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Entrevista sobre estenose de carótida

Estenose de Carótida
Estenose de Carótida

Entrevista com o Prof. Dr. Alexandre Amato no programa "Gente que Fala" sobre estenose de carótida, doença frequentemente associada ao derrame (AVC).

O questionário que o Dr comenta sobre prevenção pode ser respondido aqui.

 

 

 

Zancopé: Alo amigos, bem vindos ao “gente que fala” sempre ao vivo de 12:00 horas às 13:00 horas pela rádio Trianon AM 740 –SP, Radio Universal AM – 810 Santos, ALLTV www.alltv.com.br com representação 18 :00 horas, também TV Guarulhos canal 20 UHD, canal 13 da NET em Guarulhos 23>30 horas, acesse nosso blog, conheça os nossos colunistas e colaboradores, gentequefala.com.br, nossa fanpage facebook/programagentequefala, para falar no chat, no site da ALL TV whatsapp 97401-2235 e o telefone de São Pulo 11-5052-6622, Nesta edição de “gente que fala” conosco Fábio Martins de França, prazer  tê-lo aqui Fábio.

Fabio: Prazer.

Zancopé: Você é especialista em ginastica para o cérebro, é correto isso?

Fabio: Correto isso mesmo. Por incrível que pareça ginástica para o cérebro é uma ginastica que nós podemos executar, onde que nós podemos melhorar algumas habilidades cognitivas, que é o foco, memória...

Zancopé:Mais próximo, por favor.

Fabio: ...e também a parte de raciocínio logico.

Zancopé: Porque o cérebro dele não é muito bom

Fabio: Melhorou agora?

Zancopé: Se falar muito longe o cérebro do microfone você vai ter que exercitá-lo mui.

Fabio: Está ótimo.

Zancopé: também conosco cirurgião vascular Alexandre Amato, prazer atê-lo aqui Alexandre.

Dr Alexandre Amato: Muito prazer, obrigado pelo convite.

Zancopé: Tua especialidade cirurgião vascular.

Dr Alexandre Amato: Cirurgia vascular, endovascular e estou aqui para responder as perguntas sobre acidente vascular cerebral, um outro foco, não o lado da neurologia.

Zancopé: Então você socorre quando a ginastica dele não dá certo?

Fabio: É, ele tem que atuar antes.

Zancopé: Por isso que eu digo, quando a ginastica não dá certo você entra.

Fabio: Exatamente ou quando a ginástica não ajuda mais, já passou do ponto.

Zancopé: você é do Amato Instituto de Medicina Avançada, é isso?

Dr Alexandre Amato: Isso, isso.

Zancopé: Ok. Também conosco a nutricionista Carolina Arbache, prazer tê-la aqui Carolina.

Carolina: O prazer é meu.

Zancopé: Você é nutricionista esportiva?

Carolina: Isso, nutricionista esportiva e clínica.

Zancopé: Mas próximo, meu bem.

Fabio: Nutricionista esportiva e nutricionista clínica funcional.

Zancopé: Qual é a diferença, porque houve uma correção aqui, apenas apresenta-la como nutricionista clínica e depois era nutricionista esportiva.

Carolina: na realidade nutricionista esportiva é pela minha especialização que eu sou especializada em nutrição esportiva e também não coloquei clínica porque eu não atuo em consultórios, clínicas, eu atuo na Natuie que é uma empresa, então essa diferença.

Zancopé: Perfeito. E conosco a enfermeira Karina de Araújo, prazer em tê-la aqui Karina.

Karina:  Prazer.

Zancopé: Mais próximo, por favor.

Karina: Prazer

Zancopé: Você não está acreditando que ele não te ouve. A tua especialidade, controle de infecção diretos aos profissionais, é isso?

Fabio: Não, na verdade eu enfermeira e a minha especialização é controle de infecção relacionada a assistência à saúde, dentro da minha especialização a gente cuida também da saúde do profissional que corre o risco de adquirir uma doença, uma infecção através da assistência, do seu cuidado. 

Zancopé: E a Sol Millenium?

Karina: A Sol Millenium é uma empresa que ela fornece dispositivos de segurança de proteção para o profissional na área da saúde, é uma multinacional, é a empresa que eu trabalho atualmente

Zancopé: Perfeito. Doutor Alexandra Amato, ataque isquêmico, qual é o, o senhor esclareça, este é um primeiro passo, este é um segundo passo? Porque tudo o que se refere a ataque isquêmico, AVC, alguma coisa assim, eu nem sei se AVC é o termo correto que eu possa usar, mas assusta.

Dr Alexandre Amato: Assusta, assusta todo mundo, qualquer problema no cérebro... por isso que existe o treinamento ai para tentar evitar, mas a AIT é o Acidente Isquêmico Transitório e o AVC é Acidente Vascular Cerebral, o correto hoje em dia é Acidente Encefálico, mas vamos falar o AVC que todo mundo conhece. A doença e o problema, normalmente são os mesmos, a única coisa que muda é a duração, o ataque isquêmico transitório dura por um dia no máximo, enquanto um AVC pode perdurar por mais tempo.

Zancopé: O que é essa duração de um dia?

Dr Alexandre Amato: É uma questão e definição, vamos pensar assim, quem teve um AIT é um aviso de que uma coisa bem grave está acontecendo, é uma chance de pesquisar e tentar tratar a doença de causa, quem tem um AVC vai ficar com uma sequela, essa sequela pode ser pequena, maior, quem tem um AIT mesmo que seja duração de um dia alguma lesão já se formou no cérebro, alguma coisa vai ser visível no exame de imagem, em algum exame subsidiário que vai mostrar que a lesão ainda está lá, mesmo não tendo sintoma depois de 24 horas.

Zancopé: AVC é uma siglas bastante conhecida por todos nós ai o senhor fala sobre AIT, não é?

Dr Alexandre Amato: Isso.

Zancopé: Quais são os sintomas?

Fabio: Bom, sintoma pode ter um desvio de rima é o desvio do rosto, desvio de língua, dificuldade de fala, dificuldade de movimentação, esses são os mais comuns, mas isso quando já aconteceu quinado a lesão já aconteceu, acho que é interessante a gente comentar sobre a prevenção quem são as pessoas que estão propensas para ter um AVC, um AIT, alguém problema vascular extra cerebral. Então, quando eu falo... porque um vascular está aqui falando e não um neurologista e não um neurocirurgião? Porque as carótidas são as artérias que irrigam o cérebro, temos as carótidas, temos as vertebrais e uma lesão dessa artéria pode levar ao derrame. Então, quando identifica essa lesão cedo, trata essa lesão cedo, a gente pode evitar os problemas maiores, quem são essas pessoas? São as pessoas que tem basicamente aterosclerose, aterosclerose é uma doença que todo já ouvir falar, deve ter sido comentado aqui no programa várias vezes, principalmente por cardiologistas e acredito que todo mundo já ouviu pelo menos de passagem quais são os fatores principais, tabagismo, fumo, que graças a Deus nós não somos um país na maioria tão fumante assim, hipertensão, diabetes, doença coronariana, todos esses são fatores eu elevam a aterosclerose ou são causados pela aterosclerose, quando a gente identifica tudo isso a gente tem que fazer um rastreamento de doença carotídea.

Zancopé: Ai é a prevenção, a prevenção seria essa?

Dr Alexandre Amato: Prevenção é para não chegar no cirurgião vascular. Com cardiologista, com o clínico, com o geriatra, com seu médico de confiança, à partir de determinada idade, começa a ganhar idade tem os fatores de risco, a gente tem que investigar.

Zancopé: Quando o senhor fala idade, esses fatores de risco começam a...

Dr Alexandre Amato: A se somar.

Zancopé: ... a se somar à partir de quando, tem um limite para isso, não tem?

Dr Alexandre Amato: Tem. Para quem vários fatores de risco agregados a gente já começa...

Zancopé: Você falou ai, diabetes, hipertensão, tabagismo...

Dr Alexandre Amato: Paciente que fuma, tem pressão alta à partir de 50 anos a gente já começa a ficar preocupado.

Zancopé: Uma idade seria essa 50 anos já é...

Fabio: Exato. Para quem não tem os fatores de risco a gente começa a se preocupar acima de 60 - 65 anos. Mas eu fiz uma coisa muito interessante que eu fiz um questionário para investigar quem precisa fazer rastreamento ou não está on-line, posso passar o site?

Zancopé: Por favor.

Dr Alexandre Amato: É vascular.pro/carótida sem o assento.

Zancopé: Repete, por favor.

Dr Alexandre Amato: vascular.pro/carótida sem o assento, é um questionário a pessoa responde lá algumas perguntinha e vai calcular o seu grau de risco.

Zancopé: Tem uma perguntinha aqui, que o senhor possa lembrar agora?

Dr Alexandre Amato: A principal é a idade.

Zancopé: Sim.

Dr Alexandre Amato: A idade, o paciente muito jovem não tem que fazer o rastreamento, quem não tem nenhum fator de risco e é jovem não precisa se preocupar, mas são perguntas bem focadas nisso que eu já falei, se já teve algum evento cardíaco, se tem pressão alta, se fuma, idade, e vai respondendo tudo isso vai somando pontos, quanto maior o ponto não quer dizer que tem a doença, pode não ter, mas que tem que fazer o rastreamento para evitar tem.

Zancopé: Deixa eu aproveitar o assunto, Fabio você que é especialista em ginastica para o cérebro, esse prevenção passa por você?

Fabio: Nós podemos trabalhar em dois momentos diferente, a gente pode trabalhar em pessoas que tiveram o AVC então, dependendo da lesão cerebral que a pessoa teve, talvez ela perca a parte de fala, coordenação motora fina então, na ginastica cerebral nós utilizamos algumas ferramentas...

Zancopé: O que é coordenação motora fina?

Fabio: É capacidade de você desenhar, pintar, segurar alguma coisa com a mão você precisa de coordenação motora fina então, por exemplo, para você conseguir dirigir para segurar o volante é coordenação motora fina então, dependendo da lesão que pessoa sobre com o AVC ela perde a coordenação motora fina. Nós temos algumas ferramentas conforme a pessoa vai praticando ela começa a retomar a coordenação motora fina então a gente trabalha em conjunto ai com o fisioterapeutas e também com neurologistas para que a gente possa definir qual é o melhor conjunto de ferramentas para atender as necessidades especificas da pessoa que teve o AVC. Então, a gente trabalha no momento depois e a gente também trabalha num primeiro momento na prevenção então, a única coisa que eu consigo trabalhar com o cliente lá são atividades preventivas então, sempre a gente trabalha para que a pessoa faça atividade física, tenha uma alimentação saudável e também faça atividades de estimulo cerebral. Então, eu entro diretamente no estimulo cerebral.

Zancopé: Exercício por si só, o exercício desses de academias que ´e mais fácil de ser identificado, é um princípio?

Fabio: Correto. O que a gente recomenda o exercício? A gente recomenda três tipos diferente de exercício, o cardiovascular então a pessoa andar com uma certa intensidade ou correr ou nadar, nós também recomendamos que a pessoa faça pelo menos 3 vezes por semana...

Zancopé: Andar ou correr?

Fabio: Correr. Correr, correr é o melhor, às vezes a pessoa ela está muito acima do peso então ela precisa ir consultar o médico para ver qual que é a melhor atividade, a segunda coisa seria musculação no mínimo três vezes por semana e a terceira coisa é atividade de equilíbrio então, yoga ou pilates. Então, é necessária que a pessoa faça essas atividades físicas, é necessário que a pessoa tenha uma alimentação saudável então, o que a gente vai pensar em alimentação saudável? Que a pessoa diminua fritura, produtos industrializados, coma mais verduras, frutas, beba bastante água, então o consumo de água é extremamente importante e também é importante que a pessoa tenha o que? Atividades onde que tenha estimulo cerebral então, durante a nossa infância e adolescência a maior parte do nosso tempo a gente passa estudando, então durante esse período a gente cria duas cosias uma reserva cerebral e uma reserva cognitiva, o que é reserva cerebral? Quando eu aprendo algo novo eu começo a criar novas conexões entre os meus neurônios então, imaginando que o neurônio é o local onde que eu armazeno as informações e as sinapses que é criado à partir do conhecimento de novidade, elas são formadas então, quanto mais conhecimento novo eu adquiro maior quantidade sinapses que eu tenho então isso aumenta a minha reserva cerebral e a reserva cognitiva é o próprio conhecimento em si, então eu tenho duas coisas ai que nós criamos durante a nossa infância e juventude. O que ocorre hoje em dia? Infelizmente a tecnologia ela acaba evitando que nós tenhamos alguma práticas que nós tínhamos no passado então, por exemplo, no passado você sabia de cor uns 20 telefones, quanto você sabe hoje de cor? Uns dois, três?

Zancopé: Os que estão na minha agenda do celular, nem o de casa eu sei.

Fabio: Então, por exemplo, antigamente a gente tinha prática da memoraria então a gente memorizava números, outra coisa antigamente não tinha mapas digitais, GPS ou alguma ferramentas que nós temos no nosso smartphone, a gente treinava a nossa memória a o que? Visual, como que nós chegávamos nos locais. Então, eram algumas coisas que n´só estimulávamos o nosso cérebro, que hoje a gente não tem esse estimula tão forte.

Zancopé: Tem uma doença que é antiga, mas recentemente ela está no vocabulário de todo mundo que é o Alzheimer.

Fabio: Sim.

Zancopé: Então, quando se começou a...antigamente a gente ficava caduco, vocês não são dessa época, mas falava fulano” está caduco” então, quando se começou a diagnosticar a coisa de 50 anos, o que eu entendo que é pouco tempo Alzheimer e tal, recentemente se falava em exercícios para evitar ou prolongar ou sei lá, adiar esse tipo de doença é palavra cruzada e agora está nas livrarias livros de colorir para os mais... para os da minha idade.

Dr Alexandre Amato: Aplicativos no iphone tem um monte de exercício.

Zancopé: Tem?

Dr Alexandre Amato: Tem, tem é até interessante.

Zancopé: Porque eu não cheguei na idade do iphone então....

Dr Alexandre Amato: É complicado pegar alguém com Alzheimer, primeiro você vai ter que explicar como liga o iphone, como usa, para depois chegar no jogo, deve ter uma certa complicação aí. Mas eu queria fazer uma pergunta, porque semana passada ou retrasada foi bem próximo mesmo, eu li um artigo sobre um desses aplicativos e que falaram que ele não estava sendo tão honesto com os resultados, eu não sei se você chegou a ler, deve ter chegado, porque isso é exatamente a sua área.

Fabio: Eu li, é uma empresa norte americana que ela tem um aplicativo que é muito divulgado, o que eles traçavam? Então, eles vendiam o aplicativo com a correlação direta, que uma vez que a pessoa fizesse utilização do aplicativo ela poderia evitar o Alzheimer então essa era a alegação que a empresa tinha, inclusive o governo americano multou essa empresa em U$ 2 milhões por causa da propaganda que era enganosa. O que acontece? Existem vários estudos onde eles mostram uma correlação então, pessoa que exercitam o cérebro tem uma menor incidência no caso de Alzheimer, não existe nenhum estudo que mostra a ligação especifica.

Dr Alexandre Amato: É aquela história de uma taça de vinho evita aterosclerose, todo mundo quer que isso seja verdade, mas a ligação direta ninguém conseguiu fazer ainda, esse é um problema de pesquisa cientifica, para fazer uma coisa que prova isso você tem que acompanhar a pessoa durante a sua vida toda então, é tecnicamente inviável.

Dr Alexandre Amato: Mas Zancopé, só voltando para a sua parte. Eu acho que hoje em dia o Alzheimer ele está muito mais na mídia, primeiro porque a população envelheceu então, qual que é a perspectiva da ONS, é que à partir de 2025 a cada um minuto no mundo seja identificado um novo caso de Alzheimer então, a cada minuto vai ter no mundo a identificação de um novo caso de Alzheimer e o Alzheimer, por enquanto não tem nenhuma cura, o que tem são fatores de risco então, o que é um fator de risco para a pessoa ter Alzheimer? É diabetes, obesidade ou sofrer uma lesão no cérebro então, eu tenho um fator de risco e eu tenho que?  Prevenção, a única coisa que a gente pode fazer é prevenção então, a prevenção são 6 pilares que estão relacionados a prevenção do Alzheimer, atividade física, alimentação saudável, estimulo cerebral, convívio social, gestão do estresse e o sono, esses são os pilares, se eu praticar esses pilares a incidência de Alzheimer ela é muito menor em relação as outras pessoas.

Zancopé: Só para esclarecer melhor, esses dois itens que eu citei, pintura, colorir e palavras cruzadas.

Fabio: é o estimulo cerebral.

Zancopé: Mas tem realmente alguma eficiência isso? Porque de repente é só para vender livrinho de palavra cruzada.

Fabio: O que acontece? É identificado que pessoas que tem uma maior reserva cognitiva então você fazendo palavra cruzada ou fazendo pintura, você aumenta a sua reserva cognitiva então, é o conhecimento. O Alzheimer como é que ele funciona no nosso cérebro? Ele começa a formar placas e essas placas elas começam a destruir essa sinapses que são as interligações até a destruição dos neurônios então, quanto mais informação eu tenho o efeito do Alzheimer ele doma mais tempo para ocorrer na pessoa, talvez você consiga ter os primeiros sintomas depois de 4 ou 8 anos depende ai da sua reserva cognitiva, essa é primeira coisa, a segunda coisa é quando a pessoa ela é acometida pela doença ela demora mais tempo para passar de uma fase para outra, porque a sua reserva cognitiva ela é maior. Imagina uma cidade que ela tem várias ruas e avenidas quanto maior quantidade de ruas e avenidas você mais tem mais caminhos possíveis para chegar do ponto ‘A’ ao ponto ‘B’ então, se você tem menos ruas, menos caminhos possíveis então, essa que é a característica, por isso que é importante eu ter uma reserva cognitiva maior. Naquele filme que a atriz ganhou o Oscar dois anos atrás “para sempre Alice” era isso, era uma professora universitária onde ele teve Alzheimer, mas para que ela seja acometida pelo sintomas demorou um pouco mais, porque ela era uma pessoa que era intelectualmente ativa, fazia exercício físico no filme aparece ela correndo então, você tem algumas características ali que a gente consegue observar.

Zancopé: Carolina, tanto o Fabio, quanto o doutor Alexandre citaram alimentação, nós estamos numa época que se fala muito de alimentação, mas unindo os dois assuntos deles aqui até que ponto eles falam em alimentação saudável?

Carolina: Acho que ali deu para exemplificar bem que alimentação é uma das bases de prevenção de muitas doenças.

Zancopé: todo mundo fala de alimentação saudável, ai saudável é tudo que é bom você não pode comer.

Carolina: não, não é assim. Acho que a primeiro passo para ter uma... que agora começo de ano querendo... cheio de resoluções, “ah, vou mudar de vida, vou ser saudável, agora eu vou me alimentar bem” e ai a pessoa já pensa “bom, então vou ter que cortar tudo o que for gostoso, tudo o que eu gosto eu corto” e já tem essa característica de encarar uma alimentação saudável como algo ruim ou que não é prazeroso.

Zancopé: O que o doutor Alexandre falou sobre a taça de vinho, isso é um mito é verdadeiro, o cara tem uma taça desse tamanho.

Carolina: não, é verdadeiro, o problema é que as pessoas...

Zancopé: O tamanho da taça...

Carolina: É, é o tamanho da taça, eles querem

Dr Alexandre Amato: Junta todas para tomar um dia só.

Carolina: Ai não funciona, não funciona. Mas é verdade, inclusive tem um estudo famoso, talvez vocês já conheçam que mostra que a relação entre o consumo de álcool e o vinho é uma opção mais saudável por conta porque além do álcool tem as propriedades antioxidantes das uvas e tudo mais, se você consumir uma dose, não é uma garrafa, uma dose por dia é melhor do que quem não consome nada, o problema que é muito difícil, você conhece alguém que toma uma dose só? Ou pessoa bebe, bebe, de verdade ou não toma nada então, acaba sendo melhor a pessoa que consome uma dose do que ninguém, quem bebe muito que é o mais comum ai é muito pior do que não tomar nada ou tomar só uma taça.

Zancopé: E nesse início de ano, nós estamos aqui no dia 13, as pessoas tem uma série de atitudes que deveriam tomar para limpar tudo o que conseguiu, tem alguém segredo nisso? Se tiver você tem que me contar urgente.

Carolina: O primeiro acho que é... a primeira mudança para ser duradoura não pode ser muito drástica, tem que ser lenta e aos poucos.

Zancopé: Nós temos uma rotina, como é que nós alteramos esta rotina de uma hora para outra? Porque nós saímos de um período muito bom, Natal, Ano Novo, Réveillon, aquele negócio todo e ai é uma alteração de rotina drástica.

Carolina: Sim, um período um pouco turbulento. Eu acho que o problema, a pessoa não pode querer mudar e resolver mudar de uma hora par a outra e começar a fazer uma dieta muito drástica, que é o que acontece, passou festas, férias, o pessoal quer emagrecer para o Carnaval.

Zancopé: Mas não dá nem tempo.

Carolina: não dá tempo, primeiro porque você não leva um mês para ganhar 10 quilos, também não vai ser em um mês que você vai perder esses 10 quilos, é algo que vai acontecendo ao longo do tempo. Então, acho que a primeira coisa é não colocar uma data assim, a pessoa não tem que emagrecer ou mudar de vida para uma festa ou para um carnaval, para um acontecimento daqui um mês, tem que ser algo para o resto da vida.

Zancopé: Como é essa rotina, eu tenho que pôr lá na geladeira uma relação?

Carolina: É pode ser uma tática. Tem que alteando aos poucos, primeiro identificar os problemas maiores, então de repente uma pessoa que bebe muito então, vamos ver como vai diminuir.

Zancopé: Vou ter que usar o Fabio para não chegar no doutor Alexandre.

Carolina: É, com certeza.

Zancopé: Vou ter que me socorrer ao Fabio...

Dr Alexandre Amato: Eu queria perguntar se é verdade, se a gente começar a jantar em prato de sobremesa ajuda ou não?

Zancopé: É um prato menor, pode ajudar.

Dr Alexandre Amato: Que você engana seu cérebro...

Zancopé: Depende de quantos pratos de sobremesa você vai usar para enganar o cérebro, não seria isso?

Carolina: É, são várias dicas que podem parecer bobas, mas que trazem efeito e traçando metas palpáveis e que sejam possíveis. Se você tem uma alimentação péssima, aquela pessoa que acorda tomando refrigerante com bolo...

Zancopé: Isso é bom.

Carolina: Claro, que não vai ser do dia para noite que ela vai ter uma alimentação perfeita, sem açúcar, super saudável, tem que ser aos poucos, até porque a chance dessa pessoa fazer no máximo uma semana e desistir querer voltar para o bolo com refrigerante vai ser maior. Então, tem que ir adotando hábitos saudáveis aos poucos. Alimentação é algo meio complexo porque envolve a parte social, envolve muito o psicológico então tem que ser aos poucos e também para a pessoa não ter essa sensação de que tudo o que eu quero, tudo o que gosto eu não posso comer e ai ela fica, tudo que é bom é proibido, muita vida agora é sem graça, porque eu estou de dieta é bem assim, eu não mais ser feliz, exatamente.

Dr Alexandre Amato: Acho que a palavra é essa, não é dieta, é reeducação alimentar, se você fica pensando que está de dieta tem um dia final, um dia vai acabar, reeducação não é para o fim da vida.

Carolina: É para o fim da vida.

Zancopé: Karina, você que é enfermeira especialista em controle de infecção, profissionais de saúde acho que estão mais sujeitos, mais vulneráveis seria isso?

Karina: Então, hoje o tema que eu venho trazer é um tema muito importante e sério, é que os profissionais da saúde eles estão ali para reestabelecer a saúde de vários pacientes então, eles estão para cuidar e ter um paciente saudável, só que esse profissional hoje, ele está adoecendo na linha frente, então ao invés de cuidar você tem uma pessoa doente cuidando de uma outra pessoa que está doente. Então, hoje em diversos hospitais a Organização Mundial da Saúde, ela diz o que? Que a gente tem 33 milhões de profissionais da saúde e desses 33 milhões, 3 milhões passam por acidentes com agulhas contaminadas por ano, que é um número bem significativo, mas a gente tem diversos estudos que os acidentes 91 por cento são subnotificados então se a gente pegar que tem 3 milhões notificados e que 91 por cento não são notificados, a gente tem muito acidente, a gente tem mais acidente do que a quantidade de profissionais que a gente tem na linha de frente hoje. E o acidente com perfuro cortante, vamos supor que eu Karina enfermeira eu vou atender um paciente fazer uma injeção (ininteligível) uma benzetacil que dói bastante, e ai eu tiro a agulha e me perfuro em seguida, eu tenho risco de contrair HIV, Hepatite, mais de 20 patógenas que são transmitidas pelo sangue. Então, o profissional ele pode ter o adoecimento pelo patógeno, mas também tem o transtorno emocional dele, porque ele não sabe se ele vai adquirir uma doença que vai mudar para a vida inteira os hábitos dele. Então, eu venho falar um pouquinho desse tema que é muito importante.

Zancopé: Vou aproveitar, me permita doutor Alexandre que está aqui, mas é...

Dr Alexandre Amato: Sendo um testemunho.

Zancopé: Mas eu imagino que se eu preciso dos trabalhos do doutor Alexandre, ele tem o cuidado de se proteger para exercer a...

Dr Alexandre Amato: O cuidado existe, só que existem várias variáveis que às vezes atrapalham. Então, eu vou contar época da residência que eu acho que é onde as coisas mais acontecem, mas faz mais de década atrás. Mas na época da residência a gente trabalha demais, a carga horaria é insana a ponto, teve um dia, um dia não, forma mais, foram 72 horas de plantão seguidos, não era rotina, rotina eram 36 – 48 horas com certeza então, se você entra na cirurgia depois de 48 horas de trabalho, esperar que tenha os mesmos cuidados é quase que impossível. Eu sofri vários acidentes com perfuro cortante, principalmente na época de residência, graças a Deus não aconteceu nada. E a subnotificação é importantíssima, porque imagina você estar 48 horas de plantão, entra numa cirurgia, perfura o dedo ai você vai falar com deve falar e descobre o protocolo de aviso de um acidente com perfuro cortante, que é uma coisa insana, você vai gastar mais umas 12 horas indo fazer exame, avisando todo mundo que tem que avisar. Então, eu subnotifiquei os acidentes da minha época com certeza absoluta, é um problema enorme. E tem outra coisa também, a gente está falando só de perfuro cortante, mas eu trabalho com raio x então, com a fluoroscopia que é um equipamento que emite raio x numa dose altíssima e esse controle também tem que ser feito. Tem um cirurgião americano recentemente que teve um tumor cerebral por causa do raio x que ele usou durante a vida toda então, imagine, ele salvou centenas ou mais, milhares de vidas fazendo isso e ele acabou adquirindo uma doença diretamente relacionada ao trabalho dele.

Zancopé: Mas Karina, você que é uma área especifica tua enfermagem, como se proteger, como os teus colegas de profissão podem fazer uma prevenção?

Karina: Isso. O acidente com perfuro cortante ele é multifatorial então, ele tem várias coisas que podem...

Zancopé: Perfuro cortante uma seringa, um...

Karina: É uma agulha contaminada. Doutor Alexandre, foi muito bem colocado a questão da dupla jornada de trabalho, é um fator que gera o risco de você ter o acidente com perfuro cortante, emergência é um outro fator, centro cirúrgico os artigos científicos eles demonstram o que? Que a maioria dos acidentes ocorrem no pronto socorro e no centro cirúrgico, são situações que você tem um grande estres, de emergência, então ali você está pensando em salvar a vida do paciente em primeiro lugar sempre e a sua vida fica de lado e muitos profissionais atendendo ao mesmo paciente. Então, a gente também tem outros setores que estão sendo afetados com acidentes de perfuro cortante como lavanderia, manutenção e o profissional da limpeza. Hoje dentro do hospital numa emergência uma seringa contaminada acaba indo para um lixo comum, o profissional da limpeza vai fazer a coleta desse lixo e se perfuro e ai ele não sabe nem quem procurar para ter uma medida de prevenção após o acidente. E essa questão da burocracia é uma questão também, por isso a gente tem 91 por cento de subnotificação. Quando você vai fazer a notificação desse acidente você precisa procurar vários setores e ai nisso a dificuldade que tem, então a gente não consegue ter esses 3 bilhões é pouco perto do cenário que a gente tem no Brasil hoje. Uma das maneiras de evitar o acidente com perfuro cortante em diversas situações são os dispositivos de segurança então, hoje no Brasil tem uma norma que chama NR32 que ele preconiza que todas as instituições de saúde disponibilizem os perfuros cortantes com dispositivo de segurança então, agulhas, lancetas, seringas com dispositivo de segurança. Então, esses dispositivos vão prevenir o acidente tanto no momento da aplicação no procedimento, quanto no descarte então, aqui doutor Zancopé, eu tenho um exemplo de como prevenir...

Zancopé: Gostei do doutor.

Karina: Então, vamos tomar uma injeção, doutor? Vamos aplicar agora uma injeção, eu trouxe uma agulha bem grande, então hoje aqui eu vou trazer um exemplo, de como prevenir um acidente com perfuro cortante, que é uma seringa que a gente chama de seringa inteligente, é uma seringa que ela via proteger o profissional da saúde para não ter o acidente com perfuro cortante, ela não altera em nada o procedimento do hospital e o cenário ideal seria que todos os hospitais utilizassem esse tipo de dispositivo de segurança, se tivesse isso em todas as instituições o número de acidentes ia reduzir muito e o profissional ia estar trabalhando com segurança na linha de frente e um profissional trabalhando com segurança é um profissional feliz e prestando o seu máximo na assistência, vamos tomar uma injeção, doutor?

Zancopé: Daqui a pouco, depois do intervalo você pode aplicar a injeção. ‘Gente que fala” retornará em instantes. O nosso “gente que fala” o Fabio Martins de França, que é especialista em ginástica para o cérebro, a nutricionista Carolina Arbache, a enfermeira Karina de Araújo e o cirurgião vascular Alexandre Amato. Doutor Alexandre o senhor citou em instantes em carótida existe cirurgia especifica para carótida?

Dr Alexandre Amato: Sim, sim. Quando há o estreitamento da carótida ou formação de placas ou nome que todo mundo conhece aterosclerose, dependendo do grau de estreitamento pode ser indicado o tratamento cirúrgico sim. Então, o que eu falei no primeiro bloco era sobre a prevenção então, como evitar de chegar de precisar do cirurgião vascular, à partir de certo ponto onde esse estreitamento já começa a dificultar que o sangue chegue no cérebro e pode enviar micro êmbolos, que também podem causar lesão cerebral, a cirurgia pode estar indicada. Existem basicamente dois tipos de cirurgia e é muito importante saber que elas existem. Então, a cirurgia aberta que é a tradicional que existe há décadas e décadas, seria a abertura e retirada dessa placa e existe agora cirurgia endo vascular e através de um furinho na virilha a gente consegue colocar um stent e esse stent abre essa carótida. Então, a princípio pode parecer, ah, a cirurgia mais moderna é o stent e é a melhor que tem, não, as duas continuam sendo usadas e tem a sua indicação precisa e isso é muito importante saber que se você procura um médico que só faz uma técnica ele vai indicar a única que ele sabe saber e tem que ir atrás do cirurgião vascular e endo vascular, que é o especialista que faz as duas técnicas e vai poder indicar a melhor em cada caso. Então, tem paciente que o stent não se aplica e tem paciente em que a cirurgia aberta não se aplica.

Zancopé: Isso que é importante que de repente eu encontro um cirurgião que a especialidade é cirurgia aberta, então ele quer mostrar as qualidades dele.

Dr Alexandre Amato: Exatamente. Também tem o radiologista, o radiologista intervencionista é médico que estudou o endo vascular só, ele sabe colocar stent, mas for necessário a cirurgia aberta ou ele tem essa abertura de enviar para o cirurgião vascular ou ele vai tentar indicar o que ele sabe fazer.

Zancopé: Por que apresenta risco de AVC?

Dr Alexandre Amato: Na manipulação, no intra operatório, a pergunta é no intra operatório, né?

Zancopé: eu acho que é, eu sou curioso, o senhor que tem que esclarecer.

Dr Alexandre Amato: Durante a manipulação tanto da cirurgia aberta, quanto na cirurgia indo vascular, pode se desprender algum pedacinho dessa placa e parar no cérebro, isso pode causar um AVC. A cirurgia, o ideal é que ela seja preventiva então, no momento que a gente identifica que o risco de não fazer nada é maior que o risco da cirurgia, ou seja, a cirurgia tem um risco vale a pena operar. Falar um pouquinho de número, então se o paciente é assintomático não tem sintoma nenhum, tem um risco de AVC entre 2 a 5 por cento, a cirurgia aberta vai ter um risco também entre 2 a 5 por cento, se o risco se empata não faz nada, se o risco da cirurgia é menor vale a pena operar profilaticamente par evitar que tenha um AVC no futuro, não existe cirurgia com risco zero, tanto o stent que é a técnica mais moderna quanto a cirurgia aberta, existem riscos e estes riscos tem que ser medidos, mensurados, para que tenha uma indicação boa para cada caso.

Zancopé: Para aqueles que acompanham o “gente que fala” eu sou repetitivo, mas os senhores que estão aqui participando do hoje, na tua especialidade, a do Fabio, da Karina e também da Carolina. Prevenção, nós não temos isso no Brasil?

Dr Alexandre Amato: Não.

Zancopé: Lamento, mas nós não temos.

Dr Alexandre Amato; Infelizmente o nosso foco é apagar incêndio.

Zancopé: Quando a Carolina fala sobre uma dieta, quando a Karina fala sobre cuidados, se pensarmos em termos de São Paulo, aí nós temos um universo maravilhoso e Fabio nem trabalha, porque essa (ininteligível) é fácil.

Dr Alexandre Amato: Tenho uma história curiosa para contar, que aconteceu esses dias recente. Um paciente que passou no consultório com lesão de aterosclerose grave já avançada ele virou para mim e falou assim “mas doutor, ninguém falou nada para mim antes, como que isso apareceu?” “Senhor, desculpa, essa doença tem mais de década, eu rasgo o meu diploma se nenhum médico falou para você parar de fumar” ai o familiar olhou para ele e falou assim “é”...

Zancopé: Não precisa nem ser médico para isso.

Dr Alexandre Amato: Mas isso faz parte da prevenção, isso faz parte da profilaxia.

Zancopé: Alexandre, o senhor fala para um paciente que ele tem que parar de fumar ele muda de médico, é mais fácil.

Dr Alexandre Amato: Exatamente.

Zancopé: Você vai lá e o Faio “ó, você tem que exercitar, fazer isso, aquilo, exercitar o teu cérebro”, já não vou mais com o Fabio, essas coisas são comuns, eu vou na Carolina ela me passa uma dieta eu vou embora.

Carolina: O máximo a dieta de um mês para o carnaval, ninguém quer...

Fabio: Você está correto mesmo Zancopé, a prevenção ela é muito difícil para o ser humano, porque você tem que trocar uma comodidade, uma satisfação imediata para uma coisa que você vai conseguir...

Dr Alexandre Amato: Sair da sua zona de conforto.

Fabio: Só no futuro que você vai ver o resultado.

Zancopé: Aí nesse momento em que o paciente foi o doutor Alexandre, o senhor há mais de 10 anos o senhor tem esse problema?

Dr Alexandre Amato: Isso mesmo.

Zancopé: Então mais de 10 anos eu estou mudando de médico, melhor do que fazer a prevenção.

Dr Alexandre Amato: Não tem um segmento, isso é importante também o segmento, as pessoas ouvem às vezes alguma coisa que não quer ouvir no médico, isso é muito frequente, “ah, ele não falou o que eu queria ouvir, eu vou procurar até encontrar alguém que fala o que eu quero ouvir” e infelizmente vai achar.

Zancopé: Conversei com doutor Letizio, em instantes, quando ele fala “não é recomendado”, se alguém por lá e ele disser “não é recomendado” esse paciente vai procurar outro que diz “ó, isso é muito bom e eu faço”

Karina: Doutor Zancopé, tem um dado bem interessante do Ministério do Trabalho, que cada um real investido em prevenção economize-se 4 então, a gente tem que pensar em prevenir para não chegar com essa questão. Quando a gente fala de acidente com perfuro, isso é uma coisa muita séria, você tem que pensar no antes para não correr atrás do prejuízo depois e o senhor não foge que eu vou fazer uma aplicação muscular em você ainda, eu não esqueci.

Zancopé: Pensei que você tivesse esquecido.

Karina: Não, não esqueci.

Fabio: A memória sua está excelente.

Karina: Minha memória está ótima. Eu estou aqui do lado eu estou só aguardando.

Zancopé: Eu estou exercitando mais para fugir da injeção.

Karina: Não fuja, olha a prevenção, vamos prevenir.

Zancopé: Carolina, o que é esquiate, é isso?

Carolina: Esquiate é uma bebida à base de chia, a chia todo mundo já conhece acho, né, já está bem famosa na mídia.

Zancopé: Originário do México, alguma coisa assim, não é?

Carolina: Isso. É uma bebida consumida por um povo e os índios que são conhecidos como os maiores corredores, tem até livros a respeito o “nascidos para correr” era uma tribo indígena que corria assim em cerca 150 quilômetros por dia, é o que eles sabiam fazem, eles saiam correndo por ai.

Dr Alexandre Amato; eu vou sair para dar uma corridinha.

Carolina: Dar uma corridinha de 150 quilômetros, coisa básica, não tem nada para fazer.

Zancopé: é chia, a base é chia, mas o que mais?

Carolina: É uma bebida à base de chia, água, limão e mel e eles utilizavam, consumiam bastante aí foram associar essa bebida com o desempenho esportivo que eles tinham que era incrível, quem corre 150 quilômetros? E atualmente a gente faz essa associação e realmente tem muitos benefícios, porque a chia está muito na moda, porque realmente é um superalimento, ela tem além de aminoácidos, fibra gorduras boas do ômega 3 que inclusive é muito legal para o cérebro, para prevenir Alzheimer e tudo mais.

Zancopé: Mas tem um a fórmula especifica desse esquiate, uma receitinha?

Carolina: Bem simples.

Zancopé: Que você citou ai chia.

Orador D; Bem simples para fazer em casa, uma colher de sopa de chia, um copo de água, espreme um limão e uma colher de sopa de mel ou melado de cana , coloca gelo chacoalha bem e ai toma antes do exercício ou durante.

Zancopé: Diabéticos não pode tomar?

Carolina: É ai o mel não é indicado, mas daí para tirar o mel e colocar um stevia, por exemplo, um adoçante natural.

Dr Alexandre Amato: Espero que nenhum diabético queira correr 100, 150 quilômetros sem o acompanhamento médico, por favor.

Zancopé: Fabio, exercício tem a ver com inteligência?

Fabio: Na verdade existem vários tipos de inteligência, então tem pessoas que tem uma inteligência matemática e tem esportistas que tem outro tipo de inteligência, uma inteligência corporal, imagina um jogador de futebol como é que ele consegue chutar uma bola e acertar no pé de uma outra pessoa que está em movimento então, ele tem uma inteligência, uma inteligência corporal, bailarino inteligência corporal, tem pessoas que tem inteligências linguísticas eu consigo aprender vários idiomas e eu consigo praticar esses idiomas então, existem vários tipos de inteligência, você não pode rotular uma pessoa que não tem habilidade em especifico de não ser inteligente, talvez ele não tenha aquela habilidade, eu sou péssimo jogador de futebol então eu não tenho uma inteligência corporal boa, então é um exemplo, então rotular pessoas é ruim. Mas então, está relacionado o esporte ele tem outro tipo de inteligência e é bastante interessante você ver isso e tem pessoas que tem mais facilidade para números, tem pessoas como eu mencionei facilidades para idiomas, a gente tem que identificar qual dessas inteligências é a melhor e utilizar isso como um benefício próprio e às vezes a gente tem que pegar uma deficiência e daí trabalhar esse deficiência e tentar melhorar essa deficiência. Tem três tipos de inteligência que são importantes para o trabalho e também para a vida social, a inteligência lógica matemática então, matemática você usa todo dia, quero estacionar o carro tem que determinar qual que é a proporção senão vou bater no carro do vizinho, então inteligência lógica matemática, a interpessoal todo mundo hoje convive em sociedade então, é difícil você ter uma pessoa que não consegue se relacionar e eu também preciso ter o que? A inteligência de conseguir definir ou identificar as emoções nas outras pessoas, então eu preciso ter essa inteligência emocional também. Então, essas são as três principais que todo mundo precisa ter e mais uma que talvez inata, a pessoa já nasce com aquilo, talvez ela fazendo uma atividade ela consegue potencializar, é o caso do jogador de futebol, pessoas que correm.

Zancopé: repetição, repetição do exercício.

Fabio: Isso. Existem alguns estudos que falam que uma pessoa se torna mestre numa determinada atividade com mais de 10 mil horas que é o caso de pianista, jogadores de xadrez e assim por diante, existem outros estudo que fala que à partir de 82 horas você já consegue dominar o assunto, não que você seja mestre naquele assunto então, 82 horas é o tempo mínimo para você dominar o assunto, eu sei o que é eu consigo conversar sobre aquele assunto então existem diferentes coisas.

Zancopé: O exercício simples, o exercício simples é importantíssimo...

Fabio: é importantíssimo. A repetição ele auxilia no processo de memorização, ah, então, quero me lembrar de alguma coisa, o que eu devo fazer? Estou lá em casa eu estou estudando o que eu devo fazer para conseguir reter a informação? Primeira coisa é escrever, então quando eu escrevo algo que eu quero aprender eu aumento em 188 por cento a capacidade de retenção, a segunda coisa é a repetição, então a repetição auxiliar no processo de memorização. Tem uma coisa que é extremamente importante, existe a chamada curva do esquecimento o que é a curva do esquecimento? É um processo que acontece com todo mundo, que uma informação que é exposta ela após um período de tempo eu não consigo reter essa informação então, um exemplo, de tudo o que a gente está falando aqui do preparo do chá por cento, amanhã eu vou lembrar 60 por cento, talvez eu esqueça do mel que tem que adicionar mel então, após 24 horas a gente esquece 60 por cento, após 7 dias a gente vai esquecer o que? A gente vai se lembrar só 30 por cento, talvez eu me lembre que é chia, eu não me lembro que eu tenho que...

Zancopé: Já esqueceu.

Fabio: ...Já esqueci, talvez eu não me lembro da quantidade, da colher e assim por diante e 30 dias depois, talvez eu me lembro que eu falo “‘nossa’ a gente conversou sobre o assunto” eu preciso ganhar da curva do esquecimento daí entra a repetição, é escrever, fazer uma revisão logo após 24 horas, 7 dias e 30 dias daí eu retenho essa informação adi eterno.

Zancopé: Karina, você está quietinha ai, não desistiu ainda da injeção?

Karina: Não desisti de maneira alguma.

Zancopé: Explica melhor sobre a seringa, que você diz que tem como é que é?

Karina: Solução, temos a solução para evitar os acidentes com perfuro cortante então, hoje não adianta relacionada a seringa a prevenção você só vamos falar “doutor Alexandre, toma cuidado na cirurgia” isso não é o suficiente, precisa ter algum mecanismo que proteja do perfuro cortante, o mecanismo a solução é uma coisa simples, que é uma seringa com dispositivo de segurança que vai prevenir que o profissional não tenha o acidente com a agulha contaminada. Então, vamos supor, que eu vou fazer uma benzetacil em você, que é uma medicação que não dói quase e aqui está o glúteo do senhor, vou pedir para segurar assim então...

Dr Alexandre Amato: Com implante ou sem implante (risos)

Karina: Esse está sem implante.

Zancopé: Sem implante.

Karina: E ai eu vou fazer a aplicação então, a técnica vai ser normal então, fiz aplicação uma picadinha não vai doer, sempre a gente fala isso, mas dói vai entrar um pouquinho e vou infundir, qual que é a diferença dela? Eu vou fazer um clique e a agulha vai sair de dentro do tecido do paciente para dentro do cilindro então, o profissional da saúde não tem contato nenhum com a agulha contaminada, a agulha está dentro do cilindro então, ela não vai se soltar daqui, vamos supor que numa emergência, numa cirurgia o doutor Alexandre está operando, ele está com vários colegas de trabalho, residente, alguém deixa do lado do paciente, se ele colocar a mão ele não tem o risco de sofrer acidente com a agulha contaminada, se for no meio da roupa de cama quando for para a lavanderia não vai ter o risco então, ela vai estar protegendo tanto no momento da assistência que manipula quanto no descarte então, essa é a solução, é uma solução simples. Os hospitais hoje tem uma norma que é a NR32, que obriga eles a utilizaram, porem falta fiscalização então, alguns hospitais utilizam, outros não e a gente tem número de profissionais contaminados com HIV, hepatite onde que uma simples seringa acabaria solucionando esse problema e não mudaria a vida inteira dele por conta de um acidente ocupacional.

Zancopé: Karina de Araújo, agradeço tua gentileza. Tem uma forma de entrar em contato contigo?

Karina: Tem, tem sim. Eu vou pedir para entrar pelo site que é www.sol-m.com.br.

Zancopé: Repete, como diz o Fabio, eu tenho que exercitar.

Karina: tem que exercitar a memória vamos todo mundo decorar o site www.sol-m.com.br.

Zancopé: Grato por ter vindo ao “gente que fala”.

Karina: Obrigada que eu agradeço.

Zancopé: Doutor Alexandre, muito bom tê-lo aqui, espero não precisar do senhor.

Dr Alexandre Amato: Se precisar eu estou à disposição.

Zancopé: É grave, se precisar é grave.

Dr Alexandre Amato: A gente faz o que pode.

Zancopé: Grato por ter vindo ao “gente que fala”. Tem uma forma de contato mais direto?

Dr Alexandre Amato: Tenho o nosso consultório o site www.amato.com.br.

Zancopé: Grato por ter vindo ao gente que fala. Fabio Martins de França, tem alguma forma de entrar contato direto contigo, um site?

Fabio: Tem sim. Eu queria também aproveitar para eu convidar todos os ouvintes, nós vamos ter na semana que vem a semana do “cérebro ativo” onde que nós vamos ter mini workshops, palestras e outras atividades ali na avenida Pompéia e caso vocês queiram participar do evento, por favor, entre em contato com telefone 3181-2166.

Zancopé: Repete 3181...

Fabio: 3181-2166, e os eventos vão ser na parte da manhã, à tarde e à noite.

Zancopé: Avenida Pompéia é no Método Supera Ginástica para o Cérebro, é isso?

Fabio: Isso mesmo. Então do dia 18 ao dia 23.

Zancopé: Grato por ter vindo ao nosso “gente que fala”.

Fabio: Obrigado você.

Zancopé: E você Carolina Arbache, bom tê-la aqui. Como é que se entra em contato direto contigo?

Carolina: pode ser pelo site também 

Zancopé: Grato por ter vindo, transmita um abraço para o doutor Carlos Arbache.

Carolina: Pode deixar.

Zancopé: “Gente que fala” tem a direção geral do jornalista Fausto Camunha, diretora de produção Zenilda Salvato, redação Haraela Brandão e Pedro Schiavon, pauta José Carlos Cicarelli, produção cultural Ricardo Godói, na Rádio Trianon Benebene, Cléo Rodrigues, Neildo Neres, Ricardo Valim, na direção da TV Guarulhos Fernando Mauro, na direção da ALLTV Alberto Luchetti, na técnica James Eduardo, Marcelo Fontana, Sérgio de Oliveira, Iago Matsumoto. Estaremos de volta amanhã 12:00 horas, gratos até lá.

About the author
Prof Dr Alexandre Amato
Doutor em Ciências pela USP
Professor de Cirurgia Vascular da UNISA
Especialista em Cirurgia Vascular e Endovascular pela SBACV
Especialista em Ecografia Vascular pelo CBR

Autor

Prof. Dr. Alexandre Amato: Cirurgião Vascular em São Paulo

Prof. Dr. Alexandre Amato
Cirurgião Vascular, Endovascular e Ecodoppler
Tratamento de varizes com laser(11) 5053-2222
Tudo sobre varizes e doenças vasculares
vascular.pro
Clínica de Cirurgia Vascular: Tratamento de VarizesAv Brasil, 2283, São Paulo, SP
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Amato, ACM. Cirurgia Vascular: O que você não pode ignorar. 1ª. edição. 2017
Amato, ACM. Procedimentos Médicos: Técnica e Tática. 2ª edição. 2016. Roca 
Amato, MCM. Manual do Médico Generalista na era do conhecimento. 2014. Roca