A úlcera venosa, também conhecida como úlcera varicosa, representa um estágio avançado da insuficiência venosa. Doença crônica é caracterizada pela abertura de uma ferida na parte inferior da perna, geralmente na região dos tornozelos, a condição acomete cerca de 1% da população brasileira. Contudo, a incidência da doença tende a aumentar conforme o avanço da idade, atingindo aproximadamente 4% dos idosos acima dos 65 anos.
Como surge a úlcera venosa?
Conforme pontuamos anteriormente, a úlcera venosa é uma doença crônica, causada pela má circulação sanguínea. Na prática, ela acontece por causa da dificuldade do retorno do sangue dos membros inferiores ao coração. Isso, por sua vez, faz com que haja um acúmulo de sangue nas veias, que podem causar inclusive o rompimento dos vasos sanguíneos.
No vídeo, o Dr. Alexandre Amato, um cirurgião vascular do Amato Duo, discute os cuidados necessários para úlceras venosas. Ele começa explicando que as úlceras são feridas de longa duração e que as venosas são as mais comuns. O paciente deve manter a úlcera limpa para evitar infecções, já que as úlceras podem estar infectadas e precisarem de tratamento com antibióticos, ou estar limpas mas ainda assim suscetíveis a infecções.
A limpeza pode ser feita em casa com uma seringa, preferencialmente de 20ml, e uma agulha de 20 por 12 para realizar o desbridamento mecânico usando soro sob alta pressão para remover tecidos mortos. Se essa abordagem não for prática, a limpeza também pode ser feita com um chuveiro, permitindo que a água corrente limpe a ferida. Caso algum sabonete neutro seja utilizado, é importante enxaguar completamente para remover qualquer resíduo.
Ele finaliza ressaltando a importância de tirar todas as dúvidas com o cirurgião vascular e incentiva os espectadores a apoiarem o conteúdo em suas redes sociais se acharem útil.




Com o rompimento, os componentes do sangue causam uma inflamação na pele, que pode culminar na abertura de feridas de difícil cicatrização. Com relação à ferida, ela pode ser indolor, pouco ou bastante dolorida, conforme o seu estágio. Contudo, pode aumentar de tamanho e profundidade caso não seja tratada rapidamente e apresentar outras complicações como apresentação de secreção purulenta, mau cheiro, inchaço, vermelhidão e calor local.
Principais sintomas
Em outra oportunidade, falamos aqui no blog sobre a Dermatite Ocre, condição também provocada pelo mau funcionamento das veias. De acordo com o que explicamos, a Dermatite Ocre é causada por varizes do estágio 4, ou seja, varizes avançadas.
Se fôssemos definir um estágio para a úlcera venosa, a doença seria então classificada como estágio 6, ou seja, gravíssima. Até mesmo porque ela é precedida pela Dermatite Ocre e os seus sintomas, que incluem:
- Inchaço e vermelhidão na parte inferior das pernas;
- Coceira;
- Descamação, rigidez e atrofia da pele;
- Rigidez muscular;
- Aparecimento de manchas amarronzadas ou arroxeadas no local;
- Surgimento de feridas com a presença ou não de pus.
No vídeo, o Dr. Alexandre Amato, um cirurgião vascular do Amato Duo, discute a dermatite ocre, uma complicação das varizes. Ele esclarece que a dermatite ocre resulta em manchas na perna provenientes de hipertensão venosa prolongada, geralmente ocorrendo na metade final da doença.
Estas manchas escuras, normalmente vistas abaixo do joelho e nos tornozelos, podem ser o único sintoma da doença e pode levar as pessoas a procurarem tratamento. No entanto, o Dr. Amato salienta que antes de tratar as manchas, é vital tratar a causa subjacente, a insuficiência venosa, para prevenir a piora ou o retorno das manchas. A causa pode ser uma veia saudável doente, insuficiência do sistema venoso profundo ou uma condição decorrente de tromboflebite.
Os tratamentos para as manchas da dermatite ocre podem variar desde medicação tópica, cremes, peelings até o uso de luz intensa pulsada ou laser para quebrar o pigmento. Depois de tratar a causa, uma melhora significativa no aparecimento das manchas pode ser observada, entretanto, para eliminar completamente as manchas é necessário um tratamento clínico adicional.
O médico encerra o vídeo incentivando os espectadores a curtirem, compartilharem e se inscreverem em seu canal para recebimento de futuras atualizações.
De acordo com a SBACVSP (Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular – Regional São Paulo), a úlcera varicosa não é uma doença fatal e, assim sendo, não causa riscos de morte ao paciente. Todavia, é uma condição que afeta consideravelmente a sua qualidade de vida, impedindo inclusive a realização de atividades rotineiras.
Tratamentos para úlcera venosa
A úlcera venosa tem cura, mas, por ser uma doença crônica e vascular, é uma condição recorrente se não tratar a origem do problema. O tratamento para o problema é feito por um angiologista, médico especializado que cuida de patologias relacionadas aos vasos sanguíneos e linfáticos.
O tratamento tem como finalidade melhorar a circulação sanguínea, aliviar a dor e o inchaço, promover a cicatrização da ferida aberta e evitar o surgimento de novas úlceras. Para que isso seja possível, o profissional pode recomendar os seguintes procedimentos:
Terapia compressiva
Tratamento não invasivo, consiste no uso de meias de compressão para estimular a circulação local, diminuindo o inchaço, a dor e os riscos de a ferida infeccionar. Graças à melhora circulatória, a terapia compressiva também evita o surgimento de novas úlceras.
No vídeo, o Dr. Alexandre Amato, um cirurgião vascular do Amato Duo, aborda o uso de meias elásticas, que podem ser prescritas por diversas razões, tais como prevenção de inchaço, tratamento de inchaço, profilaxia de trombose venosa, e tratamento de insuficiência venosa.
A primeira forma que ele descreve é o uso profilático. Este tipo de uso é destinado a prevenir o inchaço, trombose venosa, e a progressão da insuficiência venosa. Essas meias geralmente têm compressões menores, e seu uso pode variar dependendo da avaliação do especialista.
O uso terapêutico das meias, por sua vez, envolve o tratamento de uma condição existente. Exigindo compressões mais fortes, este uso é mais rigoroso e a meia deve ser usada continuamente ao longo do dia para tratamento eficaz. Se houver dificuldade no uso, é aconselhável trazer a questão ao médico.
Outro uso discutido é o intra e pós-operatório que visa prevenir a trombose venosa. Durante a cirurgia, as meias ajudam no retorno venoso. Na fase pós-operatória, as meias podem ajudar a reduzir o risco de trombose após um procedimento.
Em todos os casos, o uso das meias deve ser confortável e qualquer problema que surja deve ser trazido à atenção do médico. O vídeo termina com um convite aos espectadores para se inscreverem no canal.
Limpeza da úlcera venosa
Além da terapia compressiva, a limpeza do ferimento também faz parte do tratamento. É preciso remover o tecido morto da úlcera varicosa com o auxílio de substâncias específicas para esse fim. Geralmente esse procedimento é feito com a aplicação de soro fisiológico no local para limpar e desinfetar a pele.
Posteriormente, são aplicadas substâncias como hidrogel ou alginato de cálcio, que promovem uma cobertura capaz de cicatrizar feridas superficiais ou profundas, infeccionadas ou não e com ou sem necrose. Após a aplicação dos medicamentos, a ferida é protegida por um curativo.
No vídeo, o Dr. Alexandre Amato, cirurgião vascular do Amato Duo, fala sobre úlceras venosas. Ele aborda os seguintes tópicos:
1. Explica que úlceras venosas são feridas desencadeadas por insuficiência venosa crônica, refluxo nas safenas ou problemas no sistema venoso profundo.
2. Descreve as características das úlceras venosas, que geralmente aparecem na parte interna da perna, têm bordas irregulares e podem variar em tamanho. Elas normalmente não causam muita dor, a menos que haja infecção ou problemas arteriais associados.
3. Salienta que o tratamento das úlceras venosas envolve tratar a causa subjacente da insuficiência venosa ou refluxo, que deve ser realizado por um cirurgião vascular.
4. Explica a importância dos cuidados locais, incluindo o desbridamento, que é a remoção de tecido morto, fibrina e áreas necróticas para permitir que a úlcera cicatrize.
5. Discute a diferença entre uma ferida infectada e uma ferida colonizada, enfatizando a necessidade de antibióticos sistêmicos para infecções.
6. Fala sobre os diferentes tipos de desbridamento, incluindo o desbridamento cirúrgico, químico e mecânico.
7. Destaca a importância da higiene na limpeza das úlceras venosas e menciona que manter a perna elevada pode melhorar o retorno venoso.
8. Adverte contra o uso excessivo de antissépticos, pois podem prejudicar a cicatrização, e recomenda que o uso de antibióticos seja prescrito pelo médico.
9. Explica como fazer curativos de forma a evitar que a gaze grude na úlcera e destaca a importância de não colocar adesivos diretamente na pele danificada.
10. Menciona a possibilidade de usar meias elásticas conforme indicado pelo cirurgião vascular e incentiva os espectadores a se inscreverem no canal e compartilharem o vídeo.
O vídeo fornece informações detalhadas sobre o tratamento e os cuidados com úlceras venosas, destacando a importância de uma abordagem médica adequada e cuidados locais apropriados.
Elevação das pernas
Deitar-se com as pernas elevadas a um nível superior ao do corpo também é uma das formas de tratamento para a úlcera varicosa. Prático, simples e funcional, ele consiste em apoiar as pernas sobre travesseiros ou almofadas, para facilitar o retorno do sangue das pernas para o coração.
No vídeo, o Dr. Alexandre Amato, cirurgião vascular do Amato Duo, explica a posição de Trendelenburg, uma técnica simples que pode ser útil para pessoas com insuficiência venosa ou linfática. A posição envolve a elevação dos membros inferiores acima do nível do coração para facilitar o retorno venoso e arterial, favorecido pela força da gravidade.
Ele indica que a posição de Trendelenburg pode ser especialmente útil para pacientes que sofrem de inchaço nas pernas no final do dia. Ao dormir com as pernas elevadas, a pessoa pode acordar com as pernas sem inchaço.
Dr. Amato enfatiza a importância de levantar toda a perna de maneira uniforme, ao invés de apenas colocar um travesseiro sob a panturrilha, pois isso pode realmente obstruir o retorno venoso e linfático. Ele sugere colocar um travesseiro ou um calço sob o colchão se usar uma cama padrão.
No entanto, Dr. Amato salienta que essas orientações devem ser seguidas conforme as indicações de um cirurgião vascular. A posição de Trendelenburg também é altamente recomendada no pós-operatório da cirurgia de varizes.
Finalmente, ele menciona que não é necessário usar meias elásticas à noite se a pessoa dormir na posição de Trendelenburg, pois ambas as técnicas têm funções semelhantes. Da mesma forma, a meia elástica é útil durante o dia quando a pessoa não pode permanecer na posição de Trendelenburg.
O vídeo conclui com o médico incentivando os espectadores a se inscreverem em seu canal e compartilharem o vídeo com os amigos.
Uso de medicamentos específicos para úlcera venosa
Em alguns casos, o angiologista poderá prescrever medicamentos orais para estimular a circulação sanguínea e ajudar no fechamento da ferida. Ainda, podem ser prescritos analgésicos para aliviar a dor.
Casos em que a cirurgia vascular é necessária
Em casos de úlceras venosas graves e recorrentes, o profissional de saúde pode recomendar tratamentos mais agressivos ou invasivos para sanar o problema e devolver a qualidade de vida ao paciente. Nesse caso, os mais indicados são:
- Cirurgia de varizes com laser;
- Escleroterapia;
- Flebectomia Ambulatorial.
Vale a pena destacar que os procedimentos buscam atuar na causa da úlcera venosa, ou seja, nas varizes. Por isso, eles diminuem em até 90% as chances de recidiva e promovem resultados mais rápidos dos que os tratamentos não invasivos.
Apesar de causarem receio em muitos pacientes, tratam-se de procedimentos simples, indolores e de fácil recuperação. Eles são realizados com o uso de anestesia local ou raquianestesia, que inibe a sensibilidade dos membros inferiores. O pós-cirúrgico é bem tranquilo e inclui repouso durante as primeiras 48 horas da cirurgia e práticas como caminhar para evitar trombose, limpeza das feridas cirúrgicas, alimentação leve e equilibrada.
Tratamento e cirurgia de úlcera venosa no Amato Duo
Conforme apresentamos ao longo deste artigo, a úlcera varicosa tem tratamento e até cura. Ela demanda acompanhamento multidisciplinar de saúde, como consultas regulares a especialidades como angiologia, cardiologia e cirurgia vascular.
Nesse sentido, o Amato Duo surge como grande aliado da sua saúde e bem-estar. Há quase 40 anos no mercado, a clínica reúne em um único lugar várias especialidades médicas para que você tenha um tratamento humanizado, assertivo e com excelentes resultados.
Além dos consultórios médicos, o Amato Duo conta ainda com centro cirúrgico próprio, equipado com equipamentos de altíssima tecnologia e especializado em procedimentos minimamente invasivos, em que o paciente recebe alta no mesmo dia.
No Hospital Dia, o paciente recebe todos os cuidados pós-cirúrgicos necessários durante um período não superior a 12 horas, em uma modalidade mais conhecida como internação parcial. Após esse período, ele recebe alta, mas continua sendo devidamente acompanhado pela equipe médica especializada.
Desconfiado que tem úlcera venosa ou não sabe mais o que fazer para tratar o problema? Entre em contato com o Amato Duo, marque a sua consulta e descubra os melhores tratamentos para melhorar a sua circulação sanguínea, recuperar a sua autoestima e qualidade de vida.
Prof. Dr. Alexandre Amato
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