6 sinais de que você tem intolerância alimentar – e o que você precisa fazer sobre isso

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Intolerância Alimentar
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Sentir-se ansioso, cansado ou mesmo sofrendo de dor nas articulações é frequentemente considerado parte do estresse da vida moderna.
Mas podem ser indicadores de intolerância alimentar, e simplesmente cortar algo da sua dieta, pode melhorar a sua saúde e bem-estar. 
Veja agora os seis sintomas mais comuns que mostram que seu corpo está reagindo a um determinado alimento que você consome.
As intolerâncias alimentares, muitas vezes confundidas com alergias, são completamente diferentes.
Os sintomas podem levar até 72 horas para aparecerem e a gravidade pode variar de pessoa para pessoa.
 
Dra. Gill Hart, bioquímico, disse: “Uma intolerância alimentar pode ocorrer quando seu corpo tem problemas para digerir certos alimentos.
Quando isso acontece, com o tempo, grandes partículas das proteínas dos alimentos podem entrar na corrente sanguínea. O sistema imunológico às vezes vê essas partículas como uma ameaça e produz anticorpos para ‘atacá-las’. O sistema imunológico do seu corpo responde criando inflamação. É essa inflamação que pode desencadear sintomas que, se não forem tratados, podem se desenvolver ao longo do tempo e causar doenças.
Aqui estão seis sinais de que você pode ter intolerância alimentar.
1. Cansaço ou fadiga
A causa mais comum de cansaço é a falta de sono, mas a ciência mostrou que comida e bebida podem ter um grande impacto nos seus níveis de energia.
Muitas pessoas associam intolerâncias alimentares a problemas digestivos, como o inchaço e a síndrome do intestino irritável (SII). No entanto, ter fadiga e pouca energia também são sintomas de intolerância alimentar. De fato, uma em cada cinco pessoas que fazem exames  de intolerância alimentar, o fazem por estar sentindo cansaço.
A intolerância alimentar também pode contribuir para queixas relacionadas à pele. Se você estiver enfrentando crises prolongadas de comichão e coceiras na pele, sem uma causa óbvia, pode ser uma boa ideia analisar a sua dieta. As pessoas que tendem a desenvolver eczema são categorizadas como ‘atópicas’, o que significa que elas têm um sistema imunológico hiperativo, fazendo com que a pele fique facilmente inflamada. Se há algo que você está comendo que está causando inflamação no corpo, existe a possibilidade de que isso possa afetar a sua pele, o que significa que manter uma dieta “amiga” do eczema pode ser a chave no gerenciamento de crises.
3. Sintomas de SII
Os sintomas da síndrome do intestino irritável (SII) incluem dores abdominais, gases, inchaço e constipação.
A SII pode ser desencadeada por certos alimentos que irritam o sistema digestivo e também pode ser um sintoma de intolerância alimentar.
Estudos descobriram que o intestino irritável está ligado a um intestino hipersensível e muitas pessoas encontram alívio ao eliminarem certos alimentos da sua dieta.
4. Dor nas articulações
Você tem dores e desconfortos gerais que não podem ser explicados por uma condição subjacente? Seja sábio e olhe para o que você está comendo. Nós somos o que comemos. Se você sentir dores nas articulações em geral, pode valer a pena considerar qual o papel da sua dieta, porque uma intolerância alimentar pode estar contribuindo para esses problemas. Segundo a Associação de Artrite, o que você come pode causar inflamação no corpo e nas articulações, o que pode levar à dor.  
Eles dizem que os alimentos que podem causar inflamação incluem açúcar, gorduras saturadas e gorduras trans, encontradas em alimentos como pizza e queijo.
5. Ansiedade
Se você se sente constantemente ansioso, pode valer a pena dar uma olhada no que está colocando em seu prato e consequentemente no seu corpo.
Pesquisas mostraram que a inflamação gastrointestinal, um dos sintomas mais frequentes de intolerância alimentar, é frequentemente encontrada naqueles que mostram sinais de depressão e ansiedade. A relação entre o intestino e a saúde mental geralmente é bidirecional. Isso significa que, se você estiver se sentindo deprimido, é provável que a saúde do seu sistema digestivo sofra, e se você estiver com problemas gastrointestinais, a chance de sofrer de depressão e ansiedade aumenta. As reações aos alimentos variam muito de pessoa para pessoa e um ingrediente que pode causar problemas para uma pessoa pode ser bom para outra.
Chamamos isso de nossa ‘impressão digital de comida’ pessoal, e é por isso que as intolerâncias alimentares podem ser tão difíceis de identificar sem ajuda.
6. Enxaqueca
As enxaquecas são dores de cabeça intensas e latejantes, que também podem ser acompanhadas por náusea, vômito e sensibilidade à luz, barulho ou cheiro.  
A Universidade de York conduziu uma pesquisa para entender os benefícios das dietas de eliminação com base nos resultados de um teste de intolerância alimentar.
Das 259 pessoas que relataram ter enxaqueca, 76% relataram uma melhora ao remover seus alimentos “desencadeantes”.
O que você pode fazer e como pode ser examinado?
A intolerância alimentar pode afetar muitas áreas, incluindo digestão, pele, níveis de energia, respiração, articulações, lipedema e até saúde psicológica.
Em nossa experiência, os sintomas mais comuns de intolerância alimentar variam entre enxaquecas, eczema, sintomas e inchaço da SII, dor nas articulações, asma, cansaço e ansiedade.
Atualmente, o teste de intolerância alimentar não é oferecido pelos convênios. Em vez disso, as pessoas são incentivadas a eliminar certos alimentos um a um para identificar uma intolerância.
No entanto, isso geralmente pode ser complicado, pois os sintomas podem não aparecer até 72 horas depois de você ter comido um alimento ‘problemático’.
Existem testes clínicos, onde analisamos as reações IgG a uma ampla variedade de ingredientes de alimentos e bebidas.
Sempre incentivamos as pessoas preocupadas com os sintomas a consultarem seu clínico geral para descartar quaisquer condições subjacentes.
 

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Alexandre Amato

O Dr Alexandre Amato é médico, professor de cirurgia vascular da Universidade de Santo Amaro (UNISA), e tem quatro especialidade médicas reconhecidas pelo MEC e respectivas sociedades: cirurgião geral, cirurgião vascular, angiorradiologista e ecografista. Formou-se na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e especializou-se em vários hospitais privados e públicos em São Paulo. Aprofundou-se em cirurgia vascular em Milão, no hospital San Raffaele da Università Vita-Salute. Quando voltou, fez seu doutorado em cirurgia cardiotorácica na Universidade de São Paulo (USP). Fundou a Associação Brasileira de Lipedema para divulgar conhecimento de qualidade às mulheres portadoras de Lipedema.