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Lipedema
Estágio I
Lipedema
Estágio II
Lipedema
Estágio III
Lipedema
Estágio IV
* Renzo L Di, Cinelli G, Romano L, Zomparelli S, Santis GL De, Nocerino P, et al. Potential Effects of a Modified Mediterranean Diet on Body Composition in Lipoedema. 2021;1–19.
O melhor artigo cientifico sobre lipedema com fotos que você vai encontrar foi publicado pelo Dr. Alexandre Amato
Nesse artigo você vai conseguir ver o antes e depois do tratamento conservador do lipedema.
Amato ACM, Benitti DA. Lipedema Can Be Treated Non-Surgically: A Report of 5 Cases. American Journal of Case Reports 2021; 22: 1–8.
Folheie o artigo abaixo:
Nos últimos tempos, venho observando um fenômeno preocupante: o uso não autorizado de minhas imagens de lipedema na internet, muitas vezes para ilustrar informações incorretas sobre a condição. Essa prática não apenas infringe os direitos autorais, mas também propaga desinformação, prejudicando a compreensão pública sobre o lipedema e afetando negativamente aqueles que convivem com a condição. Este artigo tem como objetivo abordar esse problema e esclarecer alguns pontos fundamentais sobre o lipedema.
O Que é Lipedema?
O lipedema é uma doença crônica que se caracteriza pelo acúmulo anormal de gordura subcutânea, predominantemente nas pernas e braços, que causa dor e outros sintomas desconfortáveis. A condição é frequentemente confundida com obesidade ou linfedema, mas possui características distintas que necessitam de um diagnóstico e tratamento específicos.
O Problema do Uso Indevido de Imagens
O uso indevido de imagens é uma questão grave por vários motivos:
- Violação de Direitos Autorais: Minhas imagens são protegidas por direitos autorais, e sua utilização sem permissão é ilegal.
- Desinformação: Muitas vezes, as imagens são usadas para ilustrar informações incorretas ou incompletas sobre o lipedema, o que pode confundir o público e os pacientes.
- Impacto Negativo nos Pacientes: A propagação de desinformação pode levar a diagnósticos incorretos, tratamentos inadequados e estigmatização das pessoas com lipedema.
A Importância da Informação Correta
A correta disseminação de informações sobre o lipedema é crucial para aumentar a conscientização e melhorar a qualidade de vida dos pacientes. O lipedema é uma condição ainda pouco compreendida, e a propagação de informações erradas pode ser extremamente prejudicial. Por isso, é essencial que fontes confiáveis e especialistas no assunto sejam consultados e que as informações sejam baseadas em estudos científicos e evidências clínicas.
Quando avaliamos nossos pacientes no consultório vascular, a inspeção visual é parte central do diagnóstico de lipedema — antes mesmo de qualquer exame de imagem. Como cirurgião vascular, aprendi que a distribuição do tecido gorduroso, a simetria, o padrão de corte no tornozelo e a textura da pele contam uma história clínica que fotos conseguem preservar. Por isso compartilho estas imagens: não como curiosidade estética, mas como ferramenta de reconhecimento para pacientes e profissionais que suspeitam da condição.
Como identificar lipedema pelas fotos — o que o médico observa
Quando olhamos uma foto clínica de lipedema, procuramos sistematicamente quatro achados visuais que, em conjunto, orientam o diagnóstico:
- Distribuição bilateral e simétrica da gordura — os dois lados do corpo são acometidos de forma praticamente idêntica, algo incomum em outras causas de aumento volumétrico dos membros.
- Desproporção entre tronco e membros — pacientes com lipedema frequentemente mantêm cintura, mãos e pés de proporção compatível com o biotipo, enquanto coxas, joelhos, pernas e braços acumulam gordura desproporcional.
- Sinal do corte (cuffing) no tornozelo — a gordura “para” abruptamente na altura do tornozelo, poupando o dorso do pé. Esse degrau visível é um dos sinais mais característicos e costuma aparecer com clareza nas fotos laterais.
- Textura da pele — nos estágios mais avançados, a superfície cutânea mostra o aspecto de “casca de laranja” (capitonagem) ou nódulos palpáveis visíveis mesmo em imagem estática.
Nenhuma foto isoladamente fecha diagnóstico — mas, combinadas com a história clínica (dor espontânea, equimoses fáceis, refratariedade à dieta), elas direcionam a investigação e a conduta.
Lipedema vs linfedema nas imagens — diferenças visuais
Uma confusão frequente é entre lipedema e linfedema. Ambos cursam com aumento volumétrico dos membros, mas as imagens revelam diferenças importantes:
- Pé acometido: no linfedema, o dorso do pé incha e o aspecto é de “pé quadrado”. No lipedema, o pé é tipicamente poupado — o corte no tornozelo é o que chama atenção.
- Simetria: o lipedema é quase sempre bilateral e simétrico. O linfedema pode ser unilateral, especialmente quando secundário a cirurgia oncológica, radioterapia ou erisipela de repetição.
- Sinal de Stemmer: embora não visível em foto estática, o sinal de Stemmer positivo (impossibilidade de pinçar a pele do segundo pododáctilo) é característico do linfedema e orienta o exame clínico complementar à imagem. Saiba mais em sinal de Godet e outros sinais clínicos.
- Pitting (cacifo): o linfedema inicial deixa depressão persistente à compressão; o lipedema tipicamente não deixa cacifo nas fases iniciais.
Vale lembrar que, em estágios avançados, os dois quadros podem se sobrepor — o chamado lipo-linfedema —, e a foto sozinha deixa de ser suficiente: exames como a linfocintilografia passam a ser necessários.
Lipedema grau 1, 2, 3 e 4 — fotos comparativas
A imagem abaixo reúne os quatro estágios clínicos em uma comparação visual direta. Uso essa figura no consultório para ajudar a paciente a localizar seu próprio quadro dentro da progressão da doença.

As fotos acima ilustram os quatro estágios clínicos que usamos na prática. Vale entender o que cada uma mostra:
- Estágio I — pele lisa, volume aumentado: a superfície cutânea permanece uniforme, sem nódulos visíveis. O aumento é notado principalmente pela desproporção entre membros e tronco. Nessa fase, a resposta ao tratamento conservador é mais previsível.
- Estágio II — pele irregular com nódulos: surgem as primeiras “ondulações” e pequenos nódulos subcutâneos palpáveis, com aspecto de casca de laranja em áreas como coxa interna e joelho medial.
- Estágio III — grandes lóbulos e deformidade: lobulações maiores de tecido adiposo alteram o contorno do membro, podem dificultar a marcha e gerar atrito intertriginoso (dermatite nas dobras).
- Estágio IV — lipo-linfedema: o componente linfático secundário se soma ao quadro adiposo. A foto pode mostrar perda do corte no tornozelo, edema do dorso do pé e, em alguns casos, alterações cutâneas tróficas.
Essa progressão não é inevitável. Com diagnóstico precoce e manejo adequado — que pode incluir drenagem linfática, compressão, exercício direcionado e alimentação anti-inflamatória —, muitas pacientes permanecem no estágio I ou II por anos.
Lipedema antes e depois do tratamento conservador
Uma das perguntas mais frequentes no consultório é: “Tem foto de antes e depois do tratamento sem cirurgia?” A resposta é sim. Em série de casos que publicamos na American Journal of Case Reports (2021), documentamos cinco pacientes com lipedema que obtiveram redução sustentada de dor, perimetria e sintomatologia apenas com manejo conservador estruturado — sem lipoaspiração.
O que as imagens do estudo mostram, em termos práticos:
- Redução visível do contorno em coxa e joelho após 6 a 12 meses de conduta multidisciplinar.
- Melhora da capitonagem (aspecto casca de laranja) mesmo sem grande perda de peso.
- Recuperação do corte no tornozelo em pacientes que tinham perdido essa referência anatômica pela progressão.
- Redução de equimoses espontâneas — um desfecho clínico que a foto não captura, mas que a paciente relata.
Abaixo, as fotos de antes e depois dos cinco casos documentados:





Para informação médica completa sobre lipedema, acesse lipedema.org.br — o portal especializado. Lá você encontra protocolos de tratamento, referências científicas atualizadas e orientação para pacientes em todos os estágios da doença.
Perguntas frequentes sobre fotos e diagnóstico visual do lipedema
1. Dá para diagnosticar lipedema só olhando uma foto?
Não. A foto orienta a suspeita e mostra padrões clássicos (simetria, corte no tornozelo, desproporção), mas o diagnóstico exige exame clínico — incluindo palpação para identificar dor e nódulos — e exclusão de outras causas como linfedema e insuficiência venosa.
2. Por que as fotos de lipedema mostram sempre pernas e braços e não o tronco?
Porque o lipedema acomete preferencialmente as extremidades. A gordura do tronco, quando presente, geralmente tem outro padrão (obesidade metabólica), e a desproporção tronco-membros é justamente um dos marcadores visuais da condição.
3. Posso me comparar com as fotos do site para saber meu grau?
É útil como referência inicial, mas o estadiamento clínico considera também a textura da pele à palpação, o grau de dor, a presença de edema e o impacto funcional — aspectos que a foto não captura integralmente. Uma consulta com cirurgião vascular ou angiologista experiente em lipedema fecha o quadro.
4. Fotos podem mostrar a diferença entre lipedema e celulite?
Parcialmente. A celulite gera irregularidade cutânea em áreas localizadas, sem dor espontânea e sem desproporção volumétrica. O lipedema altera o volume e a forma do membro, com dor e equimoses espontâneas — achados que extrapolam o aspecto da pele.
5. As fotos de antes e depois do tratamento conservador são reais?
Sim. As imagens publicadas no nosso artigo de 2021 na American Journal of Case Reports seguem protocolo científico, com pacientes reais acompanhadas por 6 a 12 meses de conduta multidisciplinar (compressão, drenagem, exercício, alimentação, manejo da dor). O artigo completo está embedado acima nesta página.
Continue a leitura
- Drenagem linfática — quando indicar no lipedema, diferença entre manual e mecânica e quantas sessões fazem diferença.
- Lipoedema — a mesma doença, outras nomenclaturas: o que muda entre lipedema, lipoedema e o diagnóstico diferencial completo.
Mais sobre o sistema linfático
- Linfedema — a doença linfática que cursa com inchaço e, em fases avançadas, pode se sobrepor ao lipedema (lipo-linfedema).
- Como funciona o sistema linfático — base para entender drenagem, estase e congestão nos quadros vasculares.
Livros do Dr. Amato relacionados
- A Beleza do Lipedema: Além da Cura, Uma Revelação — Uma leitura aprofundada sobre o lipedema pela ótica de quem trata a doença há mais de uma década, com casos clínicos e protocolos de manejo.
- Método de Exercícios para o Lipedema — Protocolo estruturado de exercícios físicos adaptados para pacientes com lipedema, o tripé terapêutico junto com drenagem e compressão.




