Varizes: Compreendendo Causas, Prevenção e Opções de Tratamento

O tema das varizes, embora comum, ainda é cercado por muitas dúvidas e mitos. As varizes são veias dilatadas e tortuosas que se tornam visíveis principalmente nas pernas, devido a uma falha no retorno venoso. Este processo pode levar ao acúmulo de sangue nas veias, fazendo com que elas se expandam. A condição pode variar desde uma questão puramente estética, com a presença de pequenos vasinhos, até problemas mais graves, como úlceras venosas.

Sumário

Letícia Miyamoto apresenta mais um episódio do AmatoCast, agradecendo a audiência e destacando a importância da qualidade de vida. Ela relembra conversas anteriores com os doutores Fernando e Alexandre Amato sobre cicatrização e lipedema, respectivamente. Neste episódio, o foco é nas varizes, com o retorno do doutor Alexandre Amato para discutir o tema. Eles comemoram o marco de um milhão de inscritos no canal, refletindo sobre a jornada desde 2015, com destaque para o crescimento durante a pandemia. O objetivo do canal é descomplicar temas médicos, trazendo especialistas e novidades para o público. O episódio aborda o que são varizes, como identificá-las, tratamentos disponíveis, e a importância de cuidados preventivos e de qualidade de vida para evitar complicações.

Olá, meu nome é Letícia Miyamoto e está no ar mais um AmatoCast pelo canal do Instituto Amato.

Agradeço mais uma vez o carinho da sua audiência e participação aqui conosco para falar sobre tudo o que envolve qualidade de vida.

Nos últimos episódios nós estivemos aqui com o doutor Fernando Amato, que é cirurgião plástico, para falar sobre cicatrização,

tudo o que envolve esse processo,

e antes com o doutor Alexandre Amato, que é cirurgião vascular, para falar sobre a doença chamada lipedema.

Hoje ele volta aqui ao Mato Cache, mas desta vez para falar sobre varízes, um tema muito importante que afeta muita gente.

Mais uma vez, bem-vindo, doutor.

Obrigado, obrigado pelo convite. Estou super feliz de estar aqui de novo falando de mais um assunto que eu adoro. Com certeza, e hoje é um episódio muito especial, né doutor? Demais. Um milhão de inscritos aqui no canal. A gente queria, claro, agradecer sempre a sua participação aqui conosco, né doutor? Melhor você comentar um pouquinho que já está há mais tempo aqui no canal sobre como foi esse processo. Resumidamente, se quiser também agradecer a participação do pessoal. Puxa vida, eu queria agradecer todos os nossos inscritos.

Um milhão de inscritos é um marco fenomenal. Estou muito orgulhoso e feliz de compartilhar isso com todo mundo.

A gente começou o canal em 2015 e foi bem devagarzinho.

A gente começou a ganhar um pouquinho de força no meio aí da pandemia.

Então,

foi muito difícil, mas divertida essa jornada. Então,

eu tô muito feliz aqui de estar comemorando um milhão de seguidores. E se você não segue a gente, por favor, já clica lá embaixo. Já aproveita, para não perder nenhum vídeo.

E a gente já adianta, né, doutor, que agora o objetivo é sempre esse, né? Acho que as pessoas que acompanham sempre já conseguem perceber que é descomplicar os assuntos que a gente estava conversando um pouquinho antes de começar aqui esse episódio, que é justamente descomplicar esses assuntos que as pessoas tanto conhecem, mas às vezes não sabem os detalhes ou procuram na internet e veem informações desencontradas. Então, a gente traz especialistas que trabalham aqui na clínica ou que têm algum tipo de relação também.

Várias especialidades, já trouxemos quase todas aí pra falar sobre essa questão de qualidade de vida mesmo, que o doutor Fernando Amato sempre comenta, que é justamente englobar tudo que envolve essa questão de saúde, que às vezes vai até física mesmo, como psicológica, né?

Exato.

E também a gente já adianta que tem muita novidade vindo por aí, a gente sempre atualizando, pede pra vocês mandarem sugestões pra gente, sempre comentar nos vídeos quais temas que vocês querem que a gente traga, pra gente também pensar em novas possibilidades, né doutor? Sem dúvida, sem dúvida,

acho que você falou uma coisa muito legal, uma não, várias coisas legais, mas uma que eu queria comentar, que é o descomplicar, né, a gente tava conversando aqui antes,

tem bastante informação por aí, mas às vezes de uma forma tão técnica, tão pesada que as pessoas não conseguem acompanhar, né, e a ideia aqui no canal é a gente apresentar de uma forma que todo mundo consiga entender, acompanhar, tirar dúvida, isso é fundamental aqui pra gente. Exatamente. O mais importante é esclarecer e levar a informação médica, né, a informação de especialistas o mais perto possível das pessoas que estão acompanhando aí nas redes sociais. Bom, obrigada mais uma vez e parabéns pelo um milhão de inscritos. Obrigado. Bom, a gente já começa então o episódio de hoje falando, como eu disse no início, sobre varizes. Doutor, o que de fato são as varizes?

Como que a gente pode identificar?

Afeta todas as pessoas? começando, então, tem uma até uma forma de mostrar, né, exatamente como que funciona a formação das varizes. Queria que você explicasse isso.

Como a gente pode identificar varizes é fácil, é só ter uma vizinha invejosa que ela identifica rapidinho varizes, se você… mas não,

vamos voltar um pouquinho.

Varizes são veias dilatadas e tortuosas visíveis a olho nu, né. Então, o que são veias? Veias são vasos, né, que levam sangue, mas levam sangue da onde pra onde. Então, a gente tem o coração que bombeia o sangue e leva o sangue pra periferia, pra pontinha dos dedos pelas artérias. Aí depois esse sangue tem que voltar e aí ele volta pelas veias.

Então,

as veias elas são responsáveis por trazer o sangue sem oxigênio, ou melhor, com menos oxigênio de volta pro coração pra depois ser bombeado pro pulmão, trocar o oxigênio ou o gás carbônico pelo oxigênio e depois pelas artérias voltar pra circulação. Então, a veia, ela tem que vencer uma coisa que as pessoas nem sempre pensam que é a gravidade,

né? Enquanto as artérias não tem que se preocupar com isso, porque o coração bombeia,

né? Tem a força contrátil pra levar o sangue pra periferia. Quando chega na pontinha do dedo do pé, a gente tem que trazer esse sangue de volta pro coração, vencendo a gravidade. e é aí que entram as varizes. Na hora que ela começa a dilatar essa veia, que as válvulas deixam de funcionar,

esse mecanismo de retorno venoso, ele fica falho e aí as veias dilatam e ficam mais aparentes e são as varizes.

E existe um problema da pessoa ter essa condição?

Ela precisa fazer algum tipo de tratamento? Porque a gente realmente, ali como a gente falou da vizinha, né?

É muito fácil, né, a gente olhar, já tenho certeza que quem tá acompanhando também já veio alguém na cabeça, falar, nossa, eu olhei ali pra perna da pessoa, até a pessoa comentou,

porque é ficar bem visível, né. Isso precisa necessariamente de um tratamento ou a pessoa,

muitas vezes,

é possível ignorar essa condição, né, a gente pode dizer assim? Depende muito da fase em que estão as varizes, né. Então,

primeiro,

eu vou falar um pouquinho da classificação,

pode parecer um pouquinho chato, mas eu vou

simplificar bastante,

que a classificação de CEAP vai de 1 a 6, então é de gravidade.

Quando a gente tá falando da classificação 1, mais simples de todas, são os vazinhos,

aqueles famigerados vazinhos que incomodam, aquelas aranhas vasculares, aquela coisa bem superficial.

Quando a gente vai no extremo, que é a classificação 6, aí já são as úlceras venosas, que é uma coisa bem mais avançada, né.

Agora,

quando que tem que fazer tratamento? Quando a gente chega na classificação 3, a gente começa a ser mais incisivo, mais invasivo, mas porque é muito mais benéfico um tratamento mais rigoroso.

Agora, quando que chega nesse ponto? Quando já tem inchaço.

Então, o ponto de virada é que quando as varizes começam a trazer inchaço.

Antes disso, os vazinhos podem incomodar bastante, pode ser feio,

mas vai ser mais estético do que realmente uma coisa que vai trazer algum dano.

Muito embora ele possa sangrar, possa trazer coceira, dermatite, algumas outras coisas, mas o ponto de virada é o inchaço. Então, antes disso não é,

vamos dizer assim, obrigatório fazer um tratamento e a partir de então começa a ser mais necessário. Exato.

E essa questão da identificação, né? Costuma ser sempre ali na região da perna ou não pode acontecer em outro lugar e a pessoa pode ter já as varizes e não conseguir ver a olho nu ou não? Necessariamente ela vai conseguir ver?

Vamos lá.

As varizes elas têm que ser,

por aquela definição, são veias dilatadas e tortuosas visíveis a olho nu. Então tem que conseguir ver.

Só que a gente pode ter a insuficiência de algumas veias mais profundas e que não é necessariamente visível.

O problema é essencialmente o mesmo, é o o dano da válvula, então não consegue retornar o sangue para o coração e começa a engurgitar, ter extravasamento de conteúdo plasmático do sangue causa uma inflamação ali ao redor e aí isso aí pode acabar levando à insuficiência venosa que é outro problema,

parece a mesma coisa mas não é a insuficiência venosa é o dano na pele,

então começa a ter a pele começa a ficar mais endurecida, começa a ter mancha, começa a ter também o inchaço.

Então, essa insuficiência venosa, ela pode decorrer tanto das varizes visíveis,

quanto da falha das válvulas mais profundas, e que não necessariamente é visível.

Entendi. Então, essa questão pode acabar se espalhando ali pelo restante. Ah, você perguntou também se é na perna.

Varizes a gente considera na perna, tá?

Não quer dizer que não vai ter veias dilatadas também em membros superiores. Principalmente quem faz bastante exercício pode acabar vendo essas veias dilatadas em membro superior também. Mas aí a gente não chama de varízes por uma questão mais técnica.

O problema é o seguinte,

quando a gente fala de perna,

a gente tem dois grandes sistemas venosos. O sistema venoso profundo e o sistema venoso superficial. superficial.

Varízes é um problema no sistema venoso superficial,

que pode ser tratado com a retirada cirúrgica, porque o mais importante é o sistema venoso profundo. Então, se eu tiro uma veia do sistema venoso superficial,

o sistema venoso profundo dá conta na perna.

No braço é o contrário. O sistema venoso

superficial é mais importante do que o sistema venoso profundo.

E se a gente tira alguma veia do sistema venoso superficial,

vai começar a ter enchaço, vai começar a ter um monte de Então,

eu não posso chamar essa veia dilatada no braço de varízes, senão algum encalto aí vai começar a tirar a veia que não deve.

Então,

aparentemente, podem ter veias dilatadas visíveis em membro superior, mas que não são varízes.

Outro ponto importante é que tem que ser tortuoso.

Então, uma veia visível não quer dizer que é varízes. E tem muita gente que se incomoda com uma veia só porque ela é visível.

Mas tem gente com a pele muito clarinha, quase transparente, porque a veia tá lá super superficial, né? E aí fala, ah, eu quero tirar essa veia.

Posso tirar?

Hum,

do ponto de vista se é superficial,

mal não vai fazer, é uma questão estética, até pode, mas não que necessariamente precisa, porque é uma doença. É, isso é muito importante, né, esclarecer o que que de fato é considerado um alerta, né, para as pessoas que veem ali algo que chama atenção e realmente o que precisa de um tratamento. A gente vai chegar lá também como que funciona, né, essa questão do tratamento, como que é feito,

mas isso é muito importante porque quem toma algum tipo de anabolizante, essas coisas, costuma também dar uma dilatada, né, doutor? Dá, dilata bastante. Mas você falou de sinais de alerta. eu acho que é uma coisa legal de a gente falar aqui os sinais de alerta para o sistema venoso, né?

Bom, inchaço, eu já comentei, mas tem outros,

então começa a fazer mancha, mancha ocre, da cor dessa mesa aqui,

um avanço da insuficiência venosa. Quando a pele começa a mudar de consistência, quando começa a ter coceira, urticária,

eczema, a pele começa a descamar,

sangramento, que é a varicorragia.

Normalmente a história é a seguinte, tem lá as varizes, tá lá no banho,

aí olha pro chão, tá cheio de sangue, né?

É uma varicorragia, uma veia que rompeu e começou a jorrar sangue. Tudo isso são sinais de alerta e sinais de que tem que começar a pensar seriamente num tratamento um pouco mais invasivo. E doutor, isso costuma ser mais frequente nas mulheres. Eu vi fazendo uma breve pesquisa também aqui para o nosso episódio, eu vi que a idade acaba sendo um espaço muito grande, de 20 a 50 anos, costuma ser mais comum. Para todo mundo, né? Ou seja,

todas as faixas etárias. Eu costumo dizer que se eu colocar a minha lupa, eu acho varízes em quase todo mundo, né?

Mas sim, ocorre mais em mulheres, mas eu acho interessante porque será mesmo? A mulher tem a questão do hormônio, o hormônio influencia nessa parede venosa,

ajuda,

ajuda não, ele aumenta a probabilidade de dano de válvula, né, e o homem não tem essa questão hormonal.

Porém,

o homem é peludo,

ele não tá nem aí pra pequena veinha vazinho que apareceu na perna dele no primeiro momento. enquanto a mulher,

a primeira veinha, ela já tá vendo.

Então, será que os homens não procuram menos o tratamento no início da doença?

O que eu vejo na prática?

Eu vejo na prática que o homem, quando chega no consultório,

ele chega numa fase mais tardia da doença.

A mulher, não. Ela chega bem antes e aí a gente começa a fazer um tratamento já na fase de vazia, numa fase bem inicial. social.

Então, homem também tem,

né? Tem vários trabalhos de prevalência na população.

Todos eles vão ter um problema metodológico, que é como que a gente tá avaliando.

O ideal seria, vamos colocar no Maracanã metade homem, metade mulher, vamos fazer exame em todo mundo, ver quem tem varizes, quem não tem. Só que na prática isso é inviável, né? Então a gente acaba vendo os pacientes que estão chegando no consultório ou pacientes que estão sendo avaliados por alguma outra doença e sempre vai ter um viés de seleção de paciente. Então a tendência é a mulher ter um pouquinho mais.

No levantamento, pelo menos, né? Exato. Como essa diferença de idade é muito grande, dos 20 aos 50 anos que costuma ser mais comum, Então,

tem alguma causa que a gente pode relacionar, por exemplo, alguma questão genética ou alguma… você já comentou sobre a questão de estilo de vida também, né? Isso tem uma influência na questão de, ah,

por que é que uma mulher tão nova também tá dentro dessa faixa etária que costuma perceber a questão das varizes?

Varizes a gente consegue separar em duas grandes causas. São as varizes primárias e as varizes secundárias. Então,

varízes secundárias é fácil de explicar.

São as varízes que vêm depois de uma trombose venosa, de uma fístula, por um trauma.

São as grandes doenças que acabam causando as varízes.

Varízes primárias,

elas são genéticas hereditárias.

Essa parece mais simples, mas é mais complicado, porque não é um gene só que está influenciando. Todas as doenças que são muito prevalentes na população são vários genes que influenciam. Um gene, por exemplo, é o MTHFR, que é muito prevalente na população e ele já tá diretamente correlacionado aí com as varizes, mas também há vários outros problemas.

Então, se você tem o MTHFR, você tem uma deficiência ali no seu metabolismo,

aí vai depender muito do que você faz. se você come direito, se você faz exercícios direitos, se você ajuda o seu metabolismo a funcionar, ou seja, está com o motor bem lubrificado,

você vai postergar o aparecimento das varizes. Então, você tem a genética para ter a doença, mas se você lubrifica bem o motor,

isso pode acontecer só bem lá na frente,

tá? E aí entra o estilo de vida.

alimentação, exercício físico.

Eu gosto de pensar, hoje em dia, do ponto de vista inflamatório, né? Quem inflama muito tem mais doença inflamatória e eu acredito que varízes venha em parte disso.

E costuma ter um prazo, por exemplo, uma jovem de 20 anos que começa a perceber o primeiro sinal que a gente comentou aqui dos estágios, né? Começa a perceber ali no início.

Daqui quanto tempo e é certeiro que ela vai precisar passar, que vai chegar até o estágio 3 ou não? Isso vai de pessoa pra pessoa pra ter esse desenvolvimento? Vai muito de pessoa pra pessoa. Tem gente que começa com vazinho e fica com os mesmos vazinhos a vida toda. E tem gente que evolui muito rápido.

O que eu vejo é,

quem evolui muito rápido no começo são pessoas que tem uma genética brutal.

Não é só o estilo de vida, não é só… é porque tem, provavelmente tem vários genes aí que estão influenciando pra piora. Deve ter herdado alguma coisa do pai, alguma coisa da mãe,

né, e aí essas coisas vão se somando.

Agora tem gente que não, que aparece e vai bem lentamente,

faz um acompanhamento uma vez a cada ano, uma vez a cada dois anos, faz uma aplicação,

melhora a aparência estética, que depois retorna para fazer mais uma manutenção,

né? Depende muito de paciente para paciente.

E também essa questão do, até a gente comentou sobre a parte superior, né, os braços.

Eu vi também, fazendo essa pesquisa, que tinham algumas varizes pélvicas.

Como que isso funciona também? Eu acredito que deve ser uma dúvida até. Chama a atenção para quem nunca escutou falar, né, o que são as varizes pélvicas e por que que isso acontece, necessariamente precisa de tratamento, porque normalmente envolve dor.

Então,

qual que é a diferença pra esse tipo de caso? Então, vamos lá. A gente tem veia no corpo todo, né? Assim como a gente tem que levar o sangue pra pontinha do dedo do pé e trazer de volta, a gente também tem que levar o sangue pro útero e tem que voltar, tem que levar o sangue pro rim e tem que voltar,

né? Tem que fazer todo esse ciclo e então a gente tem veia no corpo todo e na região abdominal tem bastante veia também,

né? O que acontece em varizes pélvicas é a dilatação e a destruição dessas válvulas nas veias da região abdômen baixo,

tá?

O que que acontece?

Vai ter uma dor em peso no final do dia embaixo do abdômen.

Também pode ter dor na relação sexual.

Então são dores dentro do abdômen, essa dor mais em peso, cansaço, peso que piora, assim, acorda bem,

aí fica de pé o dia inteiro, vai piorando esse peso na barriga.

Muitas vezes isso pode ser piorado numa gestação, porque aí tem a distensão do útero, tem a influência hormonal naquela região e acaba evoluindo, piorando nesse momento. O tratamento é completamente diferente.

Aí a gente não arranca a veia, nem faz o laser.

O tratamento aí é a embolização.

Então a gente vai com o catéter até essa veia e tenta ocluir essa veia de alguma forma. Tem algumas variantes técnicas.

Doutor, isso também eu acredito que seja muito fácil de ser confundido com outras condições médicas, né?

Quando a pessoa sente esse desconforto que você comentou, às vezes dor na relação.

deve ser a última coisa que passa pela cabeça do paciente, né? Às vezes você leva até um especialista,

ele pode já pensar nessa possibilidade. Mas como que funciona o diagnóstico e como que a pessoa consegue fazer essa diferenciação, né? Isso só mesmo na clínica, passando por um exame, como que funciona isso? O diagnóstico não é só difícil para o paciente, é para o médico também. Veja,

na dor,

na relação sexual,

não vai, ninguém vai no cirurgião vascular,

não passa na cabeça, né? Ah, tô doendo quando vai com o marido lá. Não,

vai no ginecologista.

E aí o ginecologista vai ter uma lista de doenças que ele vai ter que avaliar se tem ou não tem.

Como as varizes pélvicas não é da competência dele, o tratamento, da embolização,

as varizes não ficam lá nas primeiras opções. Então, são várias outras doenças que têm que ser descartadas antes.

Então, muitas vezes, esse processo é lento e dependendo do profissional que está avaliando, às vezes fica, assim, bem tem enrolado para chegar nesse

diagnóstico.

Então,

tem que conversar bastante com o ginecologista, não tem jeito,

e se puder levantar a bola, será que não é isso,

né?

E às vezes o ginecologista comenta e todo mundo esquece depois. Por exemplo,

eu tive muitas pacientes em que tiveram o parto, o parto foi cesárea,

aí o obstetra comentou, ah, você tem bastante varizes aí na sua região pélvica e aí essa informação entrou por um ouvido, saiu pelo outro e eu entendo, porque, poxa, tá com um bebê novo, né, porque que vai se preocupar com essa informação,

né?

Mas aí depois vem a dor e ninguém lembra que isso aconteceu,

né? E aí tem que passar por todo o processo de diagnóstico de novo.

Quem tem dor pélvica,

normalmente é Então,

é um processo longo pra chegar num diagnóstico definitivo.

É, então, porque normalmente a pessoa já… você procura no Google, né? Já começa por aí. Antes de ir no médico… É câncer, né? Colocou lá no Google, é câncer. Exatamente.

Sempre aparece uma lista de doenças, né?

Que realmente costuma ser aquelas mais conhecidas que,

com certeza, alguma mulher já… Todas as mulheres, melhor dizendo, já tiveram algum tipo de sintoma, foi lá no Google e aqueles nomes que já são conhecidos são os primeiros que aparecem, né? Exato. E tanto as outras varizes também, que a gente comentou, dos outros lugares espalhados pelo corpo,

elas também dependem de um diagnóstico de eliminação, como que funciona isso?

E o cirurgião vascular consegue olhar e já perceber onde que realmente bateu o martelo, né? Isso são varizes ou não precisa fazer algum um exame específico?

É muito legal essa pergunta, porque para dizer que tem varizes, eu não preciso de nada.

Olhar e conversar com o paciente é o suficiente.

Mas muitos pacientes,

e não só os pacientes, os convênios também,

precisam de um exame escrito no laudo, tem varizes, porque senão ninguém acredita.

Mas eu não preciso de um ultrassom para falar que alguém tem ou não tem varízes. A gente até comentou no início que é visível a olho nu, então essa condição é visível,

mas é a confirmação, né? Aí vem essa questão de convênio, tudo. Ah, o convênio não vai pagar o tratamento se não tiver a comprovação documental de que a questão está lá. Então tá bom, então muitas vezes a gente faz o exame mais pra convencimento de todo mundo do que eu, porque eu já sei o que vai ser feito.

A questão é,

o exame ele serve para planejamento terapêutico.

E pra isso sim é muito bom.

Porque aí eu consigo ver exatamente qual veia que tem que ser tratada, em qual momento, por qual técnica.

Mas não pra dizer se a pessoa tem ou não tem varizes.

Isso é muito fácil.

E mais, quando a gente tá falando de varízes,

que é o dano na parede venosa e é uma questão genética,

isso pode levar a outros danos em veias em outros locais, que aí chega varízes pélvicas. Então, tá com dor abdominal, tá com dor à relação sexual e tem a perna cheia de varízes,

poxa, será que a gente não tem que colocar varízes pélvicas, subir um pouquinho no ranking de probabilidade? ou, sei lá, uma hemorróida também, que não São várias doenças que têm alguma correlação,

então a gente tem que estar sempre atento a isso.

E por isso, a conversa com o paciente é fundamental,

já teve trombose?

Essa é a pergunta principal,

às vezes as pessoas esquecem.

E às vezes também nem sabe que teve ou não fez o… Tem, no Brasil tem bastante,

a pessoa tem trombose,

passa,

trata, às vezes nem trata e aí fica com dano na válvula. Quer ver? Eu posso mostrar aqui.

Então, as veias têm essas válvulas aqui que direcionam o fluxo, elas abrem só num sentido.

Quando tem um dano nessa válvula,

ela não vai mais abrir e fechar, ela fica constantemente aberta E aí o fluxo vai subir e descer e isso vai causando um represamento, uma retenção desse sangue e extravasamento na parede venosa e aí ela vai dilatando. Então,

o dano principal é nessa válvula. Se a pessoa teve uma trombose prévia, a trombose normalmente é em cima dessa válvula. O que vai acontecer?

Uma cicatriz nesse local. E aí a válvula deixa de funcionar abrindo e fechando como deveria.

Perfeito.

Eu até separei aqui, agora relacionado a isso de ser visível ou não, né, que a gente já comentou,

as pessoas normalmente conseguem ver, né, mesmo não sendo um médico, né, um especialista nessa área, consegue já identificar.

Que a gente até fez em alguns outros episódios, que é mito ou verdade, né?

Informações que circulam nas redes sociais, circulam na internet, que as pessoas também comentam bastante. Ah, legal, você trouxe alguns aí pra gente. Eu adoro fazer isso. Eu acho super legal pra gente descontrair também.

Bom, então o primeiro é musculação causa varízes?

não causa e melhora. Então lembra que eu falei que a gente tem que vencer a gravidade? Como que a gente vence a gravidade? Com o coração periférico.

E o coração periférico principal é a nossa musculatura da panturrilha.

Quando o músculo contrai, ele espreme essa veia e aí ele bombeia o sangue para cima.

Então aquele que não faz exercício

não tem esse bombeamento muscular adequado.

Agora quem faz musculação principalmente exercício para fortalecer a panturrilha tem uma bomba boa.

Pode ter um encanamento ruim mas a bomba está boa. Então a água vai chegar lá na caixa d’água.

Então a musculação é fundamental. Agora, as pessoas acham por uma,

tem uma razão esse mito, que é o seguinte, começa a fazer exercício físico e aí perde aquele panícolo gorduroso, começa a perder aquela gordura que estava escondendo a veia e aí a veia que já estava lá doente começa a aparecer mais.

Foi a musculação que causou as varíes? Não, a musculação ajudou a deixar a veia aparente,

mas ela não é a causa, a causa fundamental é uma questão genética. Isso não só da musculação, então qualquer tipo de atividade física que movimenta as pernas, como por exemplo, até a caminhada, a corrida, isso pode ser útil, pode ajudar. Sim,

todo exercício físico ajuda,

todos, sem exceção. Eu tô aqui, tô buscando ainda a condição vascular que impeça alguém de fazer exercício físico.

Todo mundo comenta, só benefício dos exercícios, vários outros especialistas que vieram aqui também, sempre o exercício tá na lista da prevenção. Mas é uma boa desculpa isso aí, né? Ah, eu não vou fazer musculação porque eu tenho varízes.

É… Já é bem… Todo mundo tem uma desculpa para não fazer o exercício, né? Pois é. Um dia tá correndo, outro dia aconteceu.

É a desculpa de quem gosta de beber, né? Um dia é para comemorar, outro dia é para afogar as máscaras. Ah, eu não vou fazer exercício porque hoje é dia par.

É…

Hoje a lua não está favorável.

Bom, esse próximo aqui do mito e verdade me chamou bastante atenção. Depilação causa varízes? Não, depilação não causa avarizes,

mas aí vale alguns comentários, né? Então, por que que chegaram nisso?

Primeiro que depilação tem um milhão de técnicas.

Eu não sei todas,

eu imagino algumas. O mais comum é cera, né? Cera quente. Então,

por que que falam da cera quente? Porque qualquer coisa com calor causa vasodilatação. Então, aumenta o diâmetro de um vaso. Só que essa vasodilatação que ocorre pela cera quente, ela é momentânea,

dilata e depois volta.

Então não tem risco nenhum de causar varizes, pode ficar tranquila.

A questão é, se já tem varizes lá, dependendo do tamanho das varizes e da fragilidade da pele em cima das varizes, tem que tomar cuidado até para não causar uma ferida e uma varicorragia. Isso é,

essa é a questão,

mas não o que causa avarizes.

Perfeito, agora o próximo,

também algo que parece bizarro, né? Cruzar as pernas causa avarizes?

Mais uma, né?

Mais uma na lista de… Que não morre nunca.

A gente pode falar um milhão de vezes e vai sempre voltar, né?

Porque falam de cruzar as pernas causar avarizes. Então,

se cruza as pernas, eu vou comprimir uma área da minha perna e aí, teoricamente, reduziria o retorno venoso nessa área e aí engurgitaria essa veia.

É uma… eu tô tentando explicar a origem do mito, né?

O outro é, qualquer um que ficar com a perna cruzada vai sentir a perna formigando, né? Mas isso não tem nada a ver com a circulação,

isso é por compressão nervosa. Uma coisa que todo mundo já deve ter feito é ter batido esse pontinho aqui e sentido o formigamento no braço, né?

Esse é um ponto onde o nervo fica bem superficial.

Só que a gente também tem esses pontinhos na perna.

Então, se a gente cruza e aperta um nervo, vai ficar formigando. Isso não vai causar o varízes.

A questão é,

também não é saudável, porque você vai comprimir um nervo e pode causar uma parestesia. Então,

com relação à circulação, não é necessariamente um problema,

mas não é a melhor posição para se ficar por longos períodos. Se fosse seguir todos esses mitos que a gente já esclareceu, tem mais alguns ainda. Mas não pode fazer nada, não pode cruzar as pernas porque daria varízes, não pode fazer depilação,

não pode fazer musculação, não pode nada aí na lista. Agora o próximo, anticoncepcional causa avarizes, tem muitas dúvidas relacionadas a esse método contraceptivo, porque já as mulheres principalmente sempre comentam, o efeito colateral está sendo tão grande ou a longo prazo há uma preocupação tão grande relacionada ao anticoncepcional que às vezes preferem trocar o método. Isso tem ficado cada vez mais comum até as mais jovens. Eu, por exemplo, tenho 24 anos, mas na minha faixa de idade, na minha faixa etária,

as mulheres já comentam bastante sobre isso a longo prazo, né? Eu já tomo praticamente há 10 anos, já era pra controle hormonal na época,

e mesmo assim comenta, né? Ah, mas daqui cinco eu já vou ter tomado, olha a quantidade de tempo, né? A longo prazo, isso pode ser um problema? Eu acho que aqui eu vou falar uma coisa diferente do que todo mundo fala,

tá?

Eu já comentei que hormônio pode piorar varízes, né? Mas eu falei bem em geral.

Agora,

anticoncepcional pode piorar varízes?

Vamos lá.

Anticoncepcional aumenta o risco de trombose. Isso é um fato. adulto. Aliás,

basta nascer mulher pra ter um risco maior de trombose,

tá?

Se for grupo A positivo, então maior risco. Então vão se somando os riscos, aí você coloca mais uma questão de trombofilia que seria um anticoncepcional.

Se tiver uma trombose, vai ter aquele dano na válvula que eu falei e realmente vai aparecer varízes. Agora,

o anticoncepcional diretamente atuando na na parede das varizes, sim, tem efeito.

Agora,

tem um milhão de anticoncepcionais diferentes, né, com doses diferentes, com efeitos diferentes e vias diferentes,

né, então tem anticoncepcional vioral com dose altíssima, que eu não recomendo,

tem o extremo oposto, que é um DIU não hormonal, não tem nenhum hormônio, então não vai influenciar. Então, tem DIU com baixo hormônio, todos esses vão influenciar menos ainda.

Agora, aí eu remeto à live anterior, que é a questão do lipedema.

O lipedema, ele é extremamente influenciado pela questão hormonal e pode,

sim, influenciar.

E aí eu vejo que as pessoas que ficam inflamadas, que têm o lipedema, vai ter um dano maior na parede venosa e pode ter um aparecimento maior de varízes. E pra essas pessoas, o anticoncepcional pode ser brutal.

Pra outras, pode não fazer diferença nenhuma.

Falando tudo isso, é a questão da bioindividualidade.

Pra algumas pessoas, um anticoncepcional pode ter um efeito pequeno. Pra outras pessoas, o anticoncepcional pode ter um efeito gigantesco.

Então a gente tem que ir testando, tem que ir com calma. Minha sugestão é,

nunca comece um anticoncepcional de alta dose, não tem porquê.

Nunca comece um anticoncepcional sem um acompanhamento médico. Eu vejo muita gente que pergunta pra amiga o que tá tomando e faz o mesmo.

Pelo amor de Deus, não faça isso.

Existe uma variação de pessoa pra pessoa.

Algumas toleram mais um anticoncepcional, outras toleram menos.

Então,

faça acompanhamento médico.

E outra coisa é, começou a tomar e sentiu alguma coisa na perna,

é o corpo avisando que tem alguma coisa errada, né?

É, realmente, porque isso agora com essa tendência que eu disse de tentar outras técnicas, né? De que ficaram mais famosas, aquele implante no braço, né? Enfim, o Dio também que ficou muito mais popular, né? Dos últimos anos pra cá. os anticoncepcionais também. Outras marcas, outras formas viralizaram nas redes sociais.

Até vi já influencers que fizeram uma lista de anticoncepcionais que deveriam ser excluídos da lista de opções de uma certa pessoa, de uma mulher.

Então isso realmente é uma coisa muito difícil de dizer, né? Porque você disse agora que a pessoa, como que vai afirmar se é bom ou ruim para uma outra que não conhece, né? Então, precisam ter… Veja outro aspecto.

Anticoncepcional causa varízes?

Beleza. É uma informação.

Gestação também.

Então, se você não toma o anticoncepcional e fica gestante… Não tô nem entrando no mérito de se quer ou não quer a gestação. Tô só falando que a gestação aumenta a retenção em membros inferiores, aumenta a competição circulatória na região pélvica, aumenta a circulação pélvica e tudo isso.

E tem uma variação hormonal tão grande que tem um aparecimento e piora de varizes.

Então aí você fica naquela questão, né? Se ficar o bicho come, se correr o bicho pega,

né?

Então é colocar na balança,

conversando com o seu médico e vendo o que realmente vale a pena no seu caso. Caso a caso.

Tem mais dois aqui que a gente já citou, mas está entre a lista de mito e verdade que estava mais procurado na internet,

que era, varízes pode causar trombose? A gente já esclareceu que sim, aumenta o risco de trombose. A questão é que as pessoas têm os vazinhos e acham que aqueles vazinhos que são,

vão causar o risco de trombose. Não,

são veias maiores, dilatadas, tortuosas. Sim, essas vão causar trombose sim. Os vazinhos têm mais uma questão estética do que realmente de patologia. O próximo era se varízes pode ser responsável por desenvolver outros problemas mais sérios, né? Se varízes podem ser. Tá escrito errado aqui. O mais sério é a úlcera venosa,

tá?

Ninguém vai morrer de úlcera venosa,

ninguém vai perder a perna por uma úlcera venosa,

mas é uma doença extremamente destrutiva. ela destrói a qualidade de vida das pessoas.

Então, quem tem uma úlcera venosa,

não sai de casa porque tem medo, não sai de casa porque socialmente não consegue mostrar a perna, tem cheiro,

tudo vai incomodar e entra num ciclo vicioso, autodestrutivo.

Então,

varizes,

principalmente quando passa do estágio 3, onde já tem inchaço, A gente tem que começar, sim, a pensar seriamente num tratamento pra evitar chegar nessa condição de úlcera venosa.

Aquelas pessoas que buscam atendimento médico, que estão preocupadas com a existência da doença,

não vão chegar na situação de úlcera venosa. A úlcera venosa é o seguinte, quem não tá nem aí, tá se lixando pro problema venoso, né, então apareceu lá a insuficiência venosa e deixa lá cultivando essa insuficiência venosa por 20 anos,

aí vai abrir uma úlcera venosa.

Ou quem não tem condições de tratamento. E condições de tratamento,

eu tô falando condições mesmo financeiras, porque quem tem acesso a um tratamento de qualidade, que tem um custo, vai lá e resolve,

né. Agora quem tá no SUS não.

No SUS você depende da lista rodar, depende de um monte de coisa.

E aí chega num ambulatório, fala, beleza, você tem ciência venosa, vai ter que operar.

Aí fica esperando 2, 3, 4 anos na cirurgia.

E aí uma hora abre a ferida. Na hora que abre a ferida, agora liberou a cirurgia. Vai lá no centro cirúrgico, o médico vem e fala, agora abriu a ferida, agora é outro tratamento.

Caramba, sacanagem, né?

Então,

isso é uma questão de saúde pública.

Países com alto índice de úlcera venosa têm uma qualidade da saúde pública mais baixa, porque isso é prevenção, profilaxia.

Só que do ponto de vista político isso não impacta ninguém.

Porque, veja, eu tô falando de uma doença que o problema existe hoje e só vai abrir ferida daqui a 20 anos.

O ciclo de troca política é 4 anos. Quem tá preocupado com daqui a 20 anos?

Ninguém. Tá todo mundo preocupado com o agora,

né? Vamos fazer,

vou dar um exemplo,

é que vai cair, todo mundo vai cair matando em mim por causa dessa minha opinião, mas eu vou falar mesmo assim.

Transplante.

Você acha que tem que ter transplante num sistema público?

Pra mim,

transplante só tem que ter depois que resolveu todos os problemas

básicos.

O custo financeiro de um complicado,

né? Um país que ainda tem úlcera venosa rodo por aí,

tem que resolver isso antes de começar a gastar horrores em ultra tecnologia mais avançada.

Não tô falando que quem

precisa de um transplante não mereça o transplante, não é isso.

O que eu tô O que eu estou falando é administração,

gestão de recursos,

a gente tem que resolver mais e melhor.

E esse tratamento, a gente já vai entrar na questão de como funciona, né? É a última pergunta aqui do mito e verdade, mas ele é disponível no SUS?

O tratamento de varizes,

sim,

mas não as técnicas mais modernas. Então,

já fora do Brasil, as termoablações em geral, então laser, radiofrequência, já é considerado padrão ouro, porque assim,

é muito melhor do que a técnica antiga tradicional de stripping.

Só que no Brasil não entrou nem na lista de roll da ANS, ou seja,

nem os convênios estão oferecendo as termoablações.

Então, normalmente quem vai fazer um tratamento de varizes acaba tendo que custear alguma coisa extra para conseguir esse tratamento um falando da técnica de stripping. Meu pai com stripping.

E hoje ainda está sendo

indicado essa técnica por ausência de

possibilidade de oferecer uma termabulação.

Eu acho um absurdo,

eu acho realmente um absurdo. Já deveria estar no hall da INES há muito tempo. Infelizmente,

a gente pode ajudar uma paciente por vez.

Sim.

Bom, agora o último pra gente entrar nessa questão do tratamento, você citou alguns nomes, algumas opções pra gente explicar como que funciona cada um.

O último mito-verdade aqui é se depois de tratadas as varizes voltam.

Era uma das perguntas mais em evidência na lista da internet. As pessoas querem saber se consegue resolver o problema ou se tem que manter esse tratamento pra sempre. Eu já respondi essa pergunta de várias formas, eu vou tentar responder de uma forma diferente dessa vez.

Varízes é uma doença crônica,

assim como é diabetes e pressão alta.

Ninguém discute, vamos falar de diabetes,

uma doença crônica, você começa com o tratamento,

ninguém para o tratamento,

porque sabe que se parar, o que vai acontecer? A doença vai continuar evoluindo.

Agora, a varízes,

as pessoas acham que é um problema agudo,

que você vai lá,

opera, resolveu, tratou, curou, não existe mais problema.

Mas não é, é uma doença crônica e ela também vai evoluir, ela também vai progredir.

Isso quer dizer o quê? Que a pessoa carrega genética pra varízes E quando a gente trata, a gente tira as veias que estão doentes hoje.

Isso não significa que outras veias não possam evoluir para a doença varízes. Elas vão evoluir.

A veia que a gente tirou hoje, ela não tem como voltar.

Muito embora algumas pessoas acham que volte,

mas porque a gente tem uma rede venosa muito grande. Às vezes a gente tira uma veia e outra no lugar muito próximo assume a sua posição lá e já estava doente. Isso é incomum, mas acontece,

né, mas na verdade é a progressão da doença, então outras veias que estão saudáveis hoje,

elas podem evoluir para a doença, então todo mundo que tem varícies faz o tratamento e aí depois tem que fazer o acompanhamento, não pode deixar de fazer.

Importante, então, porque as vezes a pessoa deixou de ver,

acha que aquilo lá, mesmo o médico falando que é um problema crônico, né, que a gente já conversou no início, mas deixou de ver, às vezes fica no esquecimento ali e depois percebe que voltou. Então, agora já entrando nessa questão de tratamento, quais são as opções disponíveis, quais são as mais

utilizadas nessa questão do SUS, né, o tratamento mais antigo que você já citou e qual que é a diferença dele para as técnicas mais modernas que são são utilizadas no tratamento particular. Tá, então vamos falar das varizes maiores.

Tem várias técnicas. Eu vou falar as mais comuns, as mais utilizadas, não vou entrar nos subtipos, né?

Então, a técnica stripping que eu já comentei, stripping, entre aspas, seria arrancamento.

Então, entra com um fio de aço lá na altura do tornozelo,

vai com fio de aço até a região inguinal,

tira o fio de aço e aí depois puxa arrancando a veia safena,

é meio brutal,

mas funciona, é eficaz, por isso que continua sendo oferecido,

só que houve uma evolução e essa evolução são as termoblações,

as termoblações a gente entra com um catéter que pode ser ou de rádio-frequência ou de laser, então eu vou usar a energia da rádio-frequência ou energia luminosa para queimar essa veia e fazer ela ela fechar por dentro.

Então eu não arranco ela, eu queimo,

obstrui essa veia.

É engraçado que as pessoas que vão tratar variz falam assim, ah, o médico tratou a minha veia que estava obstruída. Não, não.

Ele obstruiu a veia que estava aberta demais. É o oposto, né?

Então essas técnicas,

laser e rádio-frequência,

elas ambas vão ter excelente resultado com um pós-operatório muito tranquilo. de forma que opera e assim, no dia seguinte já tá liberado pra fazer quase tudo, né? Aqui,

a gente opera com anestesia local e sedação, então o procedimento é super simples,

vem às 9 horas da manhã, a gente faz o procedimento,

lá pelo meio-dia, uma hora já tá levantando e indo embora pra casa.

Então, isso não dá pra fazer na técnica antiga de stripping.

E aí, o pós-operatório, mesma coisa. como o arrancamento da veia. Vai ter um A microcirurgia é uma técnica excelente, uma coisa que poucas pessoas sabem que a técnica atual de microcirurgia foi inventada no Brasil, né?

Foi criada aqui com agulha de crochê aqui no Brasil. Eu estudei fora por muito tempo e eles pediam a pinça brasileirinho lá.

É legal, né? Um pouquinho de orgulho aqui do nosso país. Nosso país é muito voltado pra estética, então a gente tem muita coisa legal também.

Então, a microcirurgia, ela evoluiu bastante também, ela foi minimizando a invasividade,

diminuiu a quantidade de hematoma, de tudo que acontece.

Então, dá pra fazer com anestesia local,

levanta e vai embora. É super tranquilo. Mas também tem outras técnicas, que aí é o laser.

O laser por fora da veia, é o laser transdérmico. Tem também as escleroterapias, e dentro de escleroterapia pode ser com espuma, pode ser com glicose,

com polidocanol, tem um monte de substâncias e técnicas diferentes de escleroterapia.

Normalmente eu gosto de usar uma associação de técnicas, de forma que a gente tem um resultado mais rápido,

com uma eficácia maior.

Em questão dessas técnicas,

é só as mais modernas que são utilizadas aqui, por exemplo, isso muda de médico para médico,

ou é o paciente mesmo que determina em questão até financeira, né, qual é a possibilidade ou não essas mais modernas que vocês utilizam para evitar,

né, ter essa recuperação mais rápida do paciente, vocês deixam de lado a stripping, né, a mais, a clássica, se é que a gente pode dizer assim. Eu não faço mais. Não faz mais. Eu simplesmente não faço. se eu tenho a possibilidade de fazer uma super tranquilo,

eu não me sinto bem passado.

Entretanto, tá cheio de gente por aí que faz, e não tem

problema com isso.

Então, é uma questão de opinião pessoal.

Então, eu já tive paciente que veio e falou assim, ah, eu quero fazer,

eu não tenho como arcar com a diferença, eu quero fazer a técnica antiga. Eu falei, não tem problema, eu posso te indicar quem faz muito bem,

mas eu não faço mais, porque eu não acredito mais nela.

No tratamento de vasinho estético, mesma coisa.

Veja,

é uma arte,

é realmente uma arte.

Um bom artista vai fazer um quadro bonito sem entregar pra ele um lápis.

Um mau artista você pode entregar um kit completo,

ultramoderno, com toda a tecnologia, que não vai sair nada.

Então,

as minhas ferramentas hoje em dia são a escleroterapia com a glicose, com polidocanol com a espuma,

a CRIO esclero, que é a esclero congelada, que tem uma eficácia maior,

e eu sempre vou usar junto o laser transdérmico.

Eu acredito nisso e traz um resultado melhor, mais rápido para o paciente.

Então, se o paciente chega para mim e falar, não, eu quero fazer só a técnica

antiga, quero fazer, faz a espuminha.

Não é o que eu acredito,

não é onde eu consigo entregar o melhor. A minha arte é com esses equipamentos, é aqui que eu tô habituado e que eu consigo oferecer o melhor. Então, não adianta chegar pra alguém que é muito bom com uma coisa e pedir pra fazer outra coisa que ele não acredita que ele não vai ser bom nisso,

né? Então,

e aí vem outro aspecto também, que as pessoas acham que é igual um restaurante.

Que você chega no cirurgião, abre o cardápio e fala, eu quero isso aqui, com isso aqui, com isso aqui. não,

essa técnica é boa para essa veia, essa outra técnica é boa para essa outra veia e essa técnica é boa para aquela outra veia.

Então, normalmente, é uma associação de técnicas para ter o melhor resultado possível.

Porque para bom martelo,

todo parafuso é prego.

Se eu só sei fazer uma coisa, eu vou tentar enfiar a goela abaixo essa coisa sempre.

Então, a gente tem que ter várias ferramentas e conseguir distribuir, em cada caso, para o melhor resultado final. Vai naquela linha, né? Ah, minha amiga falou que fez tal técnica, queria fazer a mesma, dar um bom resultado.

Maravilha, para ela deu certo, mas eu não consigo garantir que a mesma técnica vá dar certo para você. Esse é um problema grande, enorme, enorme, enorme, enorme, porque tem muita gente fazendo tratamento de vazio e que nem médico é.

E aí,

não consegue nem avaliar se tem uma insuficiência venosa por trás, se não tem.

Então, você chega num lugar desse e fala, pega o cardápio,

abre e fala, eu quero fazer isso aqui.

Você acha que vai falar não?

Você quer? Tá pagando?

Pode fazer.

Vai resolver?

Não necessariamente, porque pode ter a doença por trás que não tá sendo tratada.

Então, tem que tomar muito cuidado com o barato que sai caro depois. É muito frequente eu pegar a complicação aqui,

gente que foi fazer numa clínica de estética e tinha lá uma baita de uma insuficiência venosa, fez uma ferida e aí essa ferida virou uma úlcera venosa, que é o estágio final da doença.

Coisa que não era pra ter sido feito, porque a questão não era estética, a questão era doença, doença pura, né? Então a gente tem que tomar muito cuidado com isso.

Do nosso lado, do lado do médico,

é entregar para o paciente o que ele precisa,

não o que ele quer.

Isso é muito difícil,

porque tem muita gente disposta aí a entregar o que ele quer, não o que ele precisa. Porque o que ele quer, ele está disposto a pagar,

mesmo que seja o pior para ele.

Entregar o que ele precisa,

às vezes é uma notícia dura,

às vezes é uma informação que ele não quer ouvir.

Então, esse era o ponto que eu ia chegar agora, as clínicas de estética.

Claro que tem muitos tratamentos que a gente já chegou a trazer em outros episódios aqui, que alguns outros especialistas falaram que são tratamentos que ajudavam nas outras condições,

mas eu já vi também

clínicas oferecendo tratamento para varizes.

Então, isso é um ponto muito importante que eu ia pedir sua opinião, você já explicou que precisa ter muito cuidado em relação a isso e passar por um especialista antes, pelo menos, né, pra saber se… Pelo menos, pra saber se não tem doença por trás. Puxa vida, eu não falei que tá relacionado com inflamação? Às vezes o paciente tá lá no auge de uma inflamação, de um lipedema, numa crise inflamatória e aí ela olha pra perna, vê aqueles vazinhos e coloca a culpa nos vazinhos pra inflamação e todos os sintomas e na verdade aqueles vazinhos eles só tão lá porque tão,

não é? Eles não são a causa de nada, mas se fizer qualquer tratamento naquele momento, vai manchar. Fica tudo escuro,

e aí depois fica… E isso é o menor problema que pode acontecer, porque se faz uma úlcera isquêmica, é horrível, é horrível. Eu tenho paciente aqui que fez úlcera isquêmica e… Nossa, é de chorar, é de chorar, porque fica um buraco e esse buraco a gente não consegue preencher completamente depois.

melhora, mas não fica o perfeito.

Eu não costumo entrar nessa questão, a gente já tá nos cinco minutos finais aqui,

nessa questão financeira, até porque é uma outra parte que envolve a clínica, que se vocês conversam, eu acredito também que seja de paciente para paciente, né, para entender como vai ser feito,

mas só para esclarecer a questão do convênio. Então, tem uma parte que a pessoa pode,

pelo menos, marcar a consulta e tentar

abater, né, se é assim que chama no convênio. É uma doença.

Então,

o tratamento da a insuficiência venosa das varizes está no hall da INS,

então o convênio é obrigado a cobrir isso.

Agora, o que não está no hall da INS são as novas tecnologias.

Então eles vão entregar um pacote básico.

Aí as pessoas podem querer o algo a mais ou não, pode aceitar o básico.

Só que as varizes tem os dois lados, tem o lado estético e tem o lado doença. A aplicação de vazinho, o laser de vazinho, tudo isso é uma questão estética que o convênio não tá nem aí pra isso.

Eu sei, vai todo mundo me xingar aqui embaixo,

mas tá certo.

Não deveria ser obrigação do convênio pagar estética.

Tem muita gente que quer se aproveitar disso, tenta enganar o convênio, E aí,

isso acaba caindo como um ônus pro sistema inteiro.

Então, aquele que tá se aproveitando do sistema,

acha que tá sendo esperto, mas aí piora pra todo mundo que tem que pagar essa lei de Gerson, essa pequena malandragem.

Então, a gente tem que separar muito bem o que é doença do que é estética.

Perfeito.

Agora, doutor, pra gente finalizar, a pessoa já tá no alerta ali pra possíveis varizes.

Quais são as recomendações pra já tá buscando tratamento, deve evitar fazer algo ou precisa fazer algo durante esse período que já tá buscando a melhora da condição,

e as recomendações que a gente já citou, mas pra gente finalizar,

pras pessoas se precaverem, os exercícios físicos que a gente comentou,

a boa qualidade de vida, o que a gente pode Então vamos lá,

boa hidratação,

isso é fundamental,

eu vejo que ninguém bebe água a mais, eu tô com a boca seca aqui, eu esqueci de trazer minha água,

né, isso é inconsciente, a gente tem que sair ativamente atrás de uma boa hidratação.

Exercício físico, então todo mundo tem que fazer,

aí entra o fortalecimento da musculatura da panturrilha é o principal deles, né? E é um exercício fácil, dá pra subir no degrau da escada e ficar levantando o pé e puxa vida, dá pra fazer caminhada,

não tem desculpa, é colocar a mão na maçaneta da porta, abrir, sair e dar a volta no quarteirão,

né? Não tem desculpa.

E agora, se tem a hereditariedade pra isso,

ou seja, pai, mãe, tem varízes,

busca o cirurgião vascular um pouquinho antes.

Pra já. Não espera o negócio degringolar,

vai antes, só pra ter um pouquinho de

direcionamento,

se vai ter problema ou não.

Nem todo cirurgião vascular vai tentar operar todo mundo na primeira consulta, tem uns que fazem isso, mas o O certo é direcionar para um hábito de vida saudável, tudo que tem que fazer para evitar.

Então,

tenha uma grande hereditariedade, pai e mãe com varizes, vão buscar um anticoncepcional com menos hormônio ou uma outra forma de anticoncepção,

isso é muito bom. E acho que o principal é não busque alternativas.

Porque vai ter um monte por aí e é o barato que sai caro.

É o creminho milagroso, é a pílula milagrosa,

é o banho de terra não sei de onde, o emplastro não sei do que, a folha de não sei o que, gente,

a gente tá falando de um problema mecânico, hidráulico, onde já houve alteração na parede venosa,

não tem nada na face da terra no momento em que regrida esse dano,

mesmo que qualquer coisa dessa, não tô entrando no mérito,

a gente até pode fazer um podcast inteiro sobre essas medicinas alternativas, mas até que elas possam aliviar um pouquinho o sintoma,

não vai mudar o dano mecânico e hidráulico que já aconteceu na veia.

Então busque o cirurgião vascular, que é o médico responsável por esse tratamento. Nem que não seja pra operar. Vai lá pra tirar dúvidas, saber se tem ou não indicação.

Eu gosto de falar que às vezes as pessoas chegam e falam assim, ah, mas eu tenho que operar?

Assim, não.

Ter ou você não tem. Você pode.

E muda tudo.

Porque às vezes as pessoas têm um medo assim brutal da cirurgia, porque é obrigatório, é obrigatório. Não, nessa fase não é. Nessa fase você faz se você quiser. vão ficar acompanhando, não tem problema nenhum,

é só encontrar aquele que vai ser mais honesto,

honesto acho que não é a palavra certa,

mais explicativo, né, porque às vezes é muito fácil falar para o paciente, tem que operar e ponto final, porque você não tem que explicar,

né,

agora explicar que, ah, nesse caso talvez não precise, talvez precise, nem todo mundo tem a paciência de explicar tudo o que é necessário. Perfeito, e isso já foi um encaminhamento muito importante aqui.

Tenho certeza que vai ajudar quem tem alguma dúvida até própria ou relacionado a alguém, né, já viu alguém passar por essa situação,

foi muito

esclarecedor. Doutor, muito obrigada pela sua participação aqui mais uma vez. Eu que agradeço, vamos fazer outras.

Com certeza, já tem até um tema aí de sugestão que é das

medicinas alternativas, né,

que a gente falou agora já surgiu aí uma… Mas vamos ver se o pessoal quiser, né? O pessoal não comenta, tem que comentar aí.

Comentem sugestões, ideias ou dúvidas que vocês têm. Pode ser relacionado a esse assunto mesmo, a gente traz de novo com outro

enfoque, né, doutor? E quem que tem a vizinha invejosa do lado, né?

Isso daí, tenho certeza. Comenta aí em quem que vocês viram, porque sem dúvida, já vieram umas três pessoas na minha cabeça aqui, só de a gente citar. Obrigada, doutor. Boa semana. Pra você também. Obrigada. Agradeço também o carinho da sua audiência e participação mais uma vez aqui conosco pra falar sobre tudo que envolve qualidade de vida. Como a gente falou, não deixe de acompanhar a página,

siga a página, comente aqui as suas sugestões, as suas dúvidas e curta esse vídeo que ajuda muito a nossa divulgação. Obrigada e até a próxima. Tchau!

Fatores de Risco e Causas

Vários fatores contribuem para o desenvolvimento de varizes, incluindo genética, hormônios, estilo de vida e gravidade. A predisposição genética joga um papel crucial, e pessoas com histórico familiar de varizes têm maior probabilidade de desenvolvê-las. Além disso, mudanças hormonais, como as ocorridas durante a gravidez, menopausa e uso de anticoncepcionais, podem afetar a elasticidade das veias, aumentando o risco. O estilo de vida também influencia, onde a falta de exercícios, uma dieta inadequada e o excesso de peso podem piorar a condição. A gravidade desafia o retorno do sangue ao coração, especialmente em pessoas que ficam em pé ou sentadas por períodos prolongados.

Sintomas

Os sintomas das varizes incluem veias visíveis, sensação de peso ou dor nas pernas, inchaço, especialmente ao final do dia, e, em casos mais avançados, alterações na pele, como escurecimento, e até úlceras venosas.

Prevenção e Tratamento

A prevenção passa por manter um estilo de vida saudável, com dieta equilibrada, hidratação adequada e prática regular de exercícios, especialmente aqueles que fortalecem a musculatura da panturrilha, facilitando o retorno venoso. O uso de meias de compressão pode ser recomendado em alguns casos, ajudando a melhorar o fluxo sanguíneo.

Quando o tratamento se faz necessário, as opções variam de acordo com a gravidade e tipo de varizes. Técnicas mais modernas, como a termoablação (laser ou radiofrequência), oferecem recuperações mais rápidas e menos invasivas em comparação ao método tradicional de stripping. Além disso, tratamentos como escleroterapia (com espuma, glicose ou polidocanol) e laser transdérmico são eficazes para casos estéticos, como os vasinhos.

Considerações Importantes

É essencial a avaliação por um cirurgião vascular para um diagnóstico correto e definição do tratamento mais adequado, levando em conta que varizes são uma condição crônica, que pode exigir acompanhamento contínuo. Evitar “soluções milagrosas” e buscar orientação médica é a melhor abordagem para lidar com varizes de forma eficaz.

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