Se você ou alguém que você conhece já teve problemas de circulação sanguínea no cérebro, sabe o quão preocupante e sério isso pode ser. A doença da artéria carótida é uma condição que pode afetar a saúde do cérebro e, se não for tratada adequadamente, pode levar a complicações graves, como acidente vascular cerebral (AVC) ou ataque isquêmico transitório (AIT).
Felizmente, existe um tratamento eficaz para a doença da artéria carótida: a endarterectomia de carótida. Nesse artigo de blog, vamos explicar o que é a endarterectomia de carótida, como ela é realizada e quais os benefícios dessa cirurgia para a saúde do cérebro. Se você ou alguém que você conhece está enfrentando problemas de circulação sanguínea no cérebro, não deixe de ler esse artigo!
A endarterectomia de carótida é um procedimento cirúrgico realizado para tratar a doença da artéria carótida, que é uma condição em que as artérias carótidas ficam estreitadas devido à formação de placas de gordura e cálcio no seu interior. As artérias carótidas são os vasos sanguíneos principais que levam sangue e oxigênio para o cérebro, e a redução do fluxo sanguíneo para essa região do corpo pode levar a problemas como acidente vascular cerebral isquêmico (AVCI) ou ataque isquêmico transitório (AIT). A endarterectomia de carótida é um tratamento que visa remover essas placas e restaurar o fluxo normal de sangue para o cérebro.
O que é a endarterectomia de carótida
A endarterectomia de carótida é um procedimento cirúrgico que tem como objetivo remover a placa aterosclerótica da artéria carótida, que é uma das principais artérias que leva sangue para o cérebro. Ela é indicada quando há estenose ou estreitamento da artéria, o que pode levar a problemas de circulação sanguínea no cérebro e aumentar o risco de derrame.
O procedimento é realizado através de cirurgia aberta, ou seja, é feita uma incisão na pele para acessar a artéria. Existem várias técnicas de endarterectomia de carótida, mas todas têm o objetivo de desobstruir a artéria e impedir sua oclusão.
Antes da cirurgia, o paciente passa por uma avaliação médica para verificar se ele está apto a realizar o procedimento. Durante a cirurgia, o paciente é anestesiado e o cirurgião faz a incisão na pele para acessar a artéria. Em seguida, ele remove a placa aterosclerótica e costura a artéria novamente. O procedimento dura cerca de uma hora e é realizado sob anestesia geral ou local.
Após a cirurgia, o paciente é monitorado por um período de tempo para garantir que ele esteja se recuperando adequadamente. Ele pode precisar fazer fisioterapia ou outro tipo de tratamento para recuperar a força e o movimento da perna afetada. A endarterectomia de carótida é uma cirurgia preventiva, ou seja, tem o intuito de prevenir o derrame. No entanto, ela não garante que o paciente não terá um derrame no futuro, pois existem outras causas de derrame, e é importante que ele siga as recomendações médicas para reduzir o risco de complicações.
O dr. Alexandre Amato, cirurgião vascular do Amato Duo, explica que um AVC ou derrame é uma interrupção da irrigação ou uma isquemia em uma parte do cérebro que resulta em sua falha de funcionamento. As artérias carótidas são os vasos sanguíneos que levam o sangue ao cérebro e a doença da artéria carótida ocorre quando há um estreitamento ou bloqueio dessa artéria devido à formação de placas ateroscleróticas. Essas placas são compostas por diversas substâncias, como gordura, colesterol e cálcio, e podem levar a problemas de circulação sanguínea no cérebro, como AVC ou AIT. A endarterectomia de carótida é um procedimento cirúrgico que remove essas placas e restaura o fluxo normal de sangue para o cérebro. Ela é indicada para pacientes assintomáticos, ou seja, aqueles que ainda não tiveram um AVC ou derrame, e pode ser realizada em conjunto com o tratamento clínico, que consiste em medicações e mudanças nos hábitos de vida para controlar os fatores de risco da aterosclerose.
O dr. Alexandre Amato explica no vídeo as complicações de derrames (AVC) e a carótida – artéria que passa na região do pescoço e leva o sangue até o cérebro – e qual é a relação entre os dois. Confira! Rastreamento de doença Carotídea: https://bio.amato.io/sjgt
Será que eu preciso de uma endarterectomia de carótida?
Se você está se perguntando por que precisa de uma endarterectomia de carótida, pode ser que você ou alguém que você conhece esteja enfrentando problemas de circulação sanguínea no cérebro devido ao estreitamento das artérias carótidas. Isso geralmente é causado pela aterosclerose, que é a formação de placas de gordura, colesterol, resíduos celulares, cálcio e fibrina na parte interna das artérias. A aterosclerose pode afetar as artérias em vários locais do corpo, incluindo as carótidas, as artérias coronárias do coração e outras.
A doença da artéria carótida é uma condição séria, pois pode levar a complicações graves, como acidente vascular cerebral (AVC) ou ataque isquêmico transitório (AIT). Isso acontece porque o cérebro precisa de um suprimento constante de oxigênio e nutrientes para funcionar corretamente. Mesmo uma pequena interrupção no fornecimento de sangue ou oxigênio pode causar problemas graves, pois as células do cérebro começam a morrer após alguns minutos sem esses elementos. Se o estreitamento das artérias carótidas se tornar suficientemente grave para bloquear o fluxo sanguíneo ou se um pedaço da placa quebrar e se deslocar para um ramo arterial distal, pode ocorrer um AVC ou um AIT. A endarterectomia de carótida é um procedimento cirúrgico que visa remover essas placas e restaurar o fluxo normal de sangue para o cérebro.
A calcificação das artérias é um processo que ocorre devido à aterosclerose, uma doença inflamatória crônica que se desenvolve lentamente ao longo do tempo. A aterosclerose resulta na formação de placas ateroscleróticas nas artérias, que são compostas por cálcio, gordura e tecido morto. Quando essas placas se abrem, o conteúdo pode entrar em contato com o sangue e formar uma trombose, bloqueando o fluxo sanguíneo e causando uma isquemia, ou falta de oxigenação, em uma parte do corpo. A calcificação das artérias pode ocorrer em qualquer artéria do corpo e os sintomas dependem da localização da obstrução. Por exemplo, se a obstrução ocorre nas artérias cervicais que levam sangue ao cérebro, pode haver sintomas como derrame ou AVC. Se a obstrução ocorre nas artérias renais, pode haver hipertensão arterial. Se a obstrução ocorre nas artérias de membros inferiores, pode haver dor ou claudicação intermitente. O tratamento da calcificação das artérias pode incluir medicações e procedimentos cirúrgicos, como a angioplastia ou a endarterectomia, dependendo da gravidade da obstrução.
Cálcio nas artérias podem fechar as artérias. O Dr. Alexandre Amato, cirurgião vascular do Amato Duo (www.amato.com.br) explica a inflamação da doença que fecha as artérias e dá má circulação.
Sintomas da doença carotídea:
A doença carótidea aterosclerótica pode não causar sintomas quando diagnosticada. Ela geralmente é detectada através de exames de imagem durante um check up. Em pacientes assintomáticos, o acúmulo de placas nas artérias carótidas não bloqueia o fluxo sanguíneo o suficiente para causar um acidente vascular cerebral ou um ataque isquêmico transitório, que são as principais manifestações da doença.
Indicação da endarterectomia carotídea
A endarterectomia é uma cirurgia que é indicada para pacientes com alto risco de acidente vascular cerebral (AVC) ou ataque isquêmico transitório (AIT), mesmo com o tratamento clínico otimizado, que inclui medicações para o colesterol, antiagregantes plaquetários, medicações para controlar a pressão arterial, cessação do tabagismo e prática de exercício físico. Ela tem como objetivo prevenir a ocorrência ou recorrência de um AVC ou AIT. Embora existam diversas indicações para a endarterectomia, aquelas que são menos controversas na literatura médica são:
Pacientes com placas com grau de obstrução inferior a 50% não devem ser tratados com procedimentos cirúrgicos nem com cateter (angioplastia com stent). Devem permanecer no tratamento clínico otimizado e ser acompanhados clinicamente.
Pacientes sintomáticos que tiveram AVC ou AIT nos últimos 6 meses e que possuem grau de obstrução maior que 70% da luz da artéria têm um risco maior de recorrência de AVC e AIT e podem se beneficiar do procedimento.
O grau de estenose deve ser confirmado por pelo menos dois métodos diagnósticos não invasivos (Ultrasom doppler, angiotomografia, angio ressonância magnética). Uma vez confirmado o grau de obstrução, esses pacientes se beneficiam da redução de risco da realização da endarterectomia com pouca controvérsia na literatura médica sobre esse grupo de pacientes.
Os pacientes que são considerados de alto risco para AVC e que se beneficiariam da endarterectomia de carótida devem ser avaliados de forma individualizada, considerando várias variáveis, como o grau de obstrução da placa (preferencialmente maior que 70%), as características da placa que aumentam o risco de AVC (como úlceras, hemorragia e composição), a presença de lesões assintomáticas no cérebro do mesmo lado da doença carotídea, o uso adequado e regular do tratamento clínico, a preferência do paciente após esclarecimentos, a idade, o gênero, a expectativa de vida e o estado neurológico antes do procedimento.
A endarterectomia é um procedimento cirúrgico que tem como objetivo diminuir significativamente o risco de ocorrência ou recorrência de um AVC em comparação ao tratamento clínico. No entanto, é importante que o procedimento seja realizado em hospitais e por equipes com baixas taxas de complicações, pois as complicações graves, como AVC, morte ou infarto do miocárdio, devem ser evitadas. Na literatura médica, as taxas de complicações graves para pacientes sintomáticos são inferiores a 6%, enquanto para pacientes assintomáticos são inferiores a 3%.
O sucesso do procedimento depende da experiência do médico, da seleção adequada de pacientes para o procedimento e da adesão dos hospitais a procedimentos de segurança no pré e no pós-operatório. Vale lembrar que a endarterectomia não tem como objetivo recuperar déficits neurológicos causados por um AVC anterior.
Antes de decidir pelo procedimento, é importante que o paciente discuta com o médico as diferentes opções de tratamento da obstrução carotídea, incluindo angioplastia com stent ou tratamento clínico, bem como os prós e contras de cada opção. O paciente deve ser informado para poder tomar uma decisão consciente em conjunto com o médico.
Quais são os riscos de uma endarterectomia de carótida?
A endarterectomia de carótida é um procedimento cirúrgico que tem como objetivo remover a placa de gordura que obstrui a artéria carótida, diminuindo o risco de AVC (derrame). No entanto, como qualquer procedimento cirúrgico, a endarterectomia de carótida pode ter complicações. Alguns dos riscos possíveis incluem:
AVC: O AVC é uma das principais complicações da endarterectomia de carótida, mas é raro. A incidência de AVC no pós-operatório é de cerca de 1% a 3% nos pacientes assintomáticos e de cerca de 4% a 6% nos pacientes sintomáticos.
Hemorragia: Ocorre quando há sangramento durante ou após o procedimento.
Lesão nervosa: Pode ocorrer lesão do nervo laringeo recorrente, resultando em alteração da voz ou dificuldade para engolir.
Infecção: Pode ocorrer infecção no local da incisão ou em outra parte do corpo.
Trombose: Pode ocorrer formação de coágulos de sangue no local da cirurgia ou em outra parte do corpo.
Morte: Embora seja raro, a morte pode ocorrer durante ou após o procedimento.
É importante que o paciente discuta os riscos e benefícios da endarterectomia de carótida com o médico antes de tomar uma decisão. O médico também deve avaliar o risco de complicações de acordo com as condições de saúde do paciente.
Como faço antes do procedimento de endarterectomia de carótida?
Antes de realizar uma endarterectomia de carótida, é importante que o paciente siga as instruções do médico e se prepare adequadamente para o procedimento. Algumas dicas incluem:
Discuta com o médico todas as opções de tratamento e entenda os riscos e benefícios de cada uma delas.
Consentimento informad: Certifique-se de que entende todos os aspectos do procedimento e que todas as suas dúvidas e preocupações tenham sido abordadas.
Siga as instruções de pré-operatório do médico, como não comer ou beber nada após a meia-noite anterior à cirurgia e tomar ou não tomar determinados medicamentos.
Faça uma lista de todos os medicamentos que está tomando e leve-a com você no dia da cirurgia.
Arrume alguém para levá-lo e buscá-lo no hospital e para ficar com você por alguns dias após a cirurgia.
Não use maquiagem, cremes, perfume ou outros produtos de beleza no dia da cirurgia.
Remova todos os objetos pessoais, como anéis e relógios, antes da cirurgia.
Se você for fumante, tente parar de fumar ou pelo menos reduzir o número de cigarros fumados antes da cirurgia. O tabagismo aumenta o risco de complicações pós-operatórias.
Siga as instruções do médico quanto aos exercícios de respiração e de movimentação da mandíbula e do pescoço antes da cirurgia. Isso pode ajudar a prevenir complicações pós-operatórias.
Informe o seu médico se você é sensível ou é alérgico a quaisquer medicamentos, látex, contraste, anestesia etc.
Informe ao seu médico se você tiver distúrbios que causem hemorragias ou se estiver tomando quaisquer medicamentos anticoagulantes ou que afinem o sangue.
- Se você está grávida ou acha que pode estar grávida, informe ao seu médico.
A endarterectomia de carotídea
É a retirada da placa aterosclerótida da carótida através de cirurgia aberta. É indicada quando há estenose ou estreitamento da artéria que leva sangue para o cérebro. O tratamento visa evitar o derrame. Existem várias técnicas, e todas tem o objetivo de desobstruir a artéria que leva sangue ao cérebro e impedir sua oclusão. É uma cirurgia preventiva, ou seja, tem o intuito de prevenir o derrame.
Carótida
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Entrevista no programa Gente que Fala com Dr Alexandre Amato (www.amato.com.br) sobre estenose carotida, como prevenir e quais os tratamentos existente. —




