Combate ao fumo e tabagismo: parar de fumar

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Combate ao fumo
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A cardiologista dra. Marisa Amato explica quais são as doenças decorrentes do hábito de fumar cigarros. Confira!

A cardiologista dra. Marisa Amato explica quais são as doenças decorrentes do hábito de fumar cigarros. Confira!
 

Combate ao fumo e tabagismo: parar de fumar

 
**** Transcrição *****
 
Eu sou a doutora Marisa Amato, cardiologista aqui do Instituto Amato. E hoje nós vamos falar sobre as doenças causadas pelo hábito de fumar. O tabaco é o único produto de consumo legal que mata a metade dos seus usuários, ele é um dos fatores determinantes das maiores causas de morte que são as doenças cardiovasculares e o câncer. O tabaco na fumaça do tabaco existem mais de cinco mil substâncias nocivas sendo que as mais conhecidas são a nicotina e o monóxido de carbono. A nicotina o efeito da nicotina é aumentar a frequência cardíaca e a pressão arterial prejudicando muito a irrigação sanguínea. O cigarro, a nicotina também causa uma falsa sensação de tranquilidade de equilíbrio emocional continua dessa fumaça causa uma tolerância a essa droga fazendo com que cada vez o indivíduo precisa fumar mais. O monóxido de carbono ele ocupa o lugar do oxigênio nos glóbulos vermelhos do sangue, ele também agride a parede arterial e ele aumenta a viscosidade do sangue, causando uma incidência maior de trombose arterial. A gravidade dos efeitos do tabagismo dependem de dois fatores, da quantidade e do tempo de uso. Os efeitos imediatos são o aumento da pressão arterial e da frequência cardíaca, diminuição da temperatura da pele causando as extremidades frias, o mal hálito, a diminuição do apetite, tontura, diminuição da capacidade respiratória, tosse e aumento da trombose arterial. Agora os efeitos a longo prazo são principalmente o câncer e o órgão mais atingido é o pulmão, mas também atinge a laringe, a cavidade oral, a bexiga, pâncreas, útero, rins, fígado, quase todos os órgãos. E o alcatrão é a substância cancerígena responsável pelo início do câncer, 87% das mortes de câncer de pulmão são consequentes ao tabagismo. As doenças respiratórias obstrutivas, como o enfisema e a bronquite crônica, elas são quase que definitivas, porque a fumaça destrói os cílios que existe no epitélio do pulmão e isso causa o acúmulo de muco nas vias aéreas respiratórias. A fumaça ela também danifica completamente os alvéolos que perdem a capacidade de absorver o oxigênio do ar. E também os pulmões acabam perdendo a elasticidade e não conseguem expandir e contrair levando o indivíduo a ter aquela respiração ofegante e falta de ar. As doenças arteriais como infarto, acidente vascular cerebral e doença arterial obstrutiva crônica, elas também são consequências da nicotina que causa uma vasoconstrição e diminui a elasticidade das artérias e do monóxido de carbono que diminui o transporte de oxigênio para os órgãos e lesa a parede das artérias. As alterações a longo prazo elas são como, por exemplo, a impotência masculina, a infertilidade tanto masculina, como feminina, aquela cor amarelada nos dentes, as placas bacterianas, a gengivite acaba perdendo dentes precocemente são as doenças infecciosas Macas bacterianas acaba perdendo dentes, rugas precoces osteopenia, osteoporose, a perda da visão, a rouquidão, o abaixamento da voz e a maior propensão a ter doenças infecciosas. Bom, a expectativa de vida de um fumante é em média de 20 a 25 anos menor do que a do não fumante. E o que acontece se o indivíduo parar de fumar? Bom, se já atingiu alguns danos irreversíveis, como o enfisema e a doença pulmonar obstrutiva crônica, esses não vão regrediu, porém 20 minutos após parar de fumar a frequência cardíaca e a pressão arterial voltam ao normal, duas horas depois não há mais nicotina no sangue, 8 horas depois o nível de oxigênio está normal no sangue, 12 horas depois a capacidade pulmonar já melhorou, dois dias o paladar e olfato estão normalizados, em três semanas já existe uma a melhora da capacidade respiratória, em um ano o risco de morte por infarto já caiu pela metade, em 10 anos o risco de câncer caiu pela metade e o de infarto é igual ao de quem nunca fumou, e em 20 anos o risco de câncer é igual ao de quem nunca fumou. Bom, o risco do câncer é drasticamente reduzido depois de 10 anos de parar de fumar, principalmente se a interrupção do vício acontecer antes dos 40 anos de idade, por isso é preciso colocar numa balança o prazer de fumar e os danos causados ao organismo e assim tomar uma decisão, é preciso colocar numa balança o prazer de fumar e os danos causados ao organismo e tomar uma decisão. Para maiores informações acesse as nossas redes sociais.
 

 

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Alexandre Amato

O Dr Alexandre Amato é médico, professor de cirurgia vascular da Universidade de Santo Amaro (UNISA), e tem quatro especialidade médicas reconhecidas pelo MEC e respectivas sociedades: cirurgião geral, cirurgião vascular, angiorradiologista e ecografista. Formou-se na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e especializou-se em vários hospitais privados e públicos em São Paulo. Aprofundou-se em cirurgia vascular em Milão, no hospital San Raffaele da Università Vita-Salute. Quando voltou, fez seu doutorado em cirurgia cardiotorácica na Universidade de São Paulo (USP). Fundou a Associação Brasileira de Lipedema para divulgar conhecimento de qualidade às mulheres portadoras de Lipedema.

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