Estenose das artérias carótidas

Estenose de carótida
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O que é a artéria carótida?

A artéria carótida é o principal vaso responsável por levar sangue oxigenado para o cérebro, o pescoço e a face. Existem duas artérias carótidas comuns — uma de cada lado do pescoço — que se bifurcam em carótida interna (irriga o cérebro) e carótida externa (irriga face e couro cabeludo). Por sua localização superficial e fluxo intenso, são vasos críticos para a saúde neurológica.

Doenças das carótidas (genericamente chamadas de doença carotídea ou doença vascular carotídea) incluem principalmente a estenose carotídea — estreitamento por placas de aterosclerose — que é uma das causas mais relevantes de acidente vascular cerebral (AVC). Outras condições menos comuns são o kinking (dobramento), a dissecção (ruptura interna da parede arterial) e o tumor glômico carotídeo.

Esta página é dedicada à estenose das artérias carótidas, condição mais frequente na prática vascular e principal alvo de prevenção do AVC. Para anatomia mais detalhada, técnicas de cirurgia, exames diagnósticos e indicações de tratamento, há páginas específicas linkadas ao longo do texto.

Quando suspeitar de doença carotídea?

A maioria das estenoses carotídeas é silenciosa até o evento neurológico. Sinais que devem motivar avaliação incluem: episódios de fraqueza ou dormência em um lado do corpo, dificuldade súbita para falar, perda transitória de visão em um olho (amaurose fugaz), tontura com sintomas neurológicos ou histórico familiar de AVC. Pacientes hipertensos, diabéticos, fumantes e com colesterol elevado têm risco aumentado e devem realizar triagem com eco Doppler de carótidas.

Imagine-se realizando uma tarefa simples, como caminhar até a cozinha para pegar um copo de água. De repente, você sente tonturas e sua visão fica turva. O que pode estar acontecendo? Esses sintomas podem ser sinais de estenose da artéria carótida, um estreitamento das grandes artérias do pescoço que fornecem sangue ao cérebro. Se não tratada, essa condição pode resultar em consequências graves, como acidente vascular cerebral (derrame). Neste artigo, exploraremos as causas, os métodos de diagnóstico e as opções de tratamento disponíveis para essa condição potencialmente perigosa. Junte-se a nós nesta jornada informativa e descubra como a medicina moderna está enfrentando o desafio de manter o fluxo sanguíneo vital em nosso cérebro.

Artéria carótida e estenose de carótida
Imagem da artéria carotida e representação da estenose carotídea por aterosclerose e placa

Neste vídeo, o Dr. Alexandre Amato, cirurgião vascular do Amato Duo, explica a relação entre a artéria carótida e o derrame ou AVC. A carótida é a artéria que passa pelo pescoço e leva sangue ao cérebro, sendo uma das quatro principais artérias que irrigam essa área. A estenose carotídea ocorre quando há uma placa de aterosclerose, ou seja, um estreitamento ou entupimento dessa artéria, podendo levar à diminuição da irrigação cerebral e a pequenas embolizações.

A placa aterosclerótica é uma oclusão gradual da artéria e está associada a fatores de risco como cigarro, hipertensão e alimentação gordurosa. A identificação dessa placa não significa que o paciente terá um AVC, mas permite a intervenção preventiva em pacientes assintomáticos.

O tratamento pode ser clínico ou cirúrgico. O tratamento clínico envolve medicações e mudanças no estilo de vida, como parar de fumar e melhorar a alimentação. Já o tratamento cirúrgico pode ser realizado por cirurgia aberta, na qual a placa é removida, ou cirurgia endovascular, onde um stent é inserido para abrir a artéria.

Pacientes assintomáticos com estenose carotídea devem ser acompanhados por um cirurgião vascular, e o tratamento clínico consiste principalmente no controle dos fatores de risco. Se a estenose já for muito avançada, a cirurgia pode ser necessária.

Existe tratamento para estreitamento das grandes artérias em ambos os lados do pescoço que levam o sangue para a cabeça, o rosto e o cérebro.

Estenose da Artéria Carótida

Estenose da artéria carótida é um estreitamento das grandes artérias em ambos os lados do pescoço que levam o sangue para a cabeça, o rosto e o cérebro. Este estreitamento é geralmente o resultado de um acúmulo de placa calcificada dentro das artérias, uma condição chamada de aterosclerose. A estenose pode piorar com o tempo até bloquear completamente a artéria, ou desprender pequenos fragmentos que podem levar à um acidente vascular cerebral (derrame).

Seu médico pode solicitar um ultrassom de carótidas (ecodoppler), TC angiografia (AngioTC), angiografia de ressonância magnética (AngioRM) ou angiografia cervical e cerebral para determinar a presença e a localização da estenose. O tratamento para melhorar ou restaurar o fluxo sanguíneo pode incluir angioplastia e implante de stent vascular ou, em casos graves, cirurgia.

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Carótida

Responda este teste de triagem e descubra o que suas respostas indicam sobre as artérias carótidas. Não substitui avaliação médica.

9 perguntas · leva ~1 min

O que é estenose da artéria carótida?

Estenose da artéria carótida é um estreitamento nas artérias grandes localizadas em cada lado do pescoço que levam o sangue para a cabeça, o rosto e o cérebro. O estreitamento geralmente resulta da aterosclerose, ou acúmulo de placa no interior das artérias. Ao longo do tempo, a estenose pode avançar para o bloqueio completo da artéria.

Fatores de risco para estenose da artéria carótida incluem idade, tabagismo, hipertensão arterial, diabetes, obesidade e estilo de vida inativo.

Algumas pessoas com estenose da artéria carótida podem sentir tontura, visão turva e desmaio, que podem ser sinais de que o cérebro não está recebendo sangue e oxigênio suficiente. Em muitos casos, o primeiro sintoma é um ataque isquêmico transitório (AIT) ou um derrame porque um pequeno coágulo pode se formar na área do vaso que é afetado pela aterosclerose. Quando um pequeno coágulo se torna desprende, pode viajar para o cérebro e tapar uma artéria menor que um pedaço específico do cérebro depende para o seu funcionamento e, em última análise, sobrevivência. Os sintomas de um AIT e derrames são semelhantes: paralisia ou dormência de um lado do corpo, visão turva, dor de cabeça, problemas de fala e dificuldade em responder aos outros. O AIT é geralmente breve e não deixa nenhum dano duradouro; é devido a uma pequena e temporária oclusão de uma pequena artéria, mas muitas vezes é um sinal de aviso. Um acidente vascular cerebral é frequentemente associado com a morte de uma parte do cérebro devido à perda de seu suprimento de sangue e pode resultar em incapacidade grave ou morte.

Como a estenose da artéria carótida é avaliada?

Estenose da artéria carótida, por vezes, provoca um som anormal, um ruído ou sopro, na artéria que pode ser ouvida com um estetoscópio. Exames de imagem para diagnosticar, localizar e medir a estenose incluem:

  • Ultrassom de carótidas (incluindo ultrassom Doppler): este teste utiliza ondas sonoras para criar imagens em tempo real das artérias e localizar bloqueios. O Doppler é uma técnica de ultrassom especial que pode detectar áreas de fluxo de sangue restringido na artéria.
  • Angiografia por Tomografia Computadorizada (CTA): CTA usa um scanner TC para produzir visualizações detalhadas das artérias em qualquer lugar no corpo – neste caso, no pescoço. O teste é particularmente útil para pacientes com marcapassos ou stents.
  • Angiografia de ressonância magnética (ARM): este teste não-invasivo dá informações semelhantes ao CTA, sem o uso de radiação ionizante.
  • Angiografia cerebral: Também conhecida como angiografia de subtração digital intra-arterial (IADSA), a angiografia cerebral é um teste minimamente invasivo em que um cateter é guiado através de uma artéria para a área de interesse. Material de contraste é injetado através do tubo e imagens são capturadas com raios-x.

Como é tratada a estenose da artéria carótida?

Casos graves de estenose geralmente exigem endarterectomia carotídea, em que um cirurgião faz uma incisão para remover a placa de qualquer parte doente da artéria, enquanto o paciente está sob anestesia geral. Uma opção menos invasiva inclui:

  • Implante de stent e angioplastia de artéria carótida: Durante este procedimento, um cateter é enfiado através de uma incisão na virilha até o local do bloqueio, onde a ponta do balão é inflada para abrir a artéria. Um stent pode ser colocado na artéria para expandi-la e segurá-la aberta.

Neste vídeo, o Dr. Alexandre Amato, cirurgião vascular do Amato Duo, aborda a prevenção e o tratamento do Acidente Vascular Cerebral (AVC) e do Acidente Isquêmico Transitório (AIT). Ele explica a diferença entre AVC isquêmico e hemorrágico, e destaca a importância do tratamento precoce em casos de suspeita.

Os principais sintomas do AVC incluem dificuldade na fala, para caminhar, fraqueza em um lado do corpo, dormência na face e nos membros, desvio de rima e confusão mental. É essencial procurar ajuda médica imediata diante desses sintomas.

Dr. Amato ressalta que a prevenção é fundamental, especialmente para pacientes assintomáticos com formação de placas ateroscleróticas. O rastreamento pode ser realizado através do ecodoppler de carótidas, mas deve ser indicado de acordo com o perfil do paciente.

O tratamento pode variar entre pacientes assintomáticos e sintomáticos, e geralmente envolve o uso de estatinas, medicamentos para doenças coadjuvantes (diabetes e hipertensão) e mudanças no estilo de vida. Dr. Amato enfatiza a importância do uso correto dos medicamentos e do equilíbrio entre seus benefícios e riscos.

No caso de cirurgias, há duas técnicas principais: a cirurgia aberta e a cirurgia endovascular com colocação de stent. Ambas têm vantagens e desvantagens, e o cirurgião vascular é o profissional indicado para auxiliar na escolha do melhor tratamento para cada paciente.

O que é estenose de carótida e por que é perigosa

A estenose de carótida é o estreitamento da artéria carótida — o principal vaso que leva sangue oxigenado ao cérebro. Quando avaliamos nossos pacientes no consultório vascular, tratamos a estenose como um marcador de duas coisas simultâneas: risco de acidente vascular cerebral (AVC) e aterosclerose sistêmica. Raramente a carótida está doente isoladamente; quase sempre as coronárias, a aorta e as artérias das pernas compartilham a mesma placa.

O perigo não está apenas na redução do fluxo sanguíneo. Em grande parte dos casos, a carótida estreitada ainda permite passagem suficiente de sangue — o problema é que placas instáveis podem liberar microêmbolos (pequenos fragmentos) que viajam até o cérebro e bloqueiam artérias menores, provocando AVC isquêmico. Por isso, a decisão terapêutica depende não só do grau de estreitamento, mas também da morfologia da placa, da presença de sintomas neurológicos e do risco global do paciente.

Sintomas de carótida entupida — os sinais de alerta

A estenose carotídea é, na maioria dos casos, assintomática até o primeiro evento neurológico. Essa é uma das razões pelas quais o rastreamento em pacientes de risco faz tanta diferença. Quando os sintomas aparecem, geralmente traduzem embolização para artérias cerebrais:

  • Amaurose fugaz: perda transitória de visão em um olho, descrita pelos pacientes como “uma cortina descendo” ou “sombra súbita”. Dura segundos a minutos e resolve completamente — mas é sinal clássico de embolia carotídea.
  • Ataque isquêmico transitório (AIT): déficit neurológico focal (fraqueza de um lado, dificuldade para falar, alteração sensitiva) com duração menor que 24 horas. É um “AVC em miniatura” que alerta para risco iminente de AVC completo.
  • AVC isquêmico estabelecido: déficit neurológico que persiste além de 24 horas. Consequência mais temida da estenose não tratada.
  • Sopro cervical: ruído audível à ausculta sobre o pescoço, sugestivo de turbulência pelo estreitamento. Não é sintoma, é sinal — mas pode ser o primeiro achado em exame físico de rotina.

Dores de cabeça, tonturas e zumbido não são sintomas típicos de estenose carotídea — muitos pacientes procuram o cirurgião vascular por esses sintomas e saem orientados quanto à origem diferente do quadro.

Como é feito o diagnóstico: eco Doppler de carótidas

O exame de escolha na investigação inicial é o ultrassom Doppler de carótidas e vertebrais. É rápido, não invasivo, sem contraste, e extremamente preciso quando realizado em serviço qualificado. O radiologista ou ecografista mede:

  • Velocidade de pico sistólico (PSV): quanto mais alta, maior o grau de estenose.
  • Razão PSV carótida interna/comum: ajuda a estimar a porcentagem de obstrução (critérios de Bluth, NASCET ou SRU).
  • Morfologia da placa: homogênea versus heterogênea, calcificada versus de conteúdo lipídico, estável versus com componente ulcerado. Placas heterogêneas e ulceradas têm maior risco embólico.

Quando o eco Doppler sugere estenose significativa (geralmente ≥70%) ou quando há discordância clínica, complementamos com:

  • Angiotomografia (angio-TC) de carótidas: fornece imagem anatômica tridimensional, útil para planejamento cirúrgico e avaliação de anatomia tortuosa.
  • Angiorressonância magnética: alternativa à angio-TC em pacientes com alergia a contraste iodado ou insuficiência renal.
  • Arteriografia digital: padrão-ouro histórico, hoje reservada para casos complexos ou durante o próprio procedimento de stent.

Importante: o Doppler deve ser feito em serviço com experiência em carótidas. Variações de operador podem levar a superestimação ou subestimação do grau de estenose, com impacto direto na decisão terapêutica.

Tratamento: endarterectomia vs stent de carótida

Três caminhos terapêuticos coexistem para a estenose carotídea. A escolha é sempre individualizada:

  • Tratamento clínico otimizado: antiagregante plaquetário (AAS ou clopidogrel), estatina em dose alta, controle pressórico rigoroso, cessação do tabagismo, controle do diabetes. Em estenoses assintomáticas de baixo a moderado grau, o tratamento clínico bem conduzido pode ser suficiente.
  • Endarterectomia carotídea: cirurgia aberta clássica em que o cirurgião vascular remove diretamente a placa ateromatosa. Realizada há mais de 60 anos, tem desfechos muito consistentes em centros experientes. Indicada principalmente em estenoses sintomáticas ≥70%, e em assintomáticas ≥70% quando o risco cirúrgico é baixo.
  • Angioplastia com stent de carótida (CAS): procedimento endovascular, minimamente invasivo, com colocação de stent através de cateter. Preferível em pacientes com alto risco cirúrgico, cirurgia cervical prévia, pescoço hostil (radioterapia), ou reestenose após endarterectomia. Requer uso de sistemas de proteção embólica durante o procedimento.

A decisão entre endarterectomia e stent depende de anatomia da placa, risco cardiovascular, idade, expectativa de vida, preferência do paciente e experiência do serviço. Não existe um “sempre melhor” — existem cenários em que cada técnica brilha. Por isso a decisão compartilhada entre vascular, paciente e, quando relevante, cardiologista, é fundamental.

Estenose de carótida tem cura?

Essa é uma das perguntas mais frequentes, e a resposta precisa de nuance:

  • A placa em si pode ser removida (endarterectomia) ou contida (stent), e com isso o risco imediato de AVC cai drasticamente. Em estenoses graves sintomáticas, a redução de risco pode superar 50% em alguns cenários.
  • A doença de base — aterosclerose — é crônica e progressiva. Ela não desaparece com a cirurgia. A placa tratada pode voltar (reestenose em 5 a 15% dos casos em 5 anos) e outras artérias podem desenvolver placas novas.
  • Portanto, “cura” no sentido de eliminar definitivamente a doença não existe, mas é possível controlar muito bem e reduzir drasticamente o risco de desfechos graves com o tratamento adequado mais adesão ao tratamento clínico.

Pacientes que fazem endarterectomia ou stent de carótida continuam precisando de antiagregante, estatina, controle de pressão e seguimento vascular periódico — frequentemente com ultrassom Doppler a cada 6 a 12 meses no primeiro ano.

AVC e carótida — qual a relação?

A carótida é responsável por boa parte dos AVCs isquêmicos — estima-se que 20 a 30% dos AVCs isquêmicos tenham origem em doença carotídea (embolia a partir de placa na carótida ou hipoperfusão por estenose crítica). Essa contribuição significativa é o que justifica a preocupação cirúrgica com a estenose carotídea.

A relação tem três mecanismos principais:

  • Embolização: fragmentos da placa se desprendem e migram para artérias cerebrais menores, bloqueando-as. É o mecanismo mais comum e explica por que placas moderadas, porém instáveis, podem causar AVC mesmo sem obstrução crítica.
  • Trombose in situ: em estenoses críticas, o fluxo desacelera tanto que um trombo pode se formar no próprio local da placa, obstruindo completamente a artéria e levando a AVC hemodinâmico.
  • Baixa perfusão cerebral: mais raro. Ocorre em estenoses muito severas e bilaterais, sobretudo em episódios de queda pressórica.

A boa notícia: a estenose carotídea é uma das causas de AVC mais previsíveis e preveníveis. Identificação por Doppler e tratamento oportuno reduzem drasticamente o risco. Por isso insistimos em rastreamento em pacientes com aterosclerose em outros territórios — especialmente quem tem doença arterial obstrutiva periférica, doença coronariana conhecida, diabetes de longa data ou sopro cervical em exame de rotina.

Quem deseja investigação vascular detalhada pode agendar avaliação com cirurgia vascular com Dr. Alexandre Amato no Amato Duo, onde realizamos o protocolo integrado de rastreamento e tratamento da doença carotídea.

Perguntas frequentes sobre estenose de carótida

1. Qual o grau de estenose que justifica cirurgia?
Em pacientes sintomáticos (com AIT ou AVC prévio), intervenção é indicada para estenoses ≥70% e frequentemente considerada em estenoses de 50 a 69%. Em pacientes assintomáticos, intervenção é considerada em estenoses ≥70% com baixo risco cirúrgico. Abaixo desses limiares, tratamento clínico otimizado costuma ser a primeira linha.

2. Endarterectomia é melhor que stent de carótida?
Em população geral sem alto risco cirúrgico, a endarterectomia tem trajetória mais longa de evidência e menor taxa de AVC perioperatório em alguns estudos. O stent equipara ou supera em pacientes com alto risco cirúrgico, pescoço hostil ou reestenose. A escolha deve ser individualizada — não existe solução universal.

3. Quanto tempo dura uma cirurgia de carótida?
Endarterectomia dura entre 90 minutos e 2 horas, geralmente. O stent é mais rápido, em média 45 minutos a 1 hora. Ambos exigem internação curta (1 a 3 dias) em serviço com UTI disponível.

4. Posso fazer endarterectomia com anestesia local?
Sim. A endarterectomia pode ser feita sob anestesia local com bloqueio cervical ou sob anestesia geral — a escolha depende da experiência do serviço e das comorbidades do paciente. Anestesia local permite monitorizar o estado neurológico em tempo real durante a cirurgia.

5. O que é sopro carotídeo e ele sempre indica estenose?
Sopro carotídeo é um ruído audível à ausculta sobre o pescoço, sugestivo de turbulência no fluxo sanguíneo. Pode ser causado por estenose significativa, mas também por condições benignas (curvatura arterial, tortuosidade, sopro transmitido do coração). Todo sopro justifica um ultrassom Doppler para esclarecimento.

6. Existe prevenção para estenose de carótida?
Sim — e é a mesma prevenção da aterosclerose em qualquer território: não fumar, controlar pressão arterial, tratar diabetes, manter colesterol LDL baixo (frequentemente com estatina), alimentação mediterrânea, atividade física regular, peso adequado. Histórico familiar importa, mas a maior parte do risco é modificável.

7. Quem já teve AVC pode fazer cirurgia de carótida?
Sim, e frequentemente deve — a estenose carotídea sintomática é uma das principais indicações. O momento ideal costuma ser entre 2 e 14 dias após o evento, desde que o paciente esteja clinicamente estável e o déficit neurológico não seja devastador. A decisão é multidisciplinar.

8. Carótida entupida pode causar tontura ou zumbido?
Raramente. A estenose carotídea típica é assintomática ou se manifesta por eventos focais (amaurose fugaz, AIT, AVC). Tontura isolada geralmente tem causa vestibular ou posicional. Zumbido pulsátil pode, em casos selecionados, sugerir estenose — mas é apresentação atípica. Sempre vale a investigação por especialista.

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Sobre o autor

Prof. Dr. Alexandre Amato — cirurgião vascular, endovascular e ecografista (CRM-SP 108651). Doutor (PhD) em Ciências pela USP, MBA em Gestão em Saúde pela FGV, ex-professor de Cirurgia Vascular da UNISA. Membro titular da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV) e do Colégio Brasileiro de Cirurgiões. Atua no Amato Duo em São Paulo, com experiência em endarterectomia e angioplastia carotídea. Estágio clínico no Ospedale San Raffaele (Milão, 2008).

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