Varizes internas

Pernas bonitas sem varizes internas
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O sistema venoso das pernas compreende 3 sistemas:

  • o sistema venoso superficial,
  • o sistema venoso profundo
  • e o sistema perfuro-comunicante (ou perfurantes).

Quando veias do sistema venoso superficial dilatam e passam a transportar o sangue no sentido errado, por ser superficial, formam as varizes, que são veias dilatadas, tortuosas e visíveis a olho nú. São as varizes que todo mundo conhece e os vasinhos.

Quando o sistema perfuro comunicante está doente, este acaba comprometendo o sistema venoso superficial também e muitas vezes traz sintomas como

Mas, quando o sistema venoso profundo está comprometido, essas veias não são visíveis. E o sistema venoso profundo (interno) é responsável por até 90% do retorno venoso. Quando há insuficiência venosa profunda, essas veias “internas” passam a levar o sangue no sentido errado, causando os sintomas como inchaço, coceira, manchas e até úlceras. O termo “varizes internas” apesar de incorreto, por sugerir uma veia dilatada e visivel, mas profunda, acaba significando que o sistema venoso profundo está doente. Frequentemente a insuficiência venosa profunda, ou “varizes internas” é mais grave que as varizes superficiais.

Obviamente pode haver comprometimento simultâneo dos sistemas venosos: É possível ter veias superficiais dilatadas, ou seja varizes, associado à insuficiência do sistema venoso profundo, ou interno.

Por isso é sempre muito importante ser avaliado por cirurgião vascular. O tratamento superficial das varizes às vezes esconde um problema maior por trás.

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Alexandre Amato

O Dr Alexandre Amato é médico, professor de cirurgia vascular da Universidade de Santo Amaro (UNISA), e tem quatro especialidade médicas reconhecidas pelo MEC e respectivas sociedades: cirurgião geral, cirurgião vascular, angiorradiologista e ecografista. Formou-se na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e especializou-se em vários hospitais privados e públicos em São Paulo. Aprofundou-se em cirurgia vascular em Milão, no hospital San Raffaele da Università Vita-Salute. Quando voltou, fez seu doutorado em cirurgia cardiotorácica na Universidade de São Paulo (USP). Fundou a Associação Brasileira de Lipedema para divulgar conhecimento de qualidade às mulheres portadoras de Lipedema.