Passando varizes na família

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Uma pergunta comum em nossa clínica é “As Varizes passam nas famílias?

Sim, infelizmente isso é verdade – se um dos pais tem varizes, então você tem um risco aumentado. Se ambos os pais são afetados… então você tem um risco de 90%!

Tecnicamente não são as varizes que passam nas famílias, mas sim a doença venosa, afetando as paredes das veias, que danifica as válvulas na perna, as veias que, em seguida, levam ao desenvolvimento de varizes. Então, nem todos os membros da família podem ter varizes visíveis, mas se suas veias da perna são incompetentes e causam refluxo venoso, em seguida, elas podem estar desenvolvendo problemas, tais como:

Se um membro da família sofre com varizes e você tem algum destes sintomas, então pode ser recomendado que você tenha avaliação de suas pernas com ultrassom venoso.

Bom, pode parecer que só há aspectos ruins em ter a doença venosa genética, mas existe um lado positivo: Ao saber de antemão que seu risco para desenvolver varizes e danos valvulares é maior, é possível melhorar os hábitos de vida para que a doença não afete drasticamente. Por exemplo, evitando os fatores de piora como a obesidade. Os hábitos de vida saudáveis que mais influenciam a longo prazo na vida de quem tem a probabilidade genética da doença venosa são:

  • Dieta e hábito alimentar:
    • Aqui o importante é não ficar obeso, manter-se dentro do peso saudável
  • Exercício físico:
  • Profissão
    • Escolher e direcionar para alguma profissão que não fique muito tempo de pé parado. Seguranças, professores, cirurgiões sofrem muito com o problema.
  • Acompanhamento médico:
    • O tratamento precoce também evita as grandes catastrofes, então comece cedo, que provavelmente não terá grandes problemas.

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Alexandre Amato

O Dr Alexandre Amato é médico, professor de cirurgia vascular da Universidade de Santo Amaro (UNISA), e tem quatro especialidade médicas reconhecidas pelo MEC e respectivas sociedades: cirurgião geral, cirurgião vascular, angiorradiologista e ecografista. Formou-se na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e especializou-se em vários hospitais privados e públicos em São Paulo. Aprofundou-se em cirurgia vascular em Milão, no hospital San Raffaele da Università Vita-Salute. Quando voltou, fez seu doutorado em cirurgia cardiotorácica na Universidade de São Paulo (USP). Fundou a Associação Brasileira de Lipedema para divulgar conhecimento de qualidade às mulheres portadoras de Lipedema.