O Sistema Circulatório

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O sistema circulatório
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Como funciona nosso ssistema circulatório: o papel do sistema arterial, venoso e linfático. 

Nosso sistema circulatório tem o importante trabalho de bombear o sangue através do nosso corpo. As artérias e veias que fazem parte do sistema circulatório. Elas existem nas suas mais variadas formas, tamanhos e comprimentos. Alguns desses vasos são tão pequenos que é impossível vê-los a olho nu, enquanto outros são tão grandes quanto o diâmetro de um dedo.

Nosso sistema circulatório é composto de duas partes separadas: as artérias, que levam o sangue contendo oxigênio e nutrientes do coração para todos os tecidos do nosso corpo; e as veias, que trazem o sangue “usado” de volta para o coração. Um terceiro sistema, o linfático, que não carrega sangue é responsável pela drenagem dos restos produzidos pela células através do liquido chamado linfa.

Enquanto as artérias são bombeadas pelo coração e a gravidade ajuda a chegar na periferia, nossas veias precisam de energia para serem bombeadas de volta para o coração. Essa força de bombeamento tem que vencer a gravidade. As veias conseguem fazer esse difícil trabalho porque elas estão dispostas em duas camadas e cada camada contribui com uma maneira diferente, movimentando o sangue de volta para cima.

Sistema circulatorio

Nossas veias profundas passam por dentro de nossos músculos e toda a vez que nós comprimimos ou contraímos a musculatura da perna essas veias são espremidas e o sangue acaba sendo direcionado para cima. Assim como uma pasta de dente. E como todas as nossas veias têm válvulas dentro delas, esse fluxo sempre vai em uma direção só, ou seja, da perna para o coração.

Enquanto nosso sistema venoso profundo bombeia o sangue, nosso sistema venoso superficial coleta o sangue dos tecidos superficiais. Essas veias superficiais estão dispostas em uma rede de milhares de vasos que estão distribuídos na superfície de nosso corpo e nos tecidos de nosso corpo.

O sistema venoso profundo bombeia o sangue de volta para cima e o sistema venoso superficial coleta mais sangue da nossa pele e tecidos superficiais, movendo para o sistema venoso profundo. Com a contração muscular, esse sangue volta para cima.

A maior parte das vezes esse sistema funciona bem, mas às vezes pode não funcionar. E isso acontece quando a parede dos vasos se dilata afastando as abas das válvulas, que é uma condição genética, hereditária, mas também pode acontecer na gravidez ou com o uso de algumas medicações ou com a idade. E quando essas válvulas não funcionam, o sangue não consegue voltar por nossas veias. Esse fluxo reverso, ou seja, esse sangue que vai na direção contrária, é chamado de refluxo.

Quando o refluxo acontece nas nossas veias, o sangue passa a se acumular em uma região das nossas pernas, causando inchaço. Essas válvulas unidirecionais, quando são danificadas, ou por trauma ou por outros fatores, permite que ocorra o refluxo, causando também o inchaço das pernas.

Um trombo ou coágulo pode ocorrer dentro de um sistema venoso profundo. É chamado de trombose e dificulta a passagem do sangue por ele, causando danos nessas veias e válvulas. Isso acaba acarretando também o represamento de sangue abaixo do trombo. Quando ocorre um represamento sanguíneo, vários problemas podem acontecer, como desconforto na perna, dor, cãibra, cansaço, peso. E algumas pessoas desenvolvem sinais visíveis de doença venosa, como as veias em formato de aranha (teleangiectasias, reticulares), como os vasinhos, as veias varicosas e as úlceras. O represamento do sangue das pernas também pode formar os trombos, que seria a trombose venosa profunda.

 

Autor: Prof. Dr. Alexandre Amato

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Alexandre Amato

O Dr Alexandre Amato é médico, professor de cirurgia vascular da Universidade de Santo Amaro (UNISA), e tem quatro especialidade médicas reconhecidas pelo MEC e respectivas sociedades: cirurgião geral, cirurgião vascular, angiorradiologista e ecografista. Formou-se na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e especializou-se em vários hospitais privados e públicos em São Paulo. Aprofundou-se em cirurgia vascular em Milão, no hospital San Raffaele da Università Vita-Salute. Quando voltou, fez seu doutorado em cirurgia cardiotorácica na Universidade de São Paulo (USP). Fundou a Associação Brasileira de Lipedema para divulgar conhecimento de qualidade às mulheres portadoras de Lipedema.

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