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Erisipela

Erisipela: cuidado com os pés
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Sumário

Erisipela é infecção cutânea causada geralmente pela bactéria Streptcoccus.

Você sabe o que é erisipela

Trata-se de uma infecção cutânea causada geralmente pela bactéria Streptcoccus. Ela e outras linfangites (inflamações de um ou mais vasos linfáticos) são doenças circulatórias que têm quadros clínicos semelhantes, com febre alta, vermelhidão e inchaço da perna, e podem ter em comum a mesma forma de contágio, a partir de uma lesão ou ferimento na pele. A prevenção consiste no combate às micoses interdigitais (lesões cutâneas entre os dedos), cuidados especiais na higiene dos pés, tratamento de pequenos traumatismos ou arranhões e de pequenas infecções da pele. Uma vez instalada a enfermidade, a pessoa deve procurar orientação medida imediata. Apenas uma crise já pode levar ao linfedema, que é o acúmulo do fluido linfático em determinada região do corpo.

A erisipela é uma doença infecciosa e não contagiosa, caracterizada por feridas avermelhadas, inflamadas e dolorosas na pele, especialmente nos membros inferiores como pernas e pés.
 
O nome pode até não ser muito comum, mas a erisipela é mais uma integrante do grupo das dermatoses infecciosas existentes e também pode ser atendida, popularmente, por zipra, esipra, zipla, mal-da-praia, vermelhão, entre outros nomes.
 
A doença não possui uma frequência exata para aparecer no organismo, podendo aparecer apenas uma ou várias vezes durante o ano todo ou, ainda, perdurar por toda a vida; mas sabe-se que após a primeira erisipela, a chance de outras virem é maior.
 
Se não tratada corretamente, a erisipela pode avançar tornando-se uma forma mais grave, a erisipela bolhosa, causando bolhas que possuem cerca de 10cm de comprimento e que contém um líquido que pode ser transparente, amarelo ou marrom. Se ocorrer surtos repetidos da doença, o linfedema que ela causa pode evoluir para elefantíase. Tardiamente a erisipela causa o linfedema.
 
Pelos seus sintomas serem muito parecidos com os de outra infecção de pele chamada celulite (que não é aquela irregularidade estética na pele que incomoda tanto as mulheres), muitas pessoas confundem uma doença com a outra. Porém, é válido saber que elas não são a mesma coisa, uma vez que a erisipela atinge as camadas mais externas da derme e a celulite atinge as camadas mais profundas, inclusive o tecido gorduroso, localizado na hipoderme.
Erisipela ≠ Celulite ≠ celulite estética

A palavra erisipela (não erizipela) vem do grego erysípelas.atos (ἐρυσίπελας, pele vermelha); pelo latim erysipelas.atis, também chamada popularmente zipra, esipra ou zipla.

Os alimentos antiinflamatórios podem ajudar a acalmar a inflamação proveniente da erisipela

 

*Não é erizipela heim pessoal

Erisipela
Fonte: L de Salles Valiati, NC de Corrêa, JGB Geist. Erisipela e Celulite. BVSalud. 2018

Causa da erisipela

Normalmente encontramos uma porta de entrada para a bactéria causadora da erisipela o Streptococos. Essa porta de entrada pode ser uma pequena ferida, uma fissura ou mesmo uma picada de inseto. A bactéria oportunista entra pela lesão e causa infecção na região. Por vezes a lesão inicial é causada por um fungo, mas depois a bactéria entra e causa o estrago.

Diagnóstico diferencial de erisipela

O diagnóstico da doença é frequentemente feito por um cirurgião vascular, por ser doença que acomete o sistema linfático. Para outras dermatoses, o dermatologista saberá te indicar corretamente qual o tipo de tratamento para o seu caso.
Normalmente, por não ter necessidade, o especialista não pede nenhum exame além do clínico que ele mesmo faz. Porém, há alguns que solicitam um exame de sangue, ou até mesmo da pele, para confirmar qual é o tipo de bactéria causadora da doença.
 

Possíveis complicações da erisipela

Toda erisipela diagnosticada necessita de um tratamento, caso contrário, algumas complicações podem acontecer. No caso da erisipela, elas são:
  • Abscesso (acúmulo de pús);
  • Surgimento de coágulos de sangue (trombose venosa);
  • Gangrena (isquemia e morte do tecido);
  • Envenenamento sanguíneo, que acontece quando a infecção ultrapassa a corrente sanguínea (sepse);
  • Infecção de válvulas sanguíneas;
  • Infecções de articulações e ossos;
  • Se a infecção estiver presente próximo aos olhos, é provável que ela atinja o cérebro.

No caso de suspeita de erisipela, vá a um pronto socorro ou ao cirurgião vascular mais rápido.

Tratamentos possíveis da erisipela

Sempre procure seu médico para indicar o melhor tratamento. Não faça auto medicação. Existem alguns modos de se fazer o tratamento para a erisipela
 
Tratamento caseiro acompanhado pelo médico
Ao constatar a doença, você deve:
  • Repousar na maior parte do dia com o local da infecção em uma posição mais elevada do que o seu corpo;
  • Repouso relativo: Revezar com o repouso algumas caminhadas pela casa;
  • Beber bastante líquido;
  • Fazer compressas com água gelada sobre as feridas.

Medicamentos

Os medicamentos prescritos pelo seu cirurgião vascular normalmente são para uma semana, mais ou menos. Entre eles estão:
  • Penicilina (o mais utilizado em casos de erisipela);
  • Ampicilina;
  • Cefalexina;
  • Amoxicilina, frequentemente com clavulanato;
  • Cefradina;
  • Ciprofloxacino.
Para quem tem alergia a penicilina, os medicamentos geralmente usados são:
  • Eritromicina;
  • Claritromicina;
  • Clindamicina.
No caso da erisipela bolhosa, caso mais grave da doença, os medicamentos podem ser aplicados através das veias, internado em um hospital.
 

Cirurgia

Cirurgias para o tratamento da erisipela só são requeridas em casos extremos da doença: quando ela se desenvolve no organismo de uma forma muito rápida e mata vários tecidos saudáveis do corpo. São casos gravíssimos que requerem cuidados intensivos do cirurgião. O procedimento da cirurgia, muito provavelmente, será a retirada desse tecido morto, o chamado desbridamento. As pessoas mais sujeitas a esses quadros graves são os imunodeprimidos.
 
Atenção!
NUNCA se automedique ou interrompa o uso de um medicamento sem antes consultar um médico. Somente ele poderá dizer qual medicamento, dosagem e duração do tratamento é o mais indicado para o seu caso em específico.
 

Como se prevenir da erisipela

Por mais que a doença não possa ser sempre prevenida, temos que diminuir suas chances. Você pode seguir algumas dicas para evitá-la:
  • Como em toda infecção, lave as mãos constantemente para evitar a proliferação da bactéria;
  • Mantenha sempre as feridas limpas;
  • Não ande descalço e troque de meias todos os dias, dando preferência às de algodão;
  • Se você tiver pé-de-atleta, ou outra infecção fúngica, trate-o;
  • Use hidratantes para evitar que sua pele fique seca e acabe tendo fissuras;
  • Tente não coçar a sua pele com muita frequência, e sem violência;
  • Tenha certeza de que você não tem nenhuma outra doença de pele, como psoríase e eczema.
  • Siga as orientações de cuidados para o pé diabético, mesmo não tendo diabetes. Os cuidados visam manter os pés sem lesões, que é essencial para prevenir a erisipela.

Fatores de risco para erisipela

As pessoas mais propensas a contraírem a erisipela são:
 
  • Crianças com idade entre 2 e 6 anos;
  • Adultos com mais de 60 anos;
  • Pessoas com excesso de peso;
  • Portadores de diabetes não compensado;
  • Pessoas que apresentam diminuição no número de linfáticos, como portadores de linfedema ou recém saídos de mastectomia;
  • Pessoas com insuficiência venosa nos membros inferiores;
  • Pessoas cardiopatas e nefropatas com inchaço nas pernas;
  • Pessoas imunossuprimidas (AIDS ou outras doenças) ou com doenças crônicas debilitantes.
Se alguém que você conhece está nesse grupo de risco e apresenta os sintomas da doença, que estão a seguir, recomende-a a ir a um médico. Ah, e também não se preocupe com você, caso fique em contato direto com essa pessoa, pois a doença não é contagiosa.
Erisipela
Fonte: M Moreno, E Malavé. Erisipela. Revista Médico Científica, 2007 - revistamedicocientifica.org

Sinais e sintomas da erisipela

Além das lesões avermelhadas outros principais sintomas da doença são:
 
  • Pequenas ou grandes bolhas na pele;
  • Febre;
  • Náuseas e vômito;
  • Calafrios e tremores;
  • Mal estar;
  • Dor de cabeça.
No caso da erisipela bolhosa, as bolhas possuem cerca de 10cm de comprimento e contém um líquido que pode ser transparente, amarelo ou marrom. Além disso, caso o ferimento seja nas pernas ou nos pés, ínguas (caroço que fica sob a pele e dói quando é apalpado) na virilha podem aparecer e a temperatura local pode aumentar.

Anatomia

Sistema linfático

Código

A46

Sinônimos

zipra, esipra, zipla, linfangite estreptocócica, Ignis sacer, sagrado fogo, fogo de Santo Antônio

SBACVRJ

Amato, MCM. Manual do Médico Generalista na Era do Conhecimento. 2a edição

Amato, ACM. Cirurgia Vascular: O que você não pode ignorar. Instituto Amato. 2017

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