O que é a Fistula arteriovenosa? Hemodiálise sim.

Fistula arteriovenosa
()
()
O Dr Alexandre Amato, cirurgião vascular, explica o que é a fistula arteriovenosa, procedimento necessário para quem faz hemodiálise de forma crônica. É um acesso para filtrar o sangue na insuficiência renal crônica. IRC.
 

O que é a Fistula arteriovenosa? Hemodiálise sim.

 
—transcrição–
 
Olá sou Dr. Alexandre Amato cirurgião vascular do Instituto Amato e hoje vou falar um pouquinho sobre a fístula arteriovenosa. O Que é uma fístula? A Fístula artériavenosa pode ser traumática após um acidente ou alguma coisa assim mas muitas vezes o cirurgião vascular cria uma fístula arteriovenosa mas pra quem? Para quem precisa fazer hemodiálise. Quem precisa fazer hemodiálise precisa de um acesso à circulação que tenha um grande volume de sangue em pouco espaço de tempo para poder entrar na máquina de hemodiálise e fazer a filtragem necessária e colocar o sangue de volta na circulação. Então a gente usa essa fístula arteriovenosa como uma via de acesso. A fístula arteriovenosa mais comum é a fístula no punho a fístula de Brecio Cimino. Essa fístula  é confeccionada cirurgicamente e ela liga, ou conecta, o sistema arterial com o sistema venoso. Como funciona isso? O sistema arterial é um sistema de alta pressão quando conectado a um sistema de baixa pressão que é um sistema venoso acaba tendo um fluxo contínuo de alta quantidade de sangue que permite a filtragem por uma máquina de hemodiálise. A fístula artéria venosa nunca é feita de emergência, de urgência. Ela é um planejamento. Então à medida que o paciente vai precisar da hemodiálise e já se sabe disso planeja-se essa confecção para que haja tempo da cicatrização e da maturação dessa fístula e que ela seja utilizada com uma grande chance de sucesso. Como a fístula é realizada nessa região, é preciso muitos  cuidados para que não seja perdida. Essa  região se você dormir em cima do braço pode ocorrer uma trombose e perder essa fístula. Então os cuidados locais com a ferida operatória evitar uma infecção e evitar compressão da região da cirurgia e da fístula para evitar uma trombose e o exercício físico com aquelas bolinhas aumenta essa circulação e diminui o risco de complicação. Então, a fístula artériovenosa é um procedimento realizado comumente. É possível fazer uma fístula durar muito tempo com os cuidados locais. Converse com seu cirurgião sobre isso. Isso é importantíssimo. Quanto mais tempo durar uma fístula melhor. É possível fazer fístula em outros locais mas a gente sempre busca a fístula que tem maior chance de duração, menor incômodo, melhor localização. A medida que vai se perdendo essas possibilidades. Fístulas começam a ser feitas em locais mais incômodos. Então cuide da sua fístula. Faça todos os cuidados locais. Faça sua parte. O cirurgião vai fazer a parte dele. O nefrologista vai fazer a parte dele. É um trabalho em conjunto para manter uma boa qualidade de vida. 
 

O que você achou deste artigo?

Clique nas estrelas

Média da classificação / 5. Número de votos:

Nenhum voto até agora! Seja o primeiro a avaliar este post.

Como você achou esse post útil…

Sigam nossas mídias sociais

Lamentamos que este post não tenha sido útil para você!

Vamos melhorar este post!

Diga-nos, como podemos melhorar este post?

O que você achou deste artigo?

Clique nas estrelas

Média da classificação / 5. Número de votos:

Nenhum voto até agora! Seja o primeiro a avaliar este post.

Como você achou esse post útil...

Sigam nossas mídias sociais

Lamentamos que este post não tenha sido útil para você!

Vamos melhorar este post!

Diga-nos, como podemos melhorar este post?

nv-author-image

Alexandre Amato

O Dr Alexandre Amato é médico, professor de cirurgia vascular da Universidade de Santo Amaro (UNISA), e tem quatro especialidade médicas reconhecidas pelo MEC e respectivas sociedades: cirurgião geral, cirurgião vascular, angiorradiologista e ecografista. Formou-se na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e especializou-se em vários hospitais privados e públicos em São Paulo. Aprofundou-se em cirurgia vascular em Milão, no hospital San Raffaele da Università Vita-Salute. Quando voltou, fez seu doutorado em cirurgia cardiotorácica na Universidade de São Paulo (USP). Fundou a Associação Brasileira de Lipedema para divulgar conhecimento de qualidade às mulheres portadoras de Lipedema.

Marcações: