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Quais são os tipos de varizes que existem?

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Se você pensa que as varizes são todas iguais, está muito enganada. Existem diferentes tipos de varizes e elas podem se diferenciar pelo tamanho, pela coloração, pela profundidade e também pelos sintomas apresentados. Além disso, as varizes também são divididas em níveis de maior ou menor perigo. Quer saber qual o tipo de variz que incomoda você? Venha saber mais sobre o assunto.

Tipos de varizes

As varizes são veias doentes, de formato tortuoso que impedem a circulação regular do sangue. Esse defeito faz com que surjam os coágulos, também chamados trombos.

As veias varicosas são dilatadas e, em alguns casos, sensíveis. Geralmente, surgem nos membros inferiores e se apresentam sob diferentes características, podendo ser classificadas nos tipos a seguir:

Vasinhos ou aranhas vasculares

O nome técnico para essas varizes é telangiectasia, mas elas são mais conhecidas como aranhas vasculares ou vasinhos. São aquelas veias finas, com várias ramificações que se assemelham a uma aranha.

As varizes vasculares são menores do que os outros tipos e também são menos perigosas. Logo que surgem, afetam mais a estética das pernas do que a saúde propriamente dita já que não provocam sintomas. No entanto, isso não quer dizer que não devam ser tratadas.

Pelo contrário, a existência de varizes nas pernas, por menores que sejam indicam sim um problema circulatório e que podem evoluir para algo mais grave como tromboflebites, úlceras e trombose mais tardiamente.

Os vasinhos têm cerca de 1 mm de diâmetro, coloração arroxeada ou avermelhada e se localizam bem na superfície mais externa da pele. Por isso, podem ser vistos com facilidade.

Varizes reticulares

Também chamadas de microvarizes, as varizes reticulares têm entre 1 e 3 mm de diâmetro. Geralmente são azuladas ou esverdeadas e também estão localizadas na superfície da pele, só que um pouco mais internamente.

Apesar de serem visíveis a olho nú, essas varizes não têm o aspecto saltado, característica comum das varizes tronculares.

Varizes tronculares

As varizes tronculares são o tipo mais grave desse problema e, por isso, exigem tratamento imediato para evitar complicações mais graves. Tronculares são aquelas veias mais saltadas, inchadas e tortuosas. Elas também são mais largas e têm cerca de 4 mm de diâmetro.

Vale lembrar que nem todas as veias saltadas são varizes. Muitas pessoas apresentam veias salientes e se assustam com o grande volume das mesmas.

No entanto, veias volumosas são uma característica natural em determinadas pessoas e geralmente são provocadas pela pouca gordura na região e também pela grande carga muscular no local, o que faz com que as veias fiquem mais aparentes.

Veias saltadas, livres de outros sintomas como dores, coceira ou ardência não indicam insuficiência venosa.

Classificação das varizes

As varizes também são classificadas por especialistas de acordo com o risco que oferecem. A classificação varia de 0 a 6. Vamos ver mais detalhes.

C0: são varizes que não se destacam na pele e, erroneamente, fazem com que muitas mulheres não saibam que têm o problema. Nessa fase, não há nenhum sintoma o que retarda a procura ao médico e, consequentemente, o diagnóstico precoce.

C1: nessa classificação estão os vasinhos e as varizes reticulares. O sintoma mais nítido é a própria veia um pouco saltada. Não há relatos de dores, inchaços ou algo parecido, a não ser o desconforto estético uma vez que as veias varicosas marcam a região das pernas.

C2: são as veias tronculares que apresentam um estágio já avançado. São veias extremamente saltadas, tortuosas e que afetam tanto a saúde do corpo quanto a estética. Essa fase deve servir de alerta e a pessoa afetada deve buscar ajuda o quanto antes.

C3: nessa fase, as veias tronculares trazem também um edema que se caracteriza com um inchaço na região afetada ou nos tornozelos. Outros sintomas podem surgir como câimbras, coceira e cansaço nas pernas. A insuficiência venosa crônica fica evidente.

C4: nessa classificação, a pele apresenta forte coloração avermelhada ou arroxeada, geralmente com descamações chamadas de eczemas. Também é nessa fase que surgem manchas brancas em torno das varizes chamadas de atrofia branca.

C5: nessa fase, as pernas afetadas por varizes desenvolvem pequenas úlceras venosas que cicatrizam mais facilmente. As úlceras, únicas ou múltiplas, podem surgir na região onde se encontram as varizes ou também nos tornozelos.

C6: a última classificação das varizes indica veias varicosas que estão com úlceras ativas, ou seja, ferimentos de difícil cicatrização e que causam extremo desconforto nas pernas, locais onde elas mais se apresentam.

As úlceras costumam surgir após pequenos traumas na região como arranhões, por exemplo. Como a região está bastante fragilizada, em pouco tempo o ferimento evolui, cresce e se transforma em úlceras dolorosas e profundas.

Se não forem tratadas, esses ferimentos podem infeccionar rapidamente, agravando ainda mais o problema, especialmente se a pessoa sofrer com alguma doença crônica como a diabetes, por exemplo.

Devemos lembrar que, quanto mais varizes a pessoa apresentar, e quanto mais sintomas surgirem, maior é o grau de insuficiência circulatória.

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Como tratar as varizes

Pudemos perceber que as varizes seguem uma evolução de gravidade. Primeiro se apresentam como pequenos vasos, simples, que não doem e provocam desconforto estético. Depois, se agravam até se transformarem em úlceras intravenosas.

É por essa razão que existem tratamentos diferenciados para atender de forma direcionada e efetiva a todos os casos de varizes, de acordo com as especificidades de cada tipo.

Por isso, é de fundamental importância que a pessoa acometida por esse problema, em especial as mulheres, procurem ajuda médica logo que perceberem alguma alteração na pele e não esperem que as varizes comecem a doer para ir ao médico.

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Aliviando os sintomas das varizes

O tratamento é a solução adequada para conter as varizes e seus sintomas e apenas o médico especialista pode indicar a melhor solução para cada caso. Contudo, existem meios paliativos usados para reduzir o desconforto e diminuir a velocidade de progressão da doença. São exemplos:

  • Usar meias de compressão para estimular a circulação sanguínea;
  • Fazer atividade física com frequência;
  • Elevar as pernas para facilitar a circulação do sangue nos membros inferiores e permanecer assim por cerca de 30 minutos, de três a quatro vezes por semana.

Como vimos, as varizes não são todas iguais. Da mesma forma que se apresentam em formatos diferentes na pele, elas também têm características, sintomas, consequências específicas e únicas em cada caso. Por isso, é importante conhecer todos os tipos de varizes e fazer o tratamento correto, de acordo com a indicação do especialista.

 

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