica, com um comprimento de onda que tem como alvo a hemoglobina das células vermelhas do sangue. Ao atingir a hemoglobina, o laser aumenta a temperatura local até o ponto de ebulição, fazendo com que o vaso se feche em razão do calor gerado.
A escleroterapia é um método eficaz e minimamente invasivo para tratar vasinhos e varizes, melhorando a aparência e aliviando os sintomas relacionados à doença venosa. No entanto, é fundamental que o procedimento seja realizado por um médico especializado, como um angiologista ou cirurgião vascular, para garantir a segurança e eficácia do tratamento.
Qual técnica de escleroterapia devo escolher?
A escleroterapia é um procedimento médico que pode ser realizado utilizando diferentes técnicas, como injeções, termocoagulação e laser. Cada método possui suas indicações e eficácias específicas, e a escolha do melhor tratamento deve ser feita pelo cirurgião vascular, que é o especialista recomendado para essa avaliação.
Na escleroterapia química, também conhecida como “aplicação”, utiliza-se um líquido esclerosante, como a glicose, injetado por meio de microagulhas nos vasinhos. A glicose, por sua segurança e eficácia, é o líquido mais utilizado. A técnica de crioescleroterapia aplica a glicose a temperaturas próximas de -30°C, aumentando sua viscosidade, diminuindo a dor e melhorando a eficácia do procedimento.
A escleroterapia com espuma envolve a injeção de oxypolyethoxydodecane, uma substância esclerosante em forma de espuma, que já foi estudada como anestésico. A espuma tem menor densidade, mantém contato com a parede do vaso por mais tempo e empurra o sangue, tornando-se mais eficaz em vasos maiores. Já a escleroterapia com laser atua na eliminação dos vasinhos através da ação física da luz e do calor nas teleangiectasias.
É importante considerar as vantagens e desvantagens de cada técnica, levando em conta que não existe um método perfeito, mas sim a melhor técnica para cada tipo de vaso. O cirurgião vascular é o profissional capacitado para avaliar o caso individualmente e indicar o tratamento mais adequado para cada paciente.
O professor doutor Alexandre Amato, cirurgião vascular do Amato Duo, aborda a escleroterapia, um procedimento utilizado no tratamento de varizes. A escleroterapia tem como objetivo endurecer e fazer desaparecer as veias afetadas. Existem diversas técnicas, como a injeção de substâncias líquidas, laser, espuma, radiofrequência e radioablação, sendo que a associação dessas técnicas geralmente apresenta melhores resultados.
Cada técnica é adequada para diferentes tipos de veias, e a escleroterapia faz parte de um contexto maior no tratamento de varizes, sendo uma das ferramentas utilizadas. Recentemente, a combinação de laser e escleroterapia com glicose tem mostrado bons resultados, pois ambas as técnicas possuem baixo nível de complicação e, quando associadas, aumentam a resolutividade com menores riscos. Outras técnicas, como a espuma, a glicose isoladamente, a radiofrequência, entre outras, continuam sendo aplicadas no tratamento de vasinhos.
Neste vídeo, o Dr. Alexandre Amato, cirurgião vascular do Amato Duo, aborda o procedimento estético injetável para microvasos, também conhecido como escleroterapia ou “aplicação de vasinhos”. Ele explica que este tratamento não é uma novidade e alerta sobre a importância de procurar um profissional médico qualificado para realizá-lo, pois o tratamento inadequado pode levar a complicações como úlceras, feridas e manchas. O cirurgião vascular avaliará o sistema venoso completo do paciente e indicará o melhor tratamento. Existem diversas opções de escleroterapia, mas é essencial tratar as veias nutridoras para evitar complicações futuras. Dr. Amato enfatiza a importância de personalizar o tratamento para cada paciente, garantindo assim os melhores resultados.
Campanha de conscientização do tratamento correto dos vasinhos
Aqueles vasinhos e varizes que tanto incomodam e são esteticamente desagradáveis merecem atenção especial e podem ser sinal de um problema circulatório mais sério. Estudos nacionais apontam que 37,5% da população brasileira têm varizes. A doença pode gerar complicações, como trombose e úlceras, além de dores e inchaço.
O desconforto estético acaba levando muitas pessoas a procurarem o tratamento de escleroterapia ou aplicação, como é conhecida popularmente, com profissionais sem formação em medicina, desconhecendo o fato de que apenas o médico especialista pode indicar o procedimento adequado, após um diagnóstico correto do grau da doença.
Para esclarecer a população sobre a importância de realizar o tratamento de varizes e vasinhos com o médico e preservar a saúde e segurança da população, a Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV) lança a Campanha Nacional de Segurança na Escleroterapia.
“O paciente que procura um profissional não médico para aplicação nas pernas corre riscos de sofrer consequências sérias. Para esse tratamento, é preciso mais que uma avaliação superficial. O Angiologista e/ou Cirurgião Vascular realiza um exame clínico detalhado, capaz de diagnosticar se a pessoa apresenta insuficiência venosa ou outras condições que exigem condutas mais complexas, como cirurgias, por exemplo. Além disso, pode haver complicações, que variam desde a insatisfação estética com o resultado até ameaça à integridade física, trombose, embolia pulmonar, gangrena, infecções e reações alérgicas graves”, alerta o Cirurgião Vascular e diretor de Defesa Profissional da SBACV, Dr. Francesco Botelho.
Nos últimos seis meses, a SBACV tem recebido denúncias de atuação de não médicos em procedimentos vasculares, vendendo a suposta impressão de não possuírem riscos de complicações. A Sociedade alerta que há pessoas oferecendo até aplicação de ozônio para tratar varizes. “Não há nenhum embasamento científico da eficácia e segurança desse tipo de procedimento para o tratamento de varizes ou telangiectasias”, aponta o Cirurgião Vascular e um dos coordenadores do Departamento de Doenças Vasculares com comprometimento estético Dr. Guilherme Peralta.
O Conselho Federal de Medicina (CFM), inclusive, já emitiu nota de repúdio ao projeto de lei que autoriza a ozonioterapia. “O CFM, que conta com a outorga de aprovar ou vedar procedimentos médicos no País, como prevê a Lei nº 12.842/2013, já analisou esse procedimento por meio de Comissão específica. Na oportunidade, as evidências apresentadas não foram consideradas consistentes, sendo recomendado que a ozonioterapia apenas seja realizada de modo experimental, observando-se as recomendações de protocolos de pesquisa definidos pelo sistema CEP/CONEP”, diz trecho da nota.
Contraindicação
Outro alerta é para o uso de glicose nas aplicações. Embora haja profissionais não médicos sugerindo que a aplicação de glicose não causa reações, a SBACV destaca que não é bem assim. Podem ocorrer efeitos indesejados. Apesar de ser uma substância circulante no sangue, há riscos de problemas que podem levar a manchas e feridas.
Dr. Peralta ressalta ainda que a escleroterapia tem contraindicações e optar pelo tratamento sem uma avaliação médica é um risco. “Se a pessoa não tem pulso nos pés, é sinal de que ela tem um comprometimento arterial e a escleroterapia é contraindicada, pois pode causar complicações graves”, diz.
Dessa forma, o procedimento deve ser realizado em consultório médico, pois, se houver algum tipo de complicação, o paciente receberá o suporte adequado imediatamente para resolver o problema.
A SBACV acrescenta que as varizes e vasinhos não podem ser avaliados como um problema meramente estético. É um tratamento invasivo e muito delicado para ser efetuado em qualquer ambiente e por quem não estudou o sistema vascular. A doença varicosa pode desencadear desdobramentos e até a perda de membros se não for adequadamente tratada. É importante realizar exames de imagem, como o Ecodoppler, para verificar o seu grau, e considerar todas as condições físicas, metabólicas e cardiovasculares do paciente.
Por esses motivos, a SBACV alerta a procurar um Angiologista e/ou o Cirurgião Vascular, que possui formação adequada e é, portanto, o profissional habilitado para apontar, com segurança, qual a melhor técnica a ser empregada em cada caso e a verdadeira dimensão de suas varizes.
Fonte: Press Release da SBACV
Evitando Falcatruas no Tratamento de Vasinhos: A Importância de Escolher um Cirurgião Vascular Qualificado
No mundo dos tratamentos estéticos, infelizmente, existem muitas falcatruas e abordagens ineficazes ou até prejudiciais para o tratamento de vasinhos. Alguns profissionais não médicos ou não especializados podem oferecer soluções rápidas e milagrosas, que, na verdade, podem causar complicações em vez de resolver o problema. Essas abordagens fraudulentas são atraentes devido a promessas de resultados rápidos e sem esforço, mas é crucial estar atento e bem informado para evitar cair nessas ciladas.
A avaliação por um cirurgião vascular é fundamental para garantir um tratamento adequado e seguro para os vasinhos. O especialista possui o conhecimento e a experiência necessária para identificar a causa subjacente do problema e determinar a melhor abordagem de tratamento. Ao escolher um cirurgião vascular qualificado, você estará garantindo que seu caso seja tratado por um profissional que segue as diretrizes e protocolos médicos atualizados, minimizando os riscos de complicações e assegurando resultados mais eficazes e duradouros.
Para evitar ser vítima de falcatruas no tratamento de vasinhos, é importante pesquisar e selecionar um profissional com boa reputação, verificar suas credenciais e experiência e, sempre que possível, buscar recomendações de pacientes anteriores. Além disso, desconfie de promessas exageradas ou garantias de resultados imediatos. Lembre-se de que o tratamento de vasinhos deve ser personalizado e adaptado às necessidades específicas de cada paciente. Portanto, um bom cirurgião vascular levará em consideração sua situação individual e desenvolverá um plano de tratamento adequado para você.
Neste vídeo, o Dr. Alexandre Amato explora diversos tratamentos de varizes encontrados na internet e analisa a eficácia e a segurança de cada um deles. Ele explica que a escleroterapia com espuma é eficaz, mas possui riscos e não é 100% eficiente. Ele também critica as soluções milagrosas, como o uso de alimentos como abacate e tomate no tratamento das varizes, enfatizando que essas abordagens não possuem embasamento científico.
O médico alerta que muitos dos métodos e técnicas alternativas podem ser prejudiciais e ressalta a importância de procurar um cirurgião vascular qualificado para avaliar e tratar varizes adequadamente. Ele também comenta sobre a acupuntura, mas esclarece que existem técnicas mais eficazes e com menos riscos disponíveis.
Dr. Amato conclui reforçando que não existe uma técnica milagrosa para o tratamento de varizes e que o importante é seguir uma estratégia elaborada por um cirurgião vascular. Ele aconselha os espectadores a terem cuidado com as técnicas alternativas e a lembrarem que o barato pode sair caro.
Neste vídeo, o Dr. Alexandre Amato, cirurgião vascular do Amato Duo, discute uma caneta que supostamente apaga varizes, conforme anunciado na internet. Ele já suspeitava que o produto não funcionaria, mas comprou para demonstrar o quão enganoso ele é.
Ao abrir o pacote recém-chegado, o Dr. Amato mostra a caneta e a caixa, que não menciona nada sobre tratar varizes. O produto é na verdade uma caneta com luz LED azul com um comprimento de onda de 415 nanômetros, destinada a tratar acne, e não varizes.
O Dr. Amato enfatiza que a caneta é apenas uma “lanterninha” de LED azul e não tem nenhum efeito no tratamento de varizes. Ele adverte o público para ter cuidado com produtos e propagandas enganosas como essa, já que não há evidências científicas que apoiem seu uso para tratar varizes.
Neste vídeo, o Dr. Alexandre Amato, cirurgião vascular do Amato Duo, aborda sete mentiras comuns sobre varizes:
Varizes sempre voltam após o tratamento: Tratar varizes é importante para evitar a progressão da doença e complicações mais graves. Varizes tratadas cirurgicamente não voltam, mas outras veias saudáveis podem ficar doentes com o passar do tempo.
Salto alto causa varizes: O salto alto não causa varizes, mas pode piorar o retorno venoso e, em pessoas com predisposição genética, facilitar o aparecimento de varizes.
Depilação causa varizes: Depilação, principalmente com cera quente, não causa varizes. O calor local momentâneo não é suficiente para causar varizes.
Cremes e remédios fazem varizes desaparecer: Esses tratamentos podem melhorar sintomas, mas não fazem varizes desaparecerem.
Caneta que apaga varizes: Essa suposta caneta é uma fraude e não tem capacidade de tratar varizes.
Vasinhos podem crescer e virar varizes grandes: Vasinhos (telangiectasias) não crescem a ponto de virar varizes grandes, mas podem indicar uma doença venosa mais importante por trás.
Meia elástica evita varizes: A meia elástica faz parte do tratamento da doença venosa, mas não evita o aparecimento de varizes. Pode, entretanto, diminuir a velocidade de progressão da doença e melhorar os sintomas.
Dr. Amato encoraja os espectadores a compartilharem suas dúvidas e mitos sobre varizes nos comentários e a procurarem um cirurgião vascular para orientações adequadas.
Neste vídeo, o Dr. Alexandre Amato, cirurgião vascular do Amato Duo, alerta sobre golpes relacionados a tratamentos de varizes. Ele menciona golpes anteriores como a caneta que apagaria varizes, o creme que as eliminaria e a pílula que faria o mesmo. No vídeo, Dr. Amato aborda um novo golpe que envolve um produto chamado Varilex, vendido pela internet.
O Varilex afirma ser capaz de reduzir varizes, mas na verdade, é um massageador cervical. O produto é originário da China e parece muito com um aparelho Tens, que dá choques elétricos para estimular a musculatura. Dr. Amato explica que mesmo que o aparelho estimule a musculatura da panturrilha, ele não vai melhorar a função das válvulas venosas nem reduzir varizes.
Ele alerta sobre os perigos de acreditar em tratamentos milagrosos e baratos, e aconselha a consultar sempre um médico de confiança. Dr. Amato também sugere verificar a idoneidade da empresa que vende o produto, procurar avaliações em sites independentes e desconfiar de ofertas que pareçam boas demais para ser verdade.




