Você sabia que a estenose renal pode levar a uma isquemia do rim, causando sérias consequências para a saúde? Nesses casos, o corpo tenta compensar a falta de sangue com uma pressão arterial mais elevada, o que pode gerar muitos efeitos colaterais. Felizmente, existem opções de tratamento para melhorar a função renal e controlar a pressão alta. Quer saber mais sobre as possibilidades de diagnóstico e tratamento para a estenose renal? Continue lendo este artigo!
Neste vídeo, o doutor Alexandre Amato, cirurgião vascular do Amato Duo, fala sobre a relação entre a pressão alta e a doença vascular periférica. Ele explica que a hipertensão está relacionada com o endurecimento da parede dos vasos, que por sua vez está ligado à aterosclerose, a placa arterial. Embora seja difícil determinar se a pressão alta leva à aterosclerose ou o contrário, a inflamação crônica é um fator comum aos dois problemas. A hipertensão é assintomática, enquanto a aterosclerose só apresenta sintomas quando está avançada. A obesidade, o diabetes e outras comorbidades estão frequentemente associados à hipertensão. As causas da hipertensão arterial incluem fatores genéticos, sedentarismo, obesidade, excesso de sal na alimentação, consumo de álcool e tabagismo. Para evitar e tratar a hipertensão, o doutor Amato recomenda atividade física, alimentação saudável, diminuição do sal na alimentação, controle do peso, diminuição do consumo de álcool e, sobretudo, parar de fumar.
Existe tratamento nos casos de estenose renal, quando o rim entra em isquemia.
Nos casos de estenose renal, o rim entra em isquemia, ou seja, não chega sangue o suficiente nele. Por isso ele alerta o corpo, através de substâncias, pedindo que envie mais sangue. O corpo entende que, aumentando a pressão, mais sangue acaba chegando. É verdade, chega mais sangue, mas as custas de uma pressão arterial bem alta. E essa pressão alta tem muitos efeitos colaterais. É um ciclo que deve ser quebrado, senão há uma deterioração da função renal e consequencias graves da hipertensão arterial.
A hipertensão renovascular pode ter duas origens: displasia fibromuscular (que acomete principalmente mulheres jovens) e a aterosclerótica (mais comum entre hipertensos resistentes). Sua prevalência não está bem estabelecida. Em hipertensos em geral varia de 0,5 a 5% enquanto entre hipertensos resistentes varia de 20 a 25%. A hipertensão, quando de difícil controle clínico, pode ter origem renovascular. É a chamada hipertensão secundária, e, nesses casos, o tratamento da estenose renal pode melhorar a pressão alta.
Os exames de diagnóstico podem ser vários: ecodoppler aorta e renais com medida de índice aorto-renal, arteriografia, angiotomografia e angioressonância.
O tratamento cirúrgico é realizado quando é estabelecido relação de causa-efeito com a estenose renal. A cirurgia aberta para retirada da placa aterosclerótica da artéria real não é mais realizada, tendo sido substituida pela angioplastia e stent por método minimamente invasivo.
O médico responsável pelo tratamento cirúrgico da pressão alta é o cirurgião vascular e endovascular.
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