Pé diabético

Imagem de Pé Diabético: fotografia de pés no ar. Esta imagem ilustra os efeitos do diabetes nos pés, mostrando a falta de sensibilidade e a formação de feridas que podem levar à amputação. É importante cuidar da saúde dos pés para prevenir complicações graves.
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O pé diabético é uma complicação grave e comum da diabetes mellitus, que pode levar à amputação e outras consequências sérias. Com cerca de metade dos portadores de diabetes no Brasil desconhecendo sua condição, é essencial que haja uma maior conscientização sobre a importância do controle da diabetes e dos cuidados com os pés para prevenir a progressão do pé diabético. Neste artigo, discutimos dicas essenciais para prevenir e tratar o pé diabético, incluindo cuidados diários com os pés, opções de tratamento e a importância de procurar um especialista em vascularização para prevenção e tratamento precoce.

No vídeo, o cirurgião vascular Dr. Alexandre Amato destaca a importância de cuidar dos pés, especialmente para aqueles com pé diabético. Ele dá dicas para prevenir infecções, incluindo lavar e secar bem os pés, manter as unhas aparadas, usar meias viradas para fora da costura, usar sapatos apropriados e trocar frequentemente as meias e intercalar o uso de sapatos. Também enfatiza a importância de inspecionar os pés diariamente em busca de pequenas feridas, tomar cuidado com a temperatura da água e evitar andar descalço. Ao seguir essas dicas, é possível prevenir infecções e problemas maiores nos pés diabéticos.

Dicas essenciais para o pé diabético. Evite uma das maiores causas de amputação no Brasil.

O pé diabético é uma das maiores causas de amputação no Brasil e consequencia da diabetes mellitus
A você paciente, nossos cumprimentos. Se está lendo este pequeno texto, isto significa que está interessado na sua saúde. Para se aprofundar no assunto ou avaliar a sua situação, passe em consulta com um cirurgião vascular.
 
A Diabetes é uma das doenças mais comuns na atualidade, atingindo cerca de 9% da população mundial. No Brasil as pesquisas indicam prevalência de 5%, podendo chegar a mais de 20% após os 50 anos de idade, sendo um pouco mais comum em mulheres. Em 2012, a Federação Internacional da Diabetes estimou em nosso país 13,4 milhões de doentes. Além do impressionante número, chama a atenção o fato de cerca de metade dos doentes não saberem que são portadores do problema. Isso é muito grave. Esta população não está tomando a única atitude que poderia minimizar o impacto da doença, que é o seu controle.
 

Como o problema se instala?

 
A diabetes começa de forma silenciosa  e sem dar sinais. Com os anos, o descontrole metabolico se acumula no organismo e, eventualmente, o primeiro sintoma pode ser uma complicação grave. Os pés dos portadores de diabetes estão particularmente em risco. Em sua evolução, a dibetes leva a perda de sensibilidade dos pés, à diminuição da circulação do sangue, a perda da capacidade de cicatrização e de defesa contra infecção. Segundo a American Diabetes Foundation, um diabético tem entre 15 e 45 vezes mais chance de sofrer uma amputação e isto está muito ligado a dois pontos que são justamente uma infecção e a falta de circulação de sangue. A falta de sensibilidade facilita a ocorrência de lesões nos pés, gerando o que chamamos de porta de entrada para germes ou bactérias. Como a capacidade de defesa nos diabéticos é diminuida, esta infecção pode se alastrar mais rapidamente, e pior, sem gerar sintomas em um primeiro momento, atrasando o diagnóstico e o tratamento. A presença de diabetes mal controlada leva à deterioração das artérias das pernas após algum tempo, prejudicando a condução do sangue até os pés, com chance de gangrena e amputação. Dois terços dessa população tem problemas circulatórios nas pernas e/ou em outros locais como o coração, rins e olhos (retina).
 

Prevenção:

 
A melhor forma de prevenir complicações do pé diabético é o diagnóstico e controle precoce do diabetes associado aos cuidados com os pés. O diabético deve examinar seus pés todos os dias à procura de pequenos ferimentos, evitar unhas mal cuidadas, tratar micoses entre os dedos, hidratar a pele e observar alterações da aparência normal do pé. Se houver limitação da visão, algo infelizmente não raro entre os diabéticos, uma segunda pessoa deve auxiliar nesta tarefa. O consumo excessivo de alcool acelera a perda de sensibilidade e deve ser evitado. O uso de sapatos adequados que sejam largos, macios e confortáveis é imprescindível, assim como sua inspeção antes de calçar a procura de objetos em seu interior. O diabético deve evitar ao máximo andar descalço ou com os pés desprotegidos, assim como colocar os pés em qualquer tipo de banho de imersão em água aquecida.
 

Tratamento:

 
O tratamento do pé diabético vai depender da forma como este pé está afetado e o grau de comprometimento dos diversos tecidos que o compõe. No caso de haver falta de circulação e na presença de uma ferida, é possível que seja necessário o restabelecimento da circulação para poder ocorrer a cicatrização dessa lesão. Esse restabelecimento se da por meio de cirurgias convencionais e endovasculares que permitem ao sangue fluir melhor em regiões onde antes não conseguia chegar de forma adequada e suficiente. Se houver uma ferida, mas a circulação estiver preservada, eventualmente cuidados locais baseados em curativos pode ser a terapia de escolha. Sempre que houver infecção associada, o emprego de antibióticos é recomendado. Infecções leves e superficiais podem ser inicialmente tratadas de forma ambulatorial com acompanhamento dos curativos e medicações por via oral, entretanto, quando a infecção for mais acentuada ou profunda, normalmente é recomendada a internação para cuidados específicos que envolvem além dos curativos, muitas vezes cirurgias para limpeza local e antibióticos injetáveis com maior poder de alcançar área em risco. Infelizmente, uma parte não desprezível dos pacientes portadores de pés diabéticos com complicações circulatórias e infecciosas graves procura o médico apenas em uma fase muito avançada. Em situações extremas, onde a chance de salvar este é ou mesmo esta perna gravemente comprometida for muito pequena, e ao mesmo tempo gera um grande risco de morte ao paciente. Nestas situações limites pode ser necessária a amputação desta parte do corpo. Todos os esforços devem ser empregados a fim de que se evite estas situações limites, e a melhor forma de evitá-las é a prevenção e o tratamento precoce, mesmo das menores e mais “inocentes” lesões.
 

Dica

 
Se você julga que seu pé, ou de um familiar, esteja em risco e possa ter um problema circulatório, converse com seu vascular. Ele é o especialista que tem conhecimento sobre prevenção, as melhores técnicas de investigação e sobre o tratamento desta perigosa complicação e pode, em conjunto com o paciente, definir a melhor forma de controlar este problema.
 
 

O cirurgião vascular, Dr. Alexandre Amato, fala sobre os cuidados necessários para evitar infecções e feridas em pessoas com pé diabético. Ele explica que diariamente o paciente deve examinar os pés em busca de pequenas feridas e lesões, pois a diabetes pode causar uma perda de sensibilidade tátil. Além disso, ele orienta a manter os pés sempre limpos e secos, usar meias e sapatos apropriados, evitar andar descalço e usar sandálias de dedo, cuidar das unhas de forma a evitar machucados, e tomar cuidado ao entrar em banheiras para evitar queimaduras. O objetivo desses cuidados é prevenir amputações que são uma das grandes causas no mundo de amputação em pacientes com diabetes.

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