Algumas dúvidas frequentes sobre varizes.

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Varizes: perguntas frequentes
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O que são varizes?

Varizes são veias dilatadas e tortuosas visíveis a olho nú nos membros inferiores. Se não tiver uma dessas características, não pode ser considerada uma veia varicosa.

Quais são as causas?

Dividimos as varizes em duas categorias, as primárias e as secundárias. As primárias são decorrentes da genética e da hereditariedade, enquanto que as secundárias ocorrem devido a alguma outra doença ou condição médica, como por exemplo uma trombose venosa prévia ou uma fístula arteriovenosa que é uma comunicação anormal entre as artérias e veias.

Quem pode sofrer com esse problema?

Todos estão sujeitos à essa doença, mas quanto mais fatores de risco, maior a probabilidade de ocorrer. Um fator importante, por exemplo, é a idade. Quanto mais idade, mais provável ter varizes. Crianças é bem mais raro, pois depende de alterações congênitas infrequentes.

E em qual idade?

As varizes primárias começam a aparecer mais frequentemente na 2 e na 3 década de vida, enquanto que as varizes secundárias iniciam mais tardiamente na vida, em torno da 5 década de vida.

Fatores genéticos estão ligados a elas?

Sim, muito, pois é um defeito genético mesenquimatoso. Veja que interessante, quando pai e mãe apresentam a doença, a chance do filho ou filha herdar é de 90%. Quando pai ou mãe têm varizes, o risco vai de 25% a 62%. Mas, mesmo quando nenhum dos dois têm varizes, ainda há uma chance de 20%.

Quais são os fatores de risco?

Os Fatores desencadeantes são Idade, Gravidez, Hormônios (anticoncepcional, reposição hormonal) e Obesidade. Profissão e  Alterações Posturais são fatores agravantes e o fator predisponente principal é a hereditariedade, encontrada em 84% dos casos.

Quais são os sintomas?

Os principais sintomas são dor, cansaço e sensação de peso na perna. Algumas pessoas relatam um desconforto, ardor, prurido ou coceira, formigamento, inchaço e cãimbras. Obviamente, como as varizes são visíveis a olho nú, o fato de ver as veias varicosas também é um sintoma.

Existe tratamento?

Sim, existem vários tratamentos. É uma doença benigna e muito frequente, de modo que é um assunto muito estudado pela medicina atualmente. Os tratamentos visam a retirada ou fechamento das veias doentes. Infelizmente não há tratamento gênico. A genética continua influenciando nas veias que sobram. Normalmente não há um procedimento que resolve todo o problema venoso, frequentemente temos que criar uma estratégia de tratamento, que envolve alguns procedimentos.

Se sim, qual?

Costumo dividir em três categorias: tratamento clínico, escleroterapia e cirurgia. As diversas técnicas que existem encaixam sempre em uma delas.
O tratamento clínico consiste basicamente no uso da meia elástica. Os medicamentos orais são sintomáticos mas não resolvem o problema, enquanto pomadas e cremes tópicos também não passam de sintomáticos na sua maioria.
Escleroteapia é um conjunto de técnicas que visam o fechamento do vaso por intermédio da injeção de alguma substância, do uso do laser ou radiofrequência. Aqui existem escleroterapias muito potentes como a espuma de oxypolyethoxydodecane, que consegue fechar vasos grossos, mas com grandes riscos, e escleroterapias mais amenas, que fecham vasos finos e médios, mas com menos riscos. A escolha da técnica deve sempre ser feita em conjunto com cirurgião vascular habilitado. Esse é um procedimento exclusivamente médico, com potencial de causar danos como feridas, úlceras e manchas. Não arrisque fazendo com quem não é habilitado.

A atividade física tem alguma relação de melhora ou de evitar esse problema?

A atividade física é muito importante para evitar os fatores de risco como obesidade e além disso fortalece a musculatura da panturrilha, considerada o coração periférico, que bombeia o sangue de volta para cima.

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Alexandre Amato

O Dr Alexandre Amato é médico, professor de cirurgia vascular da Universidade de Santo Amaro (UNISA), e tem quatro especialidade médicas reconhecidas pelo MEC e respectivas sociedades: cirurgião geral, cirurgião vascular, angiorradiologista e ecografista. Formou-se na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e especializou-se em vários hospitais privados e públicos em São Paulo. Aprofundou-se em cirurgia vascular em Milão, no hospital San Raffaele da Università Vita-Salute. Quando voltou, fez seu doutorado em cirurgia cardiotorácica na Universidade de São Paulo (USP). Fundou a Associação Brasileira de Lipedema para divulgar conhecimento de qualidade às mulheres portadoras de Lipedema.

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