Causas de metrorragia. Sangramento do útero.

metrorragia - Fibroma uterino
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Você já ouviu falar sobre metrorragia? Essa condição é caracterizada pela perda de sangue pelo útero durante o ciclo menstrual, fora do período de gravidez, e pode ser causada por diversos fatores, como desequilíbrios hormonais, inflamação do tecido uterino, problemas de coagulação, entre outros. Dependendo da quantidade de sangue perdida e da frequência dos episódios, a metrorragia pode ser leve ou grave e afetar a qualidade de vida das mulheres. É importante consultar um médico se você tiver perda de sangue menstrual anormal ou se tiver sintomas de desconforto ou dor. O tratamento da metrorragia varia de acordo com a causa, podendo incluir mudanças no estilo de vida ou tratamentos hormonais. Neste artigo, vamos falar sobre uma opção de tratamento inovadora para a metrorragia: a embolização. Descubra como essa técnica pode ajudar no controle do sangramento uterino irregular e melhorar a qualidade de vida das mulheres.

Sumário

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Neste vídeo, a Dra. Juliana Amato discute as causas dos sangramentos vaginais em mulheres e quando é necessário se preocupar com eles. Ela enfatiza a importância de entender o padrão de sangramento normal de cada mulher e de investigar sangramentos que ocorrem fora do período menstrual. Ela também discute as possíveis causas de sangramento em mulheres jovens, mulheres usando anticoncepcionais, mulheres na menopausa, mulheres com DIU e mulheres que fizeram uma histerectomia. A Dra. Juliana Amato enfatiza a importância de conversar com um ginecologista para avaliar sangramentos vaginais anormais, pois isso pode ajudar a diagnosticar e tratar problemas de saúde precocemente.

Olá! Meu nome é Juliana Amato e hoje a gente vai conversar sobre um tema bem interessante. É uma pergunta que muitas mulheres me perguntam mesmo no consultório aqui ou no canal, que é todo o sangramento, ele é câncer? Os sangramentos vaginais, eles podem ter várias causas. A gente sabe que quando a gente está menstruando normalmente nos ciclos menstruais, existem alguns padrões diferentes de sangramento. Tem mulher que vai ter sangramento, um sangramento mais fluído ou sangramento mais vermelho, de duração de 7 a 8 dias, intenso. Têm mulheres que vai ter essa menstruação nos 2 ou 3 primeiros dias, com sangramento mais intenso. E depois esse sangramento ameniza e vai ficando mais escurecido. E tem mulheres que a sua menstruação dura aproximadamente três ou quatro dias, com sangramento de média quantidade e esse sangramento para. Isso está errado, não está errado? Esse é o padrão de cada mulher. A gente tem que individualizar a mulher como um corpo, como organismo, como uma mulher única. Então, cada mulher tem um padrão de sangramento e quando eu tenho que me preocupar? Eu tenho que me preocupar, quando este sangramento, ele não ocorre dentro do período menstrual. Ou seja, você acabou de menstruar, deu ali uma semana. Você começa a ter um sangramento vaginal, não é da menstruação. Então a gente tem que investigar porque que esse sangramento está acontecendo. Muitas vezes, pode ter alguma alteração de colo de útero aonde esse colo ele está mais frágil, ele está mais fino e ocorre esse sangramento. Aí é um sangramento mais escurecido, ele tende a ser pontual. Mas existem sangramentos, que são mais intensos. E o que a gente tem que perceber aqui? A gente tem que levar em conta a fase da vida da mulher, se ela for uma mulher jovem, com esse tipo de sangramento, a gente tem que investigar algumas causas bem específicas, como alterações hormonais, como o uso inadequado de anticoncepcional, e aqui eu venho dizer que muitas mulheres tomam anticoncepcional e falam “Ah, eu tomo anticoncepcional, mas eu menstruou. E por que eu menstruo se eu estou tomando o comprimido?” Então, você tem que avaliar muito bem se você está tomando esse comprimido corretamente. Se você toma o comprimido todo dia, sempre no mesmo horário, não é para ter sangramento. E se tiver, você tem que avaliar e ir ao médico e ele avaliar se essa quantidade de hormônio ou se este hormônio escolhido para você tomar é o ideal, é o adequado para você, para o seu corpo. Mas tem mulheres que tomam anticoncepcional de manhã no outro dia, elas esquecem, tomam 3 horas depois. Aí no outro dia toma a tarde, esquece que um dia, toma no outro ou toma dois de uma vez. Aí essa mulher vai ter sangramento, sim, porque ela está tomando esse hormônio totalmente errado. Então ela está dando um estímulo para o corpo dela, que o corpo vai entrar numa bagunça que vai sangrar. Não tem jeito! Mulheres que têm DIU hormonal e que estão sangrando, a gente sabe que o DIU hormonal, ele vem com uma proposta de amenorreia, ou seja, que essa mulher não ia mais menstruar. Porém, a gente sabe que não é bem assim e está em bula até desse DIU, que cerca de 15% dessas mulheres, elas vão manter um sangramento e esse sangramento pode acontecer duas, três vezes no ano. Tem mulheres que naquele período que era para menstruar, mesmo usando o DIU, tem um pequeno sangramento de um dia. Então, usuários de DIU também podem ter um sangramento, e não necessariamente esse sangramento ser um problema. E mulheres que estão na menopausa, ela pode ter sangramento? Pode! Aí a gente tem que avaliar muito bem se ela está fazendo o uso de terapia de reposição hormonal. Ou se não está fazendo uso dessas medicações. Mulheres que não têm útero, ou seja, já foram histerectomizadas, já fizeram uma cirurgia de retirada de útero. Elas usam uma reposição hormonal que é baseada somente em um tipo de hormônio, que é o estrogênio. Já as mulheres que possuem útero funcionante, o que elas precisam fazer é uma reposição hormonal que ela use tanto estrogênio quanto a progesterona. Só que em muitas mulheres, elas usam o estrogênio, e esquecem de usar progesterona, porque você pode usar um estrogênio transdérmico em forma de gel ou adesivo. Só que o comprimidos de progesterona você tem que tomar. E essas mulheres podem ter o sangramento se não usarem a progesterona associada. Por que? Porque o estrogênio vai proliferar o endométrio, que é aquela camadinha do útero que cresce todo mês dentro do nosso útero e a descamação e a nossa menstruação. Se ela está na menopausa e está usando estrogênio, ela está estimulando a produção daquele endométrio que ela não forma mais, e está tendo sangramento, porque esse endométrio está crescendo muito. Aqui existe um perigo, então mulheres com o útero elas tem que usar o estrogênio e tem que usar progesterona, porque a função da progesterona é proteger esse útero, dessa proliferação de endométrio e desse sangramento. Meu médico passou desse jeito e eu estou usando desse jeito. Converse com seu médico novamente, faça o exame, converse e avalie, porque é muito importante que a mulher nessa fase não tenha sangramentos, principalmente porque é acima dos 60 anos e mulheres menopausadas, elas têm um aumento na incidência de câncer de endométrio. Esse tipo de câncer é um câncer mais agressivo e de tratamento mais prolongado. Além disso, sangramentos vaginais podem estar associado a algumas síndromes na mulher, como síndrome de Lynch, que é uma síndrome hereditária, muito associada com câncer de endométrio, câncer de mama, câncer de fígado. Mas aqui já é uma patologia um pouquinho mais específica e rara. Então, a dica que eu deixo nesse vídeo é se você está tendo um sangramento e esse sangramento foge um pouquinho das características normais ou se você tem dúvidas sobre este sintoma, vá ao ginecologista, converse com ele e faça uma avaliação. Porque quanto mais precoce for o diagnóstico de uma doença, melhor é o seu prognóstico. Ou seja, melhor é o tratamento, melhor é a chance de cura. E se você gostou do nosso vídeo, inscreva-se no nosso canal, dê o seu like e ative o sininho de notificação!

Sangramento por mioma tem tratamento?


Existe tratamento para sangramento uterino irregular: a embolização.

Metrorragia é a perda de sangue pelo útero durante o ciclo menstrual, fora do período de gravidez. Isso pode ocorrer por várias razões, incluindo desequilíbrios hormonais, inflamação do tecido uterino, problemas de coagulação, uso de medicamentos contraceptivos, entre outros. A metrorragia pode ser leve ou grave, dependendo da quantidade de sangue perdida e da frequência dos episódios. Em alguns casos, a metrorragia pode ser um sintoma de outra condição médica mais grave, como câncer uterino ou doença inflamatória pélvica. É importante consultar um médico se você tiver perda de sangue menstrual anormal ou se tiver sintomas de desconforto ou dor. O médico pode realizar exames para determinar a causa da metrorragia e escolher o tratamento adequado.

Sangramento uterino irregular que pode variar de gotas até hemorragias:

Causas de metrorragia:

  • Adenose vaginal – aumento do tecido glandular na parede da vagina.
  • Câncer ginecológico – tipo de câncer que ocorre nos órgãos reprodutivos femininos, como o útero, os ovários, o colo do útero e a vagina.
  • Cervicite – inflamação da cervix, que é a parte inferior do útero que se estende para o canal vaginal.
  • Endometriose – condição em que o tecido do revestimento do útero (endométrio) cresce fora do útero.
  • Endometrite – inflamação do tecido que reveste o útero (endométrio).
  • Hemorragia uterina disfuncional – perda de sangue pelo útero que ocorre de forma irregular, fora do período menstrual, e que não é causada por problemas estruturais ou outras condições médicas. Ela geralmente é resultado de desequilíbrios hormonais e pode afetar a qualidade de vida das mulheres.
  • Leiomioma uterino – também conhecido como mioma, é um tumor benigno formado por tecido muscular liso que cresce na parede do útero. Ele é um dos tipos mais comuns de tumores ginecológicos e geralmente não causa sintomas, mas pode causar sangramento menstrual anormal, dor abdominal e dificuldade para engravidar.
  • Pólipos endometriais – protuberâncias benignas que crescem na camada interna do revestimento do útero (endométrio). Eles podem ser simples ou complexos e podem ser detectados através de exames de rotina, como o exame de preventivo ginecológico. Os pólipos podem causar sintomas como sangramento menstrual anormal, cólicas e dor durante a relação sexual.
  • Drogas
    • Anticoagulantes – são medicamentos que ajudam a evitar a formação de coágulos sanguíneos. Eles são usados para prevenir ou tratar coágulos sanguíneos indesejáveis, como trombos e embolias, que podem ser perigosos para a saúde. Existem vários tipos de anticoagulantes, incluindo varfarina, heparina e novos anticoagulantes orais. Eles são usados em diferentes situações, como prevenção de coágulos em pessoas com fator de risco, tratamento de coágulos existentes e prevenção de coágulos durante ou após cirurgias. É importante seguir as orientações do médico e tomar os medicamentos corretamente para evitar efeitos colaterais indesejáveis.

Os principais sinais e sintomas da metrorragia são:

  • Perda de sangue pelo vagina fora do período menstrual, que pode ter diferentes características, como duração, quantidade e aspecto, diferentes do sangramento fisiológico normal;
  • Dor no baixo abdômen;
  • Febre;
  • Crescimento do abdômen;
  • Sinais de disfunções hormonais, como alterações no ciclo menstrual;
  • Anemia, que pode ser indicada por sinais clínicos e laboratoriais, se o sangramento for intenso e duradouro.

Como fazer o diagnóstico de metrorragia?

Para diagnosticar a metrorragia, o ginecologista geralmente realiza um exame físico e pode fazer perguntas sobre a intensidade e frequência da perda de sangue e o estilo de vida da pessoa. O médico também pode realizar exames complementares, como uma ultrassonografia para examinar a morfologia dos órgãos reprodutivos, exames de sangue e urina, e uma biópsia do endométrio para detectar possíveis anomalias ou alterações hormonais.

Como é o tratamento da metrorragia?

O tratamento da metrorragia é baseado na causa que está na sua origem. Em alguns casos, mudanças no estilo de vida podem ser suficientes para controlar a perda de sangue, enquanto em outros pode ser necessário fazer tratamentos hormonais. Se a metrorragia for causada por uma doença, o ginecologista pode encaminhar a pessoa para outro especialista, como um endocrinologista, para tratamento específico. O tratamento será definido pelo médico responsável de acordo com cada caso.

O que é metrorragia

Metrorragia é o sangramento uterino que ocorre fora do ciclo menstrual regular. Diferente da menorragia (sangramento menstrual excessivo, mas dentro do período esperado), a metrorragia aparece em momentos inesperados — entre os ciclos, de forma prolongada ou sem padrão definido. Pode variar de pequena perda intermenstrual até hemorragia volumosa que exige atendimento de urgência.

Quando avaliamos uma paciente no consultório vascular e ela relata metrorragia, a investigação começa obrigatoriamente pelo ginecologista — porque a maioria das causas é ginecológica ou hormonal. Mas, como cirurgião vascular, não posso deixar de considerar uma causa específica que frequentemente é ignorada: as varizes pélvicas. Esse é o ângulo que esse artigo vai aprofundar.

Causas mais comuns (ginecológicas, hormonais)

As causas de metrorragia são, na grande maioria, não vasculares. Vale enumerá-las antes de abordar a minha especialidade:

  • Miomas uterinos: são a causa mais frequente em mulheres em idade reprodutiva. Conforme crescem e se localizam perto do endométrio, podem provocar sangramento entre ciclos.
  • Pólipos endometriais: lesões benignas da mucosa uterina que causam sangramento irregular, frequentemente leve mas recorrente.
  • Adenomiose: infiltração do tecido endometrial na parede muscular do útero, associada a dor pélvica e sangramento aumentado.
  • Alterações hormonais: disfunções da tireoide, síndrome dos ovários policísticos, uso irregular de anticoncepcional ou terapia hormonal, perimenopausa.
  • Gestação complicada: aborto, gravidez ectópica, doenças trofoblásticas — sempre considerar em mulher em idade fértil.
  • Infecções pélvicas: endometrite, DIP (doença inflamatória pélvica), cervicite por IST.
  • Causas malignas: câncer de endométrio, colo uterino, ovário — mais raras, mas sempre devem ser excluídas, especialmente em pacientes pós-menopausa.
  • Distúrbios de coagulação: trombocitopenia, doença de von Willebrand, uso de anticoagulantes.
  • DIU: o dispositivo intrauterino pode causar sangramento intermenstrual, especialmente nos primeiros meses.

A investigação inicial é do ginecologista, com exame físico, ultrassom transvaginal, histeroscopia quando indicada, e rastreamento de causa sistêmica (hormônios, coagulação).

Varizes pélvicas como causa de sangramento uterino anormal — a perspectiva vascular

Aqui chegamos ao ponto que poucos textos sobre metrorragia abordam. As varizes pélvicas são dilatações das veias ovarianas e do plexo venoso pélvico, frequentemente subdiagnosticadas. Elas causam dor pélvica crônica, sensação de peso na pelve e, em algumas mulheres, contribuem para sangramento uterino anormal.

O mecanismo é multifatorial:

  • Congestão venosa do útero: a dilatação das veias perimetriais e do plexo uterino aumenta a pressão sobre o endométrio, o que pode alterar a vascularização e favorecer sangramentos irregulares.
  • Coexistência com miomas e adenomiose: varizes pélvicas e miomas frequentemente aparecem juntos na mesma paciente. A congestão venosa pode piorar o sangramento já causado pelo mioma.
  • Alteração do padrão menstrual: algumas mulheres com varizes pélvicas relatam ciclos mais longos, sangramento prolongado no final da menstruação ou pequenas perdas intermenstruais.
  • Associação com varizes vulvares e de membros inferiores: quando a paciente apresenta varizes em coxas, vulva ou região glútea durante a gravidez e que não regridem, é forte pista para varizes pélvicas subjacentes.

Isso não significa que toda metrorragia venha de varizes pélvicas — ao contrário, a maioria ainda é ginecológica. Mas em mulheres com dor pélvica crônica + sangramento uterino anormal + varizes em outros territórios, a investigação vascular passa a ser essencial.

Síndrome de congestão pélvica e metrorragia

A Síndrome de Congestão Pélvica (SCP) é o quadro clínico gerado pelo refluxo crônico nas veias ovarianas e pélvicas. É uma das causas negligenciadas de dor pélvica crônica em mulheres em idade reprodutiva — e tem relação direta com metrorragia em um subgrupo de pacientes.

Os sintomas clássicos:

  • Dor pélvica surda, bilateral ou lateral, que piora ao longo do dia e ao ficar em pé por longos períodos.
  • Piora no período pré-menstrual.
  • Dor durante ou após a relação sexual (dispareunia de profundidade).
  • Sensação de peso pélvico ou “pressão” na região.
  • Varizes vulvares, de coxa medial e glúteas.
  • Alteração do padrão menstrual — incluindo, em parte das pacientes, sangramento intermenstrual ou hipermenorreia.

A SCP está mais presente em multíparas (múltiplas gestações) e em mulheres com refluxo venoso documentado nas veias ovarianas por ultrassom ou venografia. O mecanismo envolvendo metrorragia provavelmente passa por congestão crônica do plexo venoso uterino e alteração da microcirculação endometrial.

Se você tem dor pélvica crônica associada a varizes em outros locais e metrorragia, a investigação conjunta entre ginecologista e cirurgião vascular pode mudar o tratamento. Para entender a relação entre saúde reprodutiva e varizes pélvicas, vale a leitura no portal especializado.

Quando procurar um cirurgião vascular

A maioria das mulheres com metrorragia será bem tratada pelo ginecologista. A consulta vascular faz sentido em cenários específicos:

  • Metrorragia associada a dor pélvica crônica de padrão compatível com SCP (piora postural, piora pré-menstrual, dispareunia).
  • Varizes vulvares ou de coxa medial que não regridem no pós-parto ou recorrem a cada gestação.
  • Sangramento uterino recorrente sem causa ginecológica clara após investigação completa (ultrassom, histeroscopia, biópsia endometrial normais).
  • Queixas simultâneas de inchaço e varizes em múltiplos territórios, como a paciente com síndrome das mãos inchadas coexistindo com sintomas pélvicos.
  • Planejamento de embolização de veias ovarianas (tratamento endovascular da SCP), que exige avaliação vascular prévia.

Diagnóstico e tratamento vascular

Quando a suspeita de causa vascular se confirma, seguimos um protocolo:

  • Ultrassom Doppler transvaginal e transabdominal: primeira linha, avalia refluxo em veias ovarianas, diâmetro do plexo venoso pélvico e presença de varizes parametriais.
  • Ressonância magnética com fase venosa: excelente para mapear extensão das varizes pélvicas e planejar tratamento.
  • Venografia seletiva: é ao mesmo tempo diagnóstica e terapêutica — durante o procedimento, o cirurgião vascular pode realizar a embolização das veias ovarianas refluentes.

O tratamento varia conforme a gravidade:

  • Tratamento clínico: venotônicos, anti-inflamatórios em surtos, meia de compressão pélvica nos casos iniciais, controle de fatores agravantes.
  • Embolização das veias ovarianas: procedimento minimamente invasivo, com cateter introduzido em veia femoral ou jugular, oclui as veias refluentes com molas (coils) ou escleroterapia. Resolve a dor e, em muitas pacientes, normaliza o padrão menstrual.
  • Cirurgia aberta: raramente indicada, reservada para casos específicos.

A embolização é hoje o padrão-ouro para SCP com refluxo confirmado. Os resultados incluem melhora de 70–90% da dor pélvica em seguimento de longo prazo, com redução de sangramento uterino anormal em boa parte das pacientes com metrorragia associada.

Perguntas frequentes sobre metrorragia

1. Metrorragia e menorragia são a mesma coisa?
Não. Menorragia é sangramento menstrual excessivo, mas que ocorre no período esperado da menstruação. Metrorragia é sangramento uterino fora do ciclo — entre menstruações, sem padrão ou prolongado. Quando os dois coexistem, chama-se menometrorragia.

2. Varizes pélvicas sempre causam metrorragia?
Não. Muitas mulheres com varizes pélvicas não têm sangramento uterino anormal — apenas dor pélvica crônica. Quando há metrorragia, ela costuma ser um achado combinado com outras causas (miomas, adenomiose, alterações hormonais) que se somam à congestão venosa.

3. Quando o sangramento intermenstrual é preocupante?
Sempre vale investigar, mas o alerta maior é em: mulheres após a menopausa (qualquer sangramento justifica avaliação); sangramentos volumosos com sinais de anemia (cansaço, palidez, tontura); sangramento associado a dor pélvica intensa; persistência por mais de 2 a 3 ciclos sem causa clara.

4. A embolização das veias ovarianas afeta a fertilidade?
Até onde a literatura mostra, não há aumento significativo de risco de infertilidade após embolização bem indicada. O procedimento é feito em veias, não em artérias, e não compromete o suprimento arterial dos ovários. Ainda assim, o planejamento é individualizado em mulheres com desejo de engravidar.

5. Tenho varizes vulvares e metrorragia — é a mesma causa?
Pode ser. Varizes vulvares são um sinal clínico importante de refluxo no plexo pélvico, e quando coexistem com metrorragia sem causa ginecológica evidente, a investigação vascular completa (ultrassom Doppler pélvico, ressonância com fase venosa) é prudente. Em parte dessas pacientes, o tratamento do refluxo venoso resolve ou reduz o sangramento.

Continue a leitura

  • Varizes pélvicas — causa vascular frequente de dor pélvica crônica e, em algumas pacientes, de sangramento uterino anormal.
  • Síndrome das mãos inchadas — outro quadro de congestão venosa que pode coexistir com SCP.
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