Aneurisma de aorta abdominal

Aneurisma de aorta abdominal

Aneurisma é basicamente uma distensão, como um balão, de um ponto enfraquecido da parede de qualquer artéria do organismo. Pode ocorrer desde a cabeça até as pernas. Existe um grande desentendimento na população em geral sobre aneurismas, mas isso ocorre devido aos seus diversos seus tipos e tratamentos: podem ser fusiforme, sacular ou dissecante. Ainda podem ser classificados como congênito, inflamatório, degenerativo ou traumático. O motivo de todas essas classificações? Determinar o melhor tratamento. Um bom tratamento para uma determinada causa ou local pode não ser adequada para outra. Portanto o especialista indicado para a avaliação e tratamento de aneurismas em qualquer lugar do organismo, que não no cérebro, é o cirurgião vascular.

O aneurisma mais frequente ocorre na aorta, a maior artéria do corpo, também chamado de aneurisma de aorta abdominal. Como está muito relacionado ao fumo e à idade, no momento em que for diagnosticado o aneurisma, parar de fumar passa a ser uma prioridade. Embora os aneurismas possam produzir sintomas pressionando órgãos vizinhos, o perigo maior é a sua ruptura, que causa hemorragia gravíssima.

Desejamos sempre que possível tratar os pacientes antes deles apresentarem sintomas, e portanto antes das suas complicações. Assim o tratamento tem maior probabilidade de êxito. Mas como descobrir um aneurisma se ele não apresenta sintomas? Bom, frequentemente são diagnosticados ao fazer exames de imagem por qualquer outro motivo, como pedras nos rins, vesícula ou outros. São outros médicos e especialistas que descobrem os aneurismas e encaminham para o vascular. Mas existem fatores que indicam quem deve ser submetido a um ultrassom abdominal de rastreamento, para avaliar se você preenche esses critérios é necessário conversar com seu clínico geral. Estão mais suscetíveis homens com mais de 65 anos, aqueles que possuem algum familiar direto com história de aneurismas e fumantes.

Porque eu falo em probabilidade de êxito? O aneurisma pode romper, mas o risco de ruptura aumenta gradativamente de acordo com o seu tamanho. Como a cirurgia também tem riscos, somente devemos oferecer a cirurgia como possibilidade de tratamento caso o risco seja menor do que o risco do tratamento clínico. Temos que “colocar na balança” os prós e contras e somente então decidir o melhor tratamento.

Então quer dizer que mesmo tendo um aneurisma, e este podendo romper, pode não ser necessário cirurgia? Sim, o cirurgião vascular utiliza diversos critérios para definir qual a probabilidade de ruptura e risco cirúrgico. Caso o risco cirúrgico seja maior que o risco de ruptura espontânea, a cirurgia não vale a pena. Alguns aneurismas, apesar de terem um risco, possuem um crescimento tão lento que a probabilidade de ruptura é muito baixa e pode ser realizado tratamento clínico.

Atualmente, com as novas técnicas de cirurgia endovascular, procedimentos minimamente invasivos onde não é necessário grandes cortes, conseguimos oferecer tratamento para alguns pacientes que antes a cirurgia era considerada proibitiva. A decisão sobre a melhor técnica, aberta ou endovascular não deve ser baseada na estética da cicatriz, e sim no benefício e risco do paciente. Deve ser feita por cirurgião vascular e endovascular, versado em todas as técnicas de tratamento, levando em consideração a opinião do paciente

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