Drenagem Linfática (Drenagem Linfática Manual) é uma forma de massagem suave que ajuda a mover o fluido linfático para fora do tecido adiposo e outros tecidos, desobstruir as vias linfáticas e os linfonodos e estimular o bombeamento normal dos vasos linfáticos. Sabe-se que a Drenagem Linfática reduz a dor e a fragilidade capilar no lipedema e doença de Dercum e tem sido utilizada para tratar a doença de Madelung e o inchaço associado à lipomatose múltipla familiar. Também é utilizada no linfedema.
A drenagem linfática deve ser combinada com atividade física regular — caminhadas, hidroginástica ou exercícios supervisionados — que estimulam naturalmente o retorno linfático e potencializam os benefícios da terapia.






A drenagem linfática é uma técnica de massagem que tem como objetivo auxiliar na eliminação do excesso de líquidos acumulados entre as células, contribuindo para a redução da retenção de líquido e gordura localizada. Ela é feita com o objetivo de melhorar a circulação sanguínea e direcionar esses líquidos para os gânglios linfáticos, onde serão eliminados pelo organismo. A técnica é indicada para pessoas que sofrem com inchaços, celulites, ou que desejam melhorar a circulação sanguínea. A drenagem linfática é uma técnica muito eficaz no combate aos problemas relacionados à corrente sanguínea e linfática, e é indicada para qualquer pessoa que deseja melhorar a circulação.
O Método de Exercícios para o Lipedema traz o protocolo em 3 fases, com foco linfático — o que manter entre uma sessão de drenagem e outra.
Conhecer o livro →Entrevista longa com Dr. Alexandre Amato sobre a drenagem linfática. Nós temos ganho com o passar do tempo muitos tipos de procedimentos estéticos que podem ajudar a melhorar a nossa forma física alguns sem qualquer tipo de invasão como massagens por exemplo que segundo especialistas ajudam até perder peso
A técnica envolve pressão consistente e específica (menos de 30 mmHg) e um movimento circular rítmico para estimular a drenagem linfática. Executar a Drenagem em si mesma é chamado de “auto drenagem”.
Durante a sessão, o terapeuta massageia suavemente a pele na direção que segue o fluxo do sistema linfático. Embora não tenham sido feitos estudos sobre a terapia de Drenagem Linfática e o lipedema, alguns pacientes que se submeteram a este tratamento relatam reduções tanto no inchaço quanto na dor.
Os profissionais da Drenagem Linfática podem ser fisioterapeutas e massoterapeutas capacitados. Dois métodos populares de Drenagem Linfática são Vodder e Leduc. Para encontrar alguém na sua região, fale com seu médico ou terapeuta para recomendações, ou consulte as escolas de treinamento de Drenagem Linfática.
Algumas companhias de seguros cobrirão a Drenagem Linfática com uma receita do seu médico; entre em contato com seu convênio para confirmar.
Como escolher o profissional para drenagem linfática? Como saber se está fazendo direito?
Conheça as qualificações do profissional
Preste atenção no atendimento
Avalie onde o profissional atende
Considere opiniões de outras pessoas
Leve em conta o pacote oferecido
Observe os movimentos
Mitos e verdades sobre a drenagem linfática
Neste vídeo, a Mariana Vita, fisioterapeuta do Amato Duo, irá desvendar alguns mitos e verdades sobre a drenagem linfática para que você saiba tudo sobre essa técnica. Mariana Vita, fisioterapeuta. Mestre em ciências médicas. Especialista em problemas de coluna e correção postural. Formação em drenagem linfática manual, especializada em tratamento de lipedema. Crefito 3/98674-F.
Drenagem linfática pode eliminar gordura?
Neste vídeo, a Mariana Vita, fisioterapeuta do Amato Duo, irá apresentar um conteúdo claro e muito explicativo do objetivo da drenagem linfática manual para tratamento clínico de lipedema. Mariana Vita, fisioterapeuta. Mestre em ciências médicas. Especialista em problemas de coluna e correção postural. Formação em drenagem linfática manual, especializada em tratamento de lipedema. Crefito 3/98674-F.
Drenagem linfática no lipedema
Dr Alexandre Amato, cirurgião vascular, explica porque é necessário a drenagem linfática no lipedema, se a doença é no tecido gorduroso e não no linfático.
Você pode ter lipedema?
Responda este rastreamento rápido e descubra se os sinais das suas pernas são compatíveis com o lipedema. Feito pelo Dr. Alexandre Amato, cirurgião vascular.
9 perguntas · leva ~1 min
Continue a leitura
- Linfedema e inchaço crônico — a principal indicação de drenagem linfática na prática vascular.
- Saiba mais sobre drenagem no lipedema — protocolo especializado no portal lipedema.org.br.
- Cirurgia vascular com Dr. Alexandre Amato — avaliação e acompanhamento especializado no Amato Duo.
Drenagem linfática manual vs mecânica (bomba pneumática)
Quando indicamos drenagem linfática, duas modalidades predominam na prática: drenagem linfática manual (DLM) e drenagem mecânica com bomba de compressão pneumática sequencial. Cada uma tem papel próprio.
- Drenagem linfática manual: técnica realizada por fisioterapeuta com pressões leves, rítmicas, que seguem o trajeto dos coletores linfáticos. É o padrão-ouro em linfedema, lipedema, pós-operatório vascular e gestação. Sessão típica dura 45–60 minutos.
- Drenagem mecânica (pressoterapia): bota ou manga insuflável dividida em câmaras que inflam em sequência, empurrando o fluido centripetamente. Útil como terapia adjuvante e de manutenção domiciliar, especialmente em edemas crônicos. Não substitui a DLM na fase intensiva de tratamento.
Para linfedema estabelecido, combinamos as duas: DLM no consultório 2–3x por semana na fase intensiva, com pressoterapia domiciliar diária. Para lipedema, a DLM é mais efetiva no controle da dor e do inchaço, enquanto a mecânica tem benefício mais limitado.
Drenagem linfática para varizes — funciona?
Pergunta frequente no consultório. A resposta é matizada:
- Não trata varizes. A drenagem linfática não reduz o calibre das varizes nem corrige o refluxo venoso — são problemas diferentes. Varizes são doença do sistema venoso; a drenagem atua no sistema linfático.
- Alivia sintomas associados. Pacientes com insuficiência venosa crônica frequentemente têm componente linfático secundário — o chamado flebolinfedema. Nesses casos, a drenagem reduz sensação de peso, dor e inchaço ao final do dia.
- Complementa, não substitui. O tratamento das varizes (clínico, escleroterapia, cirurgia, ablação) não se confunde com drenagem. Na prática, usamos drenagem como medida de alívio enquanto se programa ou se segue o tratamento venoso.
Conclusão: drenagem ajuda no desconforto de quem tem varizes, não nas varizes em si.
Drenagem linfática para lipedema
No lipedema, a drenagem tem papel terapêutico bem estabelecido — faz parte do tripé conservador junto com compressão e exercício. Os benefícios documentados em pacientes com lipedema:
- Redução da dor e sensibilidade à palpação.
- Diminuição do edema crônico, especialmente nos membros inferiores.
- Melhora da qualidade de vida e da mobilidade.
- Em estágios avançados (lipo-linfedema), controle parcial do componente linfático secundário.
Na série de casos que publicamos em American Journal of Case Reports em 2021, a drenagem fez parte do protocolo conservador que resultou em melhora sustentada em todas as cinco pacientes, sem necessidade de lipoaspiração. Para protocolos específicos de drenagem no lipedema, saiba mais sobre drenagem no lipedema no portal especializado.
Importante: a drenagem no lipedema precisa ser feita com pressão ainda mais leve do que a DLM clássica — pacientes com lipedema têm maior sensibilidade à palpação e equimoses fáceis. Profissional experiente no manejo específico do lipedema faz diferença.
Drenagem linfática para edema pós-operatório vascular
No pós-operatório de cirurgias vasculares — safenectomia, escleroterapia extensa, cirurgia de bypass, cirurgia de varizes pélvicas — o edema é esperado e decorre de três mecanismos: trauma cirúrgico local, interrupção de vias linfáticas menores e imobilização relativa. A drenagem linfática precoce no pós-operatório:
- Reduz o tempo de recuperação e o desconforto.
- Previne a formação de fibrose e aderências.
- Diminui a chance de linfedema secundário persistente, especialmente em cirurgias inguinais e de membros inferiores.
- Melhora a cicatrização ao favorecer a microcirculação local.
O protocolo que costumo recomendar: iniciar drenagem a partir do 7º–10º dia pós-operatório (após retirada de pontos e com ferida estável), com 2 sessões por semana nas primeiras 4 semanas, reavaliando depois. O cuidado com a técnica precisa ser ainda maior em área operada — o fisioterapeuta deve conhecer o procedimento realizado e evitar manobras sobre trajetos de incisão recentes.
Contraindicações — quando NÃO fazer drenagem
Nem toda paciente é candidata. As principais contraindicações absolutas:
- Trombose venosa profunda (TVP) aguda: risco de deslocamento do trombo e embolia pulmonar. Drenagem só pode ser retomada após anticoagulação plena e avaliação vascular.
- Infecções ativas da pele ou sistêmicas: erisipela, celulite, abscessos, tuberculose em atividade — a drenagem pode disseminar microrganismos via linfa.
- Insuficiência cardíaca descompensada: mobilizar grandes volumes de líquido linfático pode sobrecarregar um coração já em falência.
- Insuficiência renal aguda ou em diálise instável: paciente pode não dar conta do volume mobilizado.
- Neoplasia ativa não tratada na região drenada: possibilidade teórica de disseminação tumoral. A decisão é individualizada com oncologista.
- Trombose venosa profunda suspeita (não confirmada): diante de membro inchado de início recente com dor, empastamento ou outros sinais sugestivos, não faça drenagem antes de ecodoppler. Um sinal importante a observar é o sinal de Godet.
Contraindicações relativas: hipertensão grave descontrolada, gestação de alto risco (avaliar com obstetra), hipersensibilidade na pele. Em pés roxos de início recente, a causa precisa ser definida antes de qualquer conduta — pode haver isquemia arterial grave que contraindica manobra venosa.
Quantas sessões são necessárias?
Depende do diagnóstico e do estágio. As faixas que uso como referência:
- Pós-operatório vascular simples (escleroterapia, safenectomia): 4–8 sessões, 2x por semana no primeiro mês.
- Lipedema em manejo conservador: fase inicial 2–3x por semana por 4–8 semanas, depois manutenção 1x por semana ou 1x por quinzena por tempo indeterminado.
- Linfedema primário ou secundário (fase intensiva): DLM diária ou em dias alternados por 4–6 semanas, seguida de fase de manutenção.
- Edema crônico venoso leve: 6–10 sessões em 4–6 semanas podem ser suficientes, com eventual manutenção.
- Pós-cirurgia pélvica (varizes pélvicas, embolização): 4–6 sessões no primeiro mês costumam bastar.
A resposta é individual. Reavaliações periódicas com perimetria (medidas do membro) ou bioimpedância ajudam a quantificar o progresso e ajustar o ritmo das sessões.
Perguntas frequentes sobre drenagem linfática
1. Drenagem linfática emagrece?
Não. Drenagem mobiliza líquido linfático e pode reduzir o inchaço, dando sensação de contorno mais fino, mas não elimina gordura nem reduz peso corporal sustentadamente. A balança pode oscilar após uma sessão pela perda de líquido retido, mas isso não é emagrecimento real.
2. Posso fazer drenagem linfática grávida?
Sim, e frequentemente é indicada para o inchaço de membros inferiores na gestação. Deve ser feita por profissional experiente, com pressões leves, evitando a região abdominal e em posições que não comprimam a veia cava (decúbito lateral esquerdo preferencial).
3. Quantas horas duram os efeitos de uma sessão?
O efeito imediato (redução de inchaço, sensação de leveza) dura 24–72 horas. Em casos crônicos, o efeito acumulativo ao longo de várias sessões é mais duradouro, especialmente quando associado a compressão elástica e exercício.
4. Drenagem linfática pode substituir a meia de compressão?
Não. A meia de compressão atua 24 horas por dia enquanto usada; a drenagem é intermitente. Para linfedema, flebolinfedema e lipedema, ambas se complementam. Eliminar a compressão e depender só da drenagem tende a reduzir o benefício clínico.
5. Posso aprender a fazer autodrenagem?
Sim, e é recomendável para pacientes com linfedema e lipedema crônicos. O fisioterapeuta especializado ensina a técnica simplificada para manutenção domiciliar entre sessões. Não substitui a DLM profissional, mas potencializa os resultados.
6. Drenagem linfática na face é a mesma coisa?
O princípio é o mesmo — mobilização do fluido linfático — mas a técnica facial é específica, com manobras adaptadas para o trajeto linfático cervical e facial. Tem indicações estéticas e clínicas (pós-operatório de cirurgia plástica, pós-tratamento dentário, sinusites recorrentes).
7. Existem contraindicações temporárias?
Sim. Febre, infecção aguda, período pós-operatório imediato (primeiros dias, até liberação médica), pele em processo inflamatório agudo, menstruação com cólica intensa em algumas pacientes. Diante de qualquer dessas situações, aguardar 48–72 horas após resolução ou acertar com o médico assistente.
8. Drenagem mecânica (bota de pressoterapia) é tão boa quanto a manual?
Para manutenção domiciliar e edemas leves a moderados, a pressoterapia oferece bom custo-benefício. Para casos clínicos mais complexos (linfedema estabelecido, lipedema avançado, pós-operatório extenso), a DLM feita por profissional qualificado continua sendo superior porque respeita a anatomia linfática individual e adapta a pressão.
Continue a leitura
- Linfedema e inchaço crônico — a principal indicação de drenagem linfática na prática vascular.
- Sinal de Godet — como identificar edema com pitting em pé de beira do leito.
- Pés roxos — quando é alerta vascular — investigar antes de iniciar drenagem em membros com alteração de cor.
Livros do Dr. Amato relacionados
- A Beleza do Lipedema: Além da Cura, Uma Revelação — O papel da drenagem linfática no lipedema é detalhado dentro do protocolo conservador apresentado no livro.
- Método de Exercícios para o Lipedema — A drenagem se integra ao método de exercícios estruturado para lipedema — leitura complementar a quem trata a condição.





Muito bom, bastante interessante e esclarecer.