Varizes: O Guia Completo e Definitivo [2026]
Tudo o que você precisa saber sobre varizes nas pernas: causas, sintomas, classificação CEAP, tratamentos modernos e como prevenir. Conteúdo revisado por cirurgião vascular.
Varizes afetam milhões de brasileiros e vão muito além de uma questão estética. Essas veias dilatadas e tortuosas podem causar dor, inchaço, sensação de peso nas pernas e, quando não tratadas, evoluir para complicações sérias como úlceras e trombose.
Neste guia completo, você vai entender o que realmente são as varizes, por que surgem, como identificar o grau da sua doença venosa pela classificação CEAP, quais são todos os tratamentos disponíveis hoje (do laser à cirurgia) e como prevenir o surgimento de novas varizes.
Sumário
O Que São Varizes?
Varizes são veias dilatadas e tortuosas, visíveis a olho nu, que perderam sua capacidade de transportar o sangue adequadamente das pernas de volta para o coração. Essa é a definição mais simples e prática que existe.
Para entender como as varizes se formam, é preciso compreender como funciona a circulação venosa nas pernas. As veias possuem válvulas unidirecionais que impedem o sangue de retornar para baixo pela ação da gravidade. Quando essas válvulas falham ou as paredes das veias enfraquecem, o sangue começa a se acumular, causando a dilatação progressiva do vaso.
💡 Você sabia?
Muitas varizes não são visíveis externamente. As telangiectasias (vasinhos) e veias varicosas aparentes podem ser apenas “a ponta do iceberg” de um problema venoso maior que está acontecendo abaixo da superfície da pele. Por isso, a avaliação com ultrassom Doppler é fundamental para um diagnóstico completo.
Imagine um elástico que, de tanto esticar, não volta mais ao formato original. É exatamente isso que acontece com a veia varicosa: ela perde sua elasticidade natural e se torna permanentemente dilatada e tortuosa.
O Que Causa Varizes nas Pernas?
As varizes surgem quando há um enfraquecimento das paredes venosas e/ou uma falha nas válvulas das veias. Diversos fatores podem contribuir para isso:
Fatores de Risco Principais
1. Hereditariedade (Fator Genético)
O histórico familiar é o principal fator de risco para varizes. Se seus pais ou avós têm ou tiveram varizes, suas chances de desenvolvê-las são significativamente maiores. Estudos mostram que quando ambos os pais têm varizes, o risco do filho desenvolvê-las chega a 90%.
2. Sexo Feminino e Hormônios
Mulheres são mais afetadas que homens devido à influência dos hormônios femininos (estrogênio e progesterona) sobre as paredes venosas. Esses hormônios promovem relaxamento da parede das veias, facilitando a dilatação. O uso de anticoncepcionais e terapia de reposição hormonal também pode contribuir.
3. Gestação
A gravidez é um fator importante porque combina múltiplos elementos: aumento do volume sanguíneo circulante, elevação dos hormônios que relaxam as veias, compressão das veias pélvicas pelo útero em crescimento e ganho de peso. O risco aumenta a cada gestação.
4. Idade
Com o envelhecimento natural, as veias perdem elasticidade e as válvulas podem se deteriorar, aumentando a prevalência de varizes em pessoas acima de 50 anos.
5. Profissões e Estilo de Vida
Permanecer muito tempo em pé ou sentado na mesma posição prejudica o retorno venoso. Profissões como cabeleireiros, vendedores, professores, cirurgiões e profissionais de escritório têm maior risco. O sedentarismo agrava o problema.
6. Obesidade
O excesso de peso aumenta a pressão sobre as veias das pernas e dificulta o retorno venoso, favorecendo o aparecimento de varizes.
7. Histórico de Trombose
Pessoas que já tiveram trombose venosa profunda (TVP) apresentam maior risco de desenvolver varizes devido aos danos causados às válvulas venosas durante o episódio trombótico.
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Sintomas das Varizes
Os sintomas das varizes variam de acordo com a gravidade da doença venosa. Algumas pessoas podem ter varizes visíveis sem nenhum sintoma, enquanto outras apresentam queixas intensas mesmo com poucas veias aparentes.
Principais Sintomas
- Sensação de peso e cansaço nas pernas – especialmente no final do dia ou após longos períodos em pé
- Dor nas pernas – pode ser em queimação, latejamento ou dor contínua
- Inchaço (edema) – principalmente nos tornozelos e pés, piorando ao longo do dia
- Cãibras noturnas – frequentemente acordam o paciente durante a noite
- Coceira intensa – sobre as veias dilatadas ou na região dos tornozelos
- Ardência e formigamento
- Síndrome das pernas inquietas
📌 Característica importante
Os sintomas das varizes tipicamente pioram ao longo do dia e em dias quentes, e melhoram com repouso e elevação das pernas. Pacientes costumam relatar que acordam bem e vão piorando conforme passam as horas.
Sintomas Visuais
- Veias azuladas ou arroxeadas visíveis sob a pele
- Veias tortuosas que fazem relevo na pele
- Vasinhos (telangiectasias) avermelhados ou azulados
- Manchas escuras (dermatite ocre) próximas aos tornozelos
- Pele ressecada, descamativa ou com eczema
Vasinhos ou Varizes: Qual a Diferença?
Embora muitas pessoas usem os termos como sinônimos, vasinhos e varizes são diferentes em termos de calibre, profundidade e implicações clínicas.
Telangiectasias (Vasinhos)
Os vasinhos são microvasos com diâmetro inferior a 1mm, localizados na camada mais superficial da pele. Apresentam coloração avermelhada (quando são capilares) ou azulada/arroxeada (quando são vênulas). Podem ter formato de linhas, ramificações ou teias de aranha.
Geralmente não causam sintomas além do incômodo estético, embora algumas pessoas relatem queimação ou coceira leve. O tratamento é realizado principalmente por questões estéticas.
Veias Reticulares
São veias um pouco maiores, com diâmetro de 1 a 3mm, localizadas logo abaixo da pele. Apresentam coloração azulada ou esverdeada e são visíveis, mas não fazem relevo na pele. Frequentemente alimentam os vasinhos superficiais.
Varizes (Veias Varicosas)
São veias acima de 3mm de diâmetro, tortuosas, que fazem relevo visível na pele. São mais profundas que os vasinhos e frequentemente estão associadas a sintomas como dor, peso e inchaço. Podem estar relacionadas à insuficiência de veias maiores, como as safenas.
| Característica | Vasinhos | Reticulares | Varizes |
|---|---|---|---|
| Diâmetro | < 1mm | 1-3mm | > 3mm |
| Localização | Superficial (intradérmico) | Subdérmico | Subcutâneo |
| Relevo na pele | Não | Não | Sim |
| Sintomas | Raros | Leves ou ausentes | Frequentes |
| Indicação de tratamento | Estética | Estética/Funcional | Funcional/Estética |
Classificação CEAP: Entenda o Grau das Suas Varizes
A Classificação CEAP é o sistema padronizado mundialmente para classificar a doença venosa crônica. Ela foi desenvolvida para permitir um diagnóstico uniforme e é aceita como padrão internacional desde 1994.
A sigla CEAP significa:
- C – Clínica (sinais clínicos visíveis)
- E – Etiologia (causa: congênita, primária ou secundária)
- A – Anatomia (veias superficiais, profundas ou perfurantes)
- P – Fisiopatologia (refluxo, obstrução ou ambos)
Classes Clínicas (C0 a C6)
| Classe | Descrição | Características |
|---|---|---|
| C0 | Sem sinais visíveis ou palpáveis | Pode ter sintomas sem alterações visíveis |
| C1 | Telangiectasias e/ou veias reticulares | Vasinhos com menos de 3mm, sem relevo |
| C2 | Veias varicosas | Veias dilatadas acima de 3mm, com relevo |
| C3 | Edema | Inchaço nas pernas de origem venosa |
| C4 | Alterações de pele | Manchas (dermatite ocre), eczema, lipodermatoesclerose |
| C5 | Úlcera cicatrizada | Paciente teve úlcera venosa que já cicatrizou |
| C6 | Úlcera ativa | Ferida aberta de origem venosa |
⚠️ Importante
A partir da classe C3 já se considera Insuficiência Venosa Crônica (IVC), que representa um estágio mais avançado da doença venosa e pode necessitar de tratamento mais intervencionista. Estudos mostram que até 80% da população pode ter C1, enquanto os estágios C5 e C6 afetam de 1 a 5% das pessoas.
Como é Feito o Diagnóstico das Varizes?
O diagnóstico correto das varizes é fundamental para definir o melhor tratamento. Ele envolve:
1. Avaliação Clínica
O cirurgião vascular realiza uma anamnese detalhada (história clínica) e um exame físico completo das pernas, observando a distribuição das varizes, presença de edema, alterações de pele e sintomas relatados.
2. Ultrassom Doppler Venoso
É o exame padrão-ouro para avaliação das varizes. O eco-Doppler permite:
- Visualizar as veias superficiais e profundas
- Identificar refluxo (sangue fluindo na direção errada)
- Medir o diâmetro das veias
- Avaliar a função das válvulas venosas
- Verificar a presença de trombos
- Mapear o trajeto das veias doentes
💡 Por que o ultrassom é tão importante?
Muitas varizes não são visíveis externamente. O ultrassom revela o “iceberg” abaixo da superfície, mostrando se há insuficiência de safena ou outras veias profundas que precisam ser tratadas para um resultado duradouro.
3. Outros Exames
Em casos específicos, podem ser necessários:
- Angiotomografia ou angiorressonância – para avaliação de veias pélvicas
- Flebografia – em casos selecionados, geralmente para planejamento de procedimentos complexos
Todos os Tratamentos para Varizes
Atualmente existem diversas opções de tratamento para varizes, desde medidas conservadoras até procedimentos minimamente invasivos e cirurgia. O tratamento ideal depende do tipo, calibre e localização das varizes, além das características individuais de cada paciente.
Tratamento Conservador
Meias Elásticas de Compressão
As meias elásticas de compressão graduada exercem uma pressão maior no tornozelo que vai diminuindo em direção à coxa, auxiliando o retorno venoso. São indicadas para:
- Alívio dos sintomas (dor, peso, inchaço)
- Prevenção da progressão da doença
- Uso após tratamentos para melhorar os resultados
- Situações onde o tratamento definitivo não é possível
Importante: A meia elástica não cura as varizes, mas é fundamental no tratamento conservador e como complemento aos procedimentos.
Medicamentos Flebotônicos
Substâncias como diosmina, hesperidina, castanha-da-índia e rutina podem ajudar a reduzir sintomas como inchaço e sensação de peso. No entanto, não eliminam as varizes e seu uso deve ser orientado pelo médico.
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Tratamentos Minimamente Invasivos
Veias varicosas e varizes afetam a vida de milhões de pessoas. E por causa dessa frequência e divulgação, a maioria das pessoas reconhece facilmente as veias varicosas como veias dilatadas e tortuosas, visíveis a olho nu e que saltam por sobre a pele. O diagnóstico muitas vezes é feito pelo próprio paciente.
Também chamada de “secagem” ou “aplicação”, consiste na injeção de uma substância esclerosante dentro da veia doente, causando sua obliteração. Indicada para:
- Vasinhos (telangiectasias)
- Veias reticulares
- Varizes de pequeno calibre
Vantagens: Procedimento ambulatorial, sem cortes, retorno imediato às atividades.
Técnica mais moderna onde o esclerosante é misturado com ar formando uma espuma densa, que preenche melhor a veia e permite tratar vasos maiores. Guiada por ultrassom.
- Varizes de médio calibre
- Veias safenas
- Varizes residuais ou recidivadas
Vantagens: Ambulatorial, sem anestesia, menor custo.
Uma fibra de laser é introduzida dentro da veia através de uma pequena punção, e a energia térmica destrói a parede venosa, obliterando o vaso. Padrão-ouro para:
- Veias safenas insuficientes
- Varizes calibrosas
Vantagens: Alta eficácia, recuperação rápida, mínimas cicatrizes.
Semelhante ao laser, mas utiliza energia de radiofrequência para aquecer e obliterar a veia. Também realizado com punção e guiado por ultrassom.
- Veias safenas
- Varizes de grande calibre
Vantagens: Controle preciso de temperatura, menos dor pós-procedimento.
Laser aplicado externamente sobre a pele, sem punções. Indicado para:
- Vasinhos muito finos
- Telangiectasias do rosto
- Complemento à escleroterapia
Vantagens: Sem agulhas, rápido, ambulatorial.
Inclui a safenectomia (retirada da safena) e flebectomias (retirada de varizes por mini-incisões). Ainda indicada em casos específicos:
- Safenas muito dilatadas
- Contraindicações ao laser
- Varizes muito tortuosas
Considerações: Recuperação mais longa, mas técnica bem estabelecida e eficaz.
🔗 Saiba mais sobre tratamentos:
Complicações das Varizes Não Tratadas
Varizes não são apenas um problema estético. Quando não tratadas adequadamente, podem evoluir para complicações sérias:
Tromboflebite Superficial
Formação de um coágulo (trombo) dentro de uma veia varicosa. A veia fica endurecida, avermelhada, quente e dolorosa. Pode ocorrer após trauma leve, longos períodos imobilizado ou espontaneamente.
Trombose Venosa Profunda (TVP)
Em alguns casos, a tromboflebite superficial pode progredir ou estar associada a uma trombose nas veias profundas, condição mais grave que pode levar à embolia pulmonar.
Sangramento (Varicorragia)
Varizes muito superficiais e dilatadas podem romper após pequenos traumas, causando sangramento que pode ser intenso. É uma emergência que necessita de compressão local e avaliação médica.
Alterações de Pele
- Dermatite ocre: manchas escuras (amarronzadas) na perna, especialmente próximo ao tornozelo
- Eczema venoso: pele seca, descamativa, com coceira intensa
- Lipodermatoesclerose: endurecimento da pele e do tecido subcutâneo
Úlcera Venosa
A complicação mais grave da insuficiência venosa crônica. São feridas que surgem geralmente próximo ao tornozelo, de difícil cicatrização, que podem persistir por meses ou anos se a causa não for tratada.
⚠️ Sinais de alerta – procure atendimento médico se:
- Veias ficarem vermelhas, quentes e doloridas
- Ocorrer inchaço súbito ou importante em uma perna
- Houver sangramento de uma variz
- Surgir uma ferida que não cicatriza
- Aparecerem manchas escuras nos tornozelos
O Dr. Alexandre Amato (CRM 108651) explica tudo sobre a insuficiência venosa crônica que é muito frequente e as pessoas confundem com varizes. Pelo fato de que elas estão relacionadas, é possível existir varizes sem a insuficiência venosa crônica e também é possível ocorrer a insuficiência venosa crônica sem a existência das varizes. Mesmo assim elas estão interligadas. A insuficiência venosa crônica é a alteração da pele e a gordura abaixo da pele decorrente de uma insuficiência venosa, de um refluxo venoso, de uma hipertensão venosa ou mesmo das varizes. Quem tem insuficiência venosa crônica já tem a fase mais avançada da doença venosa necessitando de um tratamento um pouco mais intervencionista e um pouco mais agressivo. O tratamento clínico pode ser feito, mas tem que ser acompanhado de perto pelo cirurgião vascular.
Olá, sou o dr. Alexandre Amato, cirurgião vascular e endovascular do Instituto Amato e hoje nós vamos falar um pouquinho sobre insuficiência venosa crônica, que é muito frequente e as pessoas confundem com varizes, porque elas estão relacionadas. É possível existir varizes sem a insuficiência venosa crônica e também é possível a insuficiência venosa crônica sem a existência das varizes. Apesar disso, elas estão interligadas. A insuficiência venosa crônica é a alteração da pele e a gordura abaixo da pele decorrente de uma insuficiência venosa, de um refluxo venoso, de uma hipertensão venosa ou mesmo das varizes. Então essa alteração na pele e subcutâneo pode desencadear e aparentar como manchas, como eczema, áreas que descamam, que coçam, uma pele bem endurecida, que perde a elasticidade, que é a lipodermatoesclerose e pode também ter as lesões mais avançadas, como as feridas, as chamadas úlceras venosas. A gente classifica o paciente que tem refluxo venoso, que tem doença venosa entre 1 a 6. Os pacientes que têm uma classificação acima de 3 já se considera a insuficiência venosa crônica, principalmente por causa do inchaço. Falado isso, então dá para perceber que quem tem insuficiência venosa crônica já tem a fase mais avançada da doença venosa, necessitando de um tratamento muitas vezes um pouco mais intervencionista, um pouco mais agressivo. O tratamento clínico pode ser feito, mas tem que se acompanhado de perto pelo cirurgião vascular, mas muitas vezes o tratamento cirúrgico, mesmo que seja minimamente invasivo, com laser ou radiofrequência, pode ser mais benéfico para o paciente. Então a insuficiência venosa crônica pode ser uma fase mais avançada de quem tem varizes e esses pacientes precisam de uma atenção maior. Gostou deste vídeo? Aproveite e curta nossos outros no nosso canal na internet. Muito obrigado.
Como Prevenir Varizes
Embora não seja possível eliminar completamente o risco de varizes (especialmente quando há predisposição genética), algumas medidas podem retardar seu aparecimento e prevenir a piora:
1. Movimente-se Regularmente
Evite ficar mais de 1 hora na mesma posição. Se trabalha sentado, levante-se e caminhe por alguns minutos a cada hora. Se trabalha em pé, faça pausas para sentar e movimentar os pés e tornozelos.
2. Pratique Exercícios Físicos
Atividades que trabalham a musculatura da panturrilha funcionam como uma “bomba” que ajuda a empurrar o sangue de volta ao coração. Recomendados:
- Caminhada (30-40 minutos diários)
- Natação e hidroginástica
- Ciclismo
- Exercícios de fortalecimento da panturrilha
3. Mantenha Peso Saudável
O excesso de peso aumenta a pressão nas veias das pernas. Uma alimentação equilibrada ajuda a controlar o peso e a saúde vascular.
4. Eleve as Pernas
Ao descansar, eleve as pernas acima do nível do coração por 15-20 minutos. Isso facilita o retorno venoso e alivia os sintomas.
5. Use Meias de Compressão Quando Indicado
Em situações de risco aumentado (viagens longas, gravidez, trabalho em pé), as meias elásticas podem ajudar a prevenir a estase venosa.
6. Evite Roupas Apertadas
Roupas muito justas na região da virilha ou cintura podem dificultar o retorno venoso.
7. Hidrate-se
A hidratação adequada mantém o sangue mais fluido, facilitando a circulação.
🔗 Vídeos sobre exercícios:
Mitos e Verdades Sobre Varizes
❌ MITO: “Varizes atingem apenas mulheres”
Embora sejam mais comuns em mulheres devido aos hormônios, homens também desenvolvem varizes. Estima-se que até 25% dos homens adultos tenham algum grau de doença venosa.
❌ MITO: “Cruzar as pernas causa varizes”
Cruzar as pernas não causa varizes. O que prejudica é permanecer muito tempo parado na mesma posição, seja em pé ou sentado, independente de cruzar ou não as pernas.
❌ MITO: “Salto alto causa varizes”
O salto alto em si não é causa direta de varizes. No entanto, sapatos muito altos ou muito baixos (rasteirinhas) limitam a movimentação do tornozelo e podem prejudicar a bomba muscular da panturrilha.
❌ MITO: “Cremes e pomadas curam varizes”
Não existem cremes, pomadas ou medicamentos que eliminem varizes já formadas. Eles podem no máximo aliviar sintomas como inchaço e cansaço, mas não tratam a causa.
❌ MITO: “Laser resolve todos os tipos de varizes”
O laser é excelente para veias safenas e varizes calibrosas, mas nem sempre é a melhor opção para todos os casos. Vasinhos finos podem ser melhor tratados com escleroterapia, por exemplo.
✅ VERDADE: “Gravidez piora as varizes”
Sim. A gravidez aumenta o volume sanguíneo, eleva os hormônios que relaxam as veias e o útero comprime as veias pélvicas, dificultando o retorno venoso. O risco aumenta a cada gestação.
✅ VERDADE: “Varizes podem voltar após o tratamento”
As veias tratadas não retornam, mas como a predisposição genética permanece, novas varizes podem surgir em outras veias ao longo da vida. Por isso o acompanhamento periódico é importante.
✅ VERDADE: “Varizes podem causar complicações graves”
Quando não tratadas, varizes podem evoluir para tromboflebite, sangramento, alterações de pele e úlceras venosas. O tratamento não é apenas estético, mas também funcional e preventivo.
Perguntas Frequentes Sobre Varizes
Varizes são veias dilatadas e tortuosas, visíveis a olho nu, que perderam a capacidade de conduzir o sangue adequadamente de volta ao coração. Ocorrem principalmente nas pernas devido à falha das válvulas venosas.
As varizes tratadas não retornam. Os tratamentos modernos eliminam definitivamente as veias doentes. No entanto, novas varizes podem surgir em outras veias ao longo do tempo, exigindo acompanhamento periódico.
Os vasinhos (telangiectasias) têm menos de 1mm de diâmetro, são superficiais e geralmente não causam sintomas além do incômodo estético. As varizes são veias maiores (acima de 3mm), mais profundas, que fazem relevo na pele e frequentemente causam dor, peso e inchaço.
Sim, varizes aumentam o risco de tromboflebite superficial. Em casos mais graves, pode ocorrer trombose venosa profunda, especialmente em pessoas imobilizadas por longos períodos. Por isso o tratamento é importante.
Depende do tipo, calibre e localização das varizes. As opções incluem escleroterapia, laser endovenoso, radiofrequência, espuma e cirurgia convencional. Somente o cirurgião vascular pode indicar o tratamento mais adequado.
Os tratamentos modernos são minimamente invasivos e causam pouco desconforto. A escleroterapia provoca leve ardência. Laser e radiofrequência são feitos com anestesia local, sem dor durante o procedimento.
Não. O que contribui para o surgimento é permanecer muito tempo na mesma posição. A causa principal é a predisposição genética, associada a fatores como sedentarismo, obesidade e gestação.
Sim, exercícios físicos são recomendados. Caminhada, natação e ciclismo fortalecem a panturrilha, que funciona como bomba para o retorno venoso. Evite apenas exercícios que exijam ficar parado em pé por longos períodos.
Não. A meia elástica alivia sintomas e previne a progressão da doença, mas não elimina as varizes. É fundamental no tratamento conservador e como complemento aos procedimentos.
Algumas podem diminuir ou desaparecer após o parto. No entanto, muitas permanecem e podem piorar a cada gestação. Recomenda-se aguardar 3 meses após o parto para avaliação e possível tratamento.
Não. Medicamentos flebotônicos podem aliviar sintomas, mas não eliminam as veias doentes. Cremes que prometem sumir com varizes são ineficazes. O tratamento efetivo é realizado por cirurgião vascular.
Não existe idade mínima ou máxima. O tratamento deve ser individualizado considerando sintomas, grau da doença e objetivos do paciente. Jovens podem buscar por estética, idosos para evitar complicações.
🔗 Mais perguntas frequentes:
Vasinhos ou varizes?
Os vasinhos já podem ser considerados varizes, afinal, são a primeira fase da doença. Diferenciam-se das varizes por serem mais superficiais, mais finos e de importância estética. Dentro da classificação dos vasinhos, há as teleangiectasias, que são microvasos superficiais, e as reticulares, que são vasos um pouco maiores e um pouco mais profundos do que as teleangiectasias, mas ainda de relevância estética. As varizes são mais grossas, acabam causando relevo na pele e muitas vezes sua insuficiência leva a sintomas venosos, como a dor, sensação de peso, e inchaço.
Vasinhos superficiais: teleangiectasias
Varizes: veias varicosas
Veias dilatadas e tortuosas visíveis a olho nú.
Vasinhos um pouco maiores: reticulares
Essas são veias varicosas…
Minha playlist de vídeos sobre varizes e veias varicosas que podem te interessar:
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Prof. Dr. Alexandre Amato
Conclusão
As varizes são muito mais do que um problema estético. Representam uma doença venosa crônica que afeta milhões de pessoas e pode evoluir para complicações sérias quando não tratada adequadamente.
A boa notícia é que nunca houve tantas opções de tratamento seguras e eficazes. Desde a escleroterapia para vasinhos até o laser endovenoso para safenas, a medicina vascular moderna permite tratar praticamente qualquer tipo de variz com mínimo desconforto e recuperação rápida.
O primeiro passo é procurar um cirurgião vascular para uma avaliação completa, incluindo ultrassom Doppler. Com o diagnóstico correto e o tratamento adequado, é possível eliminar as varizes, aliviar os sintomas e prevenir complicações futuras.
✅ Pontos-chave deste guia:
- Varizes são veias dilatadas e tortuosas que prejudicam o retorno venoso
- A causa principal é genética, agravada por hormônios, gestação, sedentarismo e idade
- A classificação CEAP vai de C0 (sem sinais) a C6 (úlcera ativa)
- Tratamentos modernos incluem escleroterapia, laser, radiofrequência e cirurgia
- Prevenção envolve exercícios, controle de peso, movimentação frequente e meias elásticas
- Somente o cirurgião vascular pode indicar o melhor tratamento para cada caso
Agende Sua Consulta com Especialista
Não deixe as varizes atrapalharem sua qualidade de vida. Procure um cirurgião vascular para avaliação e descubra o melhor tratamento para o seu caso.
Prof. Dr. Alexandre Amato
Cirurgião Vascular | CRM 108651
Doutor em Ciências pela USP. Especialista em Cirurgia Vascular pela SBACV. Professor de Pós-Graduação. Diretor do Instituto Amato de Medicina Avançada.
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Última atualização: Janeiro de 2026. Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a consulta médica. Procure sempre um especialista para avaliação individual.




Queria saber diferenças entre varizes e varicoses, são sinônimos?
Sim, varizes, varicoses e veias varicosas são todas sinônimos.