Aneurismas

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Aneurisma de aorta abdominal
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Tratamento para aneurisma. O problema do aneurisma não é somente o aumento do vaso, mas o enfraquecimento de sua parede, pois, quanto maior a dilatação, maior as chances de ruptura.

Quando uma artéria aumenta de tamanho a ponto de dobrar seu diâmetro, chamamos esta nova forma de aneurisma. O problema do aneurisma não é somente o aumento do vaso, mas o enfraquecimento de sua parede, pois, quanto maior a dilatação, maior as chances de ruptura.

O aneurisma se forma pelo efeito de mais de uma variável: idade avançada, “pressão alta”, tabagismo, genética – a síndrome de Marfan e outros defeitos genéticos --  sedentarismo, entre outros. A grande maioria dessas variáveis ou “fatores de risco” pode ser  minimizada com adoção de bons hábitos durante toda a vida, embora, quem já tem aneurisma, somente poderá fazer um diagnóstico precoce. Como sintoma pode-se sentir uma massa pulsátil ou dor no local acometido, mas, também, pode ser que não se sinta nada.

O local de acometimento mais frequente é em nossa principal artéria, chamada de artéria aorta. Esta artéria tem um longo trajeto, começando nas “câmaras” cardíacas esquerdas, descendo pelo tórax até passar para a cavidade abdominal, quando recebe o nome de artéria aorta abdominal. É nesse segmento que encontramos, na maior parte das vezes, os aneurismas quando presentes. Da artéria aorta abdominal nascem duas artérias renais, uma de cada lado, e no seu trajeto principal segue emitindo outros pequenos ramos até tornarem-se as artérias ilíacas, direita e esquerda. Em todos esses pontos pode haver a formação dos aneurismas. Inclusive na arteria esplênica, que irriga o baço.

Vale lembrar que toda artéria pode tornar-se aneurismática principalmente quando há muitos “fatores de risco” (veja 3 dicas para evitar aneurismas). Assim, dependendo do lugar em que surge, por sua fragilidade e possibilidade de ruptura, representa maior ou menor gravidade: os casos mais preocupantes ocorrem no cérebro e na artéria aorta, pois por circular sangue com alta pressão, pode ocasionar grandes perdas sanguíneas rapidamente.

Uma vez identificado o aneurisma, o acompanhamento deve ser regular com um médico cirurgião vascular para verificar a velocidade de crescimento e se há indicação ou não de correção com cirurgia, bem como o tipo de tratamento cirúrgico mais adequado.  Atualmente, utilizam-se técnicas menos invasivas, que vão por dentro dos vasos, chamadas endoproteses. Informe-se com seu médico e verifique a necessidade de consultar um especialista.

Aneurismas de Aorta: Dr. Alexandre Amato

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Alexandre Amato

O Dr Alexandre Amato é médico, professor de cirurgia vascular da Universidade de Santo Amaro (UNISA), e tem quatro especialidade médicas reconhecidas pelo MEC e respectivas sociedades: cirurgião geral, cirurgião vascular, angiorradiologista e ecografista. Formou-se na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e especializou-se em vários hospitais privados e públicos em São Paulo. Aprofundou-se em cirurgia vascular em Milão, no hospital San Raffaele da Università Vita-Salute. Quando voltou, fez seu doutorado em cirurgia cardiotorácica na Universidade de São Paulo (USP). Fundou a Associação Brasileira de Lipedema para divulgar conhecimento de qualidade às mulheres portadoras de Lipedema.