TEP, o que é isso? Embolia Pulmonar

TEP, embolia pulmonar
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TEP, o que é isso? Embolia Pulmonar

2020-07-11 17:55:27
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Tromboembolismo pulmonar (TEP) ou embolia pulmonar é um fenômeno que pode ocorrer devido à presença de um trombo nas veias, principalmente nas das pernas; as veias são os vasos sanguíneos que levam o sangue usado pelo corpo de volta ao coração, de onde é levado ao pulmão, local em que será enriquecido com oxigênio novamente.

Trombos são coágulos/plaquinhas formadas de células sanguíneas, plaquetas (responsáveis pela cicatrização das lesões) e proteínas. Eles são formados quando o organismo recebe um estímulo para fazer a coagulação de um vaso sanguíneo, é um evento que serve para controlar os sangramentos. Mas, quando o estímulo é excessivo ou surge mesmo sem ter havido uma lesão, esse “tratamento” natural do organismo pode ser danoso.

O local onde são formados com mais frequência é na panturrilha (batata da perna) e, uma vez formados, os trombos podem crescer dentro dos vasos e impedir completamente a passagem do sangue, podendo inclusive, muito raramente, levar à morte das células e dos tecidos e à perda do membro (Phlegmasia cerulea dolens).

Se um pedacinho do trombo se solta, ele muda de nome e passa a ser chamado de êmbolo e pode alcançar o coração. Do coração, ele alcança a artéria que irriga o pulmão, impedindo a passagem de sangue para esse órgão. Esse fenômeno é chamado de embolia pulmonar ou TEP e é muito grave.

A pessoa com TEP sente uma súbita falta de ar. Pode sentir também dor e chiado no peito, respiração rápida e tosse, que pode vir acompanhada de escarro com sangue; dor, palidez e formigamento. Sintomas que indicam que há um trombo nas pernas, também podem estar presentes. Além disso, o TEP é uma emergência médica, portanto a pessoa acometida deve ser levada prontamente a um hospital para tratamento.

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Para ajudar a prevenir esse fenômeno, deve-se ter cuidado com situações que ajudam o sangue a ficar parado nas pernas, sem circular. No caso de pós-operatórios, o médico deve orientar a movimentação precoce e outras medidas de prevenção. Outras situações que necessitem de repouso, como viagens prolongadas, uso de cadeira de rodas, e outras também são fatores de risco. Pessoas muito obesas, ou com acometimento grave de varizes e mulheres que acabaram de ganhar bebê também estão sujeitos a risco aumentado. A presença de algumas doenças cardíacas e/ou renais e o uso de anticoncepcionais orais também podem colaborar com a doença.

O uso de meias elásticas de compressão, em pessoas que são propensas a esses eventos e que possuem fatores de risco, é uma medida de grande valia nessas horas e deve ser indicada pelo médico especialista. O mau uso da meia elástica também pode ser prejudicial. O ideal é procurar um médico cirurgião vascular que possa avaliar os riscos individuais e orientar sobre quais as melhores condutas a serem tomadas.

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Alexandre Amato

O Dr Alexandre Amato é médico, professor de cirurgia vascular da Universidade de Santo Amaro (UNISA), e tem quatro especialidade médicas reconhecidas pelo MEC e respectivas sociedades: cirurgião geral, cirurgião vascular, angiorradiologista e ecografista. Formou-se na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e especializou-se em vários hospitais privados e públicos em São Paulo. Aprofundou-se em cirurgia vascular em Milão, no hospital San Raffaele da Università Vita-Salute. Quando voltou, fez seu doutorado em cirurgia cardiotorácica na Universidade de São Paulo (USP). Fundou a Associação Brasileira de Lipedema para divulgar conhecimento de qualidade às mulheres portadoras de Lipedema.